segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Entendendo sobre os Obsessores na Festa da Carne (carnaval)

 


    Carnaval: É dito que é um dos maiores espetáculos da terra. Muita
festa, alegria, música, calor humano.

    Mas se é assim tão agradável, por que somos orientados a não
participar dessa grandiosa festa popular?

    Dentro da espiritualidade o carnaval é visto como uma das grandes
chances na qual obsessores de todos os tipos estão dispostos a tomar a
consciência de encarnados para que, através deles, possam se energizar
a fim de espalhar o retrocesso da evolução dentro da humanidade.

    A festa da carne, por mais bela que possa parecer, dissemina um
excesso de promiscuidade, de luxuria, de variados tipos de vícios nos
seres humanos, dando ai então a entrada de obsessores, tipo Kiumbas,
Eguns e Zombeteiros, que ali buscam as tais energias de baixo grau
espiritual, lhes dando força para que cada vez mais dominem os
encarnados não voltados a verdadeira espiritualidade e as orações.

    Podemos ver abaixo algumas colocações em forma de relatos do
Doutor Bezerra de Menezes, que foram feitas quando ele e um grupo de
socorristas de encarnados e desencarnados, trabalharam em prol da
caridade no carnaval do ano de 1982, em plena cidade do Rio de
Janeiro.

    Falando ele sobre a concentração mental que era colocada nos dias
da festa da carne:

    "A grande concentração mental de milhões de pessoas, na fúria
carnavalesca, irradiações dos que participavam ativamente,
enlouquecidos, e dos que, por qualquer razão, se sentiam impedidos,
afetava para pior a imensa área de trevas, ao tempo em que esta
influenciava os seus mantenedores.
Nesse período, instalam-se lamentáveis obsessões coletivas que
entorpecem multidões, dizimam existências, alucinam valiosos indivíduos
que se vinculam a formosos projetos dignificadores."
(Bezerra de Menezes)

    Da mesma forma dita acima, nossas Entidades da Umbanda nos alertam
extremamente sobre os festejos da carne. Frisam muito sobre os
obsessores e recomendam firmemente que seria um tanto melhor não
fazermos parte dela. Porém, sempre nos dando o caminho do livre
arbítrio, e claro que nos mostrando os melhores rumos a tomar.

    Colocando uma pequena comparação a alguns dizeres do nosso irmão
Bezerra de Menezes com algumas recomendações de nossas Entidades de
Luz da Umbanda, poderemos notar que o carnaval é de extremo prejuízo
para nossa evolução espiritual, para nosso desenvolvimento mediúnico,
e bastante prejudicial a nosso perispírito, como poderemos verificar
abaixo:



    "O caminho da festa da carne pode levar um ser umbandista, assim
como outras pessoas de qualquer dogma, por mais dedicado que seja, a
se entregar aos vícios que certamente nos deixarão entregues a
obsessores. Esses obsessores podem levar os encarnados a fazer coisas
que em sua sã consciência jamais fariam. Dentre outras coisas podem
induzir a falta de respeito com o próprio corpo, induzir a ser
utilizado substâncias nocivas a matéria e ao perispírito. Sempre
recomendado a se manter em oração nesses dias de
perversão espiritual."
(Preto Velho Pai Antero da Encruzilhada)

    "A percepção sobre os filhos que se entregam a festa da carne é de
uma aglomeração de Eguns, Kiumbas e Zombeteiros, que se introduzem na
Coroa desses filhos fazendo com que se tornem apenas um ser sem
vontade própria, se deixando induzir pela promiscuidade numa
intensidade tão grandiosa, que aquele que tem ao menos um degrau de
desenvolvimento mediúnico e espiritual, retorne ao modo de menos que
iniciante. Espíritos vampirizadores tomam o corpo desse filho se
utilizando de seus vícios para se energizar e assim se tornarem mais
fortes para combater as Entidades de Luz, que se proporem a proteger
tal filho. Após absorverem toda essa energia, tentam escapar dos
protetores, e partem para atacar novos encarnados desavisados que se
entregam de corpo e alma a festa da carne."
(Preto Velho Rei Congo das Almas)

    "No momento da entrega de um filho a festa da carne, é percebido
Kiumbas, Eguns e Zombeteiros obsediando esse filho, sugando seu
sangue na forma orgânica, retirando de sua mente a possibilidade de
refletir, de seus olhos a benção de ver, de seus ouvidos a audição
real. Faz com que esses filhos se entreguem a promiscuidade em
qualquer lugar ou a qualquer hora. Tem o prazer de sentir o apodrecer
do corpo físico entregue a falsos prazeres induzidos pelo poder da
obsessão. Esses Kiumbas, Eguns e Zombeteiros se divertem com a nudez
dos filhos entregues a festa da carne, e fazem disso um ponto para
abraçarem todos aqueles que nessa festa se fazem obsediados, apenas
para ver o sofrimento de prováveis futuros espíritos perdidos. Esses
obsessores reinam dentro da mente, do corpo e do espírito desses
filhos tomados pelas sujeiras carnais e espirituais, fazendo que se
transformem em farrapos humanos, ou simplesmente um espírito podre
dentro do reino da escuridão."
(Preto Velho Vovô Benedito da Calunga)

    "Na festa da carne o trabalho espiritual é muito mais intenso.
Nossa legião trabalha com grande intensidade para buscar junto ao Pai
Maior ajuda para todos filhos desavisados que são tomados pelos
espíritos do mal, envolvidos na escuridão plena. Infelizmente esses
filhos que buscam a diversão na festa da carne, não tem a menor noção
da grande quantidade de espíritos obsessores que são espalhados entre
eles antes, durante e depois da entrega dos encarnados nesse poço de
promiscuidade, vícios, ódio, rancor, disfarçados de festa. Sou
guardião de muitos filhos nessa festa, porém, por mais que seja
multiplicado os atendimentos, muitos deles são tomados pela obsessão,
e isso pelo seu próprio livre arbítrio, principalmente na sujeira da
promiscuidade. O trabalho é árduo, mas a obsessão é extremosa. Sempre
melhor ao filho que deseja receber a paz, o amor, a luz e a caridade,
se manter na fé a Oxalá nesses tempos."
(Senhor Tranca Ruas das Almas)

    Como podemos notar, a festa da carne ou carnaval, pode nos parecer
lindo, porém a obsessão é de tal grandeza que é de assustar,
principalmente na tomada de espíritos sem luz que se aglomeram sobre
os encarnados como vampiros sedentos de sangue.

    Continuando com os relatos, voltaremos a nosso irmão, Doutor
Bezerra de Menezes, e verificaremos como acontece essa aglomeração do
mal.

    "Acurando a vista, podia perceber que, não obstante a iluminação
forte, pairava uma nuvem espessa onde se agitava outra multidão,
porém, de desencarnados, mesclando-se com as criaturas terrestres de
tal forma permeada, que se tornaria difícil estabelecer fronteiras
delimitadoras entre uma e outra faixa de convivência."
(Bezerra de Menezes)

    "Tornando-se insuportável a situação de cada uma dessas vítimas
voluntárias do sofrimento futuro, os parasitas espirituais que se lhes
acoplam, os obsessores que os dominam, explorando suas energias,
atiram-nos aos abismos da luxúria cada vez mais desgastante, do
aviltamento moral, da violência, a fim de mantê-los no clima próprio,
que lhes permite a exploração até a exaustão de todas as forças."
(Bezerra de Menezes)

    Com mais algumas colocações do Doutor Bezerra de Menezes,
poderemos entender muito melhor o que se passa nos dias de festa do
carnaval entre os encarnados e a dita "população invisível", assim
como descrito abaixo:

                    "A dita população invisível."

1. "A população invisível ao olhar humano era acentuadamente maior do
que a dos encarnados."

2. "Disputavam entre si a vampirização das vítimas encarnadas, que
eram telecomandadas."

3. "Estimulavam a sensibilidade e as libações alcoólicas de que
participavam."

4. "Ingeriram drogas, utilizando-se dos comparsas no corpo físico."

5. "Se interligavam a desmandos e orgias lamentáveis."

6. "Uns magotes desenfreados atacavam os burlescos transeuntes,
transmitindo-lhes induções Nefastas."

7. "Davam início, assim, a processos nefandos de obsessões demoradas."

8. "Misturavam-se espíritos de aspecto bestial e lupino, verdugos e
técnicos de vampirização do tônus sexual, em promiscuidade alarmante
com inúmeros encarnados."


    Acredito que devemos refletir bastante antes de tomarmos a decisão
de estarmos em algo tão sem evolução assim. Por mais que nos pareça
inocente, a festa da carne está repleta de armadilhas contra os
encarnados. E essa bela festa poderia não ser nada de mais, além de
apenas diversão, porém isso não haveria prejuízo maior se todos
pensassem e brincassem em um clima sadio de verdadeira
confraternização. Infelizmente a realidade é muito, mas muito
diferente.

    Visão de Emmanuel - Psicografada por Chico Xavier.

    "Nenhum Espírito equilibrado em face do bom senso, que deve
presidir a existência das criaturas, pode fazer apologia da loucura
generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas.

    Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das
forças da treva nos corações e às vezes toda uma existência não basta
para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de
esquecimento do dever.

    "Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas
consumidas em semelhantes festejos na assistência social aos
necessitados de um pão e de um carinho."
(Emmanuel)


    E assim podemos entender um pouco mais da visão espiritual e
Umbandista dessa festa que para uns é algo imperdível, e para outros é
apenas mais um modo dos obsessores se expandir, e expandir suas
maledicências entre os encarnados. E ai está uma boa maneira de fazer
seu livre arbítrio trabalhar, ou em prol de sua libertação e de sua
evolução, ou em busca da escuridão plena obsessiva.

    Vale a pena refletir com fé!

Carlos de Ogum



29 comentários:

Aninha de Iemanjá disse...

Carnaval só serve mesmo pra isso, maior manifestação de obsessão pela falta de consciência de encarnados que acham tudo muito bonito, alegre e inofensivo.
Que a legião de protetores, nossas amadas Entidades de Luz, nos ajudem a ficar longe desse mal.

Axé!

Mara Freixe disse...

Deus do ceu, fiquei com medo agora. Obrigado pelo texto

Paulo Filho disse...

Vale-me Deus nosso Pai. Que horror esses obsessores de carnaval, bem que
eu e minha familia detestamos essa epoca

Gabriella Conceição disse...

Emocionada por nunca ter gostado dessa festa sem saber o que porque é nunca ter frequentado nenhuma.feliz por meu guia estar me conduzindo pelo caminho certo. Não gosto e não sabia o que porque, agora eu sei! Obrigada pelos esclarecimentos Pai Carlos de Ogum!

Waleska disse...

Pai Carlos eu estava disposta a sair em algum bloco, agora não vou mais,
isso é muito sério. A vida já está tão difícil. Sua benção

Edna Santos disse...

Muito interessante seu texto pai, é a demonstração de quanta coisa ruim
que acontece nesses dias de promiscuidade

Ivone Sardinha disse...

Isso da muiiito medooooo. Ainda bem que nunca vou nesses tumultos

Pamela Lira disse...

Obsessores nessa época são terriveis. Eu já tive uma experiencia de
obsessão no carnaval que nunca mais esquecerei. Hoje em dia eu fico em
casa quieta nesse periodo. Podem acreditar que acontece mesmo essas
tragedias no carnaval por intermedio da obsessão.

Anônimo disse...

7 Querido Carlos ao ler esse texto me identifiquei demais. A nossa
pregação em nosso Terreiro é justamente isso, se proteger o máximo
nesses dias de festa da carne. Muitos obsessores são retirados após essa
festa de pessoas que nos procuram desesperadas. Infelizmente nós seres
humanos não buscamos entender nada quando estamos envolvidos em festas.
Seu texto foi maravilhoso como sempre. Vamos clamar muito para a
proteção desses irmãos que certamente serão obsediados, e se entregarão
a promiscuidade, a bebida, as drogas e o desamor ao seus semelhantes
induzindo a esses obsessores a reinarem na festa do tal rei momo.
Parabéns meu irmão de luz. Mãe Maria de Oxum

Luiz disse...

Carlos de Ogum meu pai de santo sempre disse isso sobreo carnaval e os
obsessores. Seu texto foi otimo parabéns

Anônimo disse...

Muito bem colocado irmão Carlos de Ogum. O carnaval é algo que traz
muitos obsessores de toddos os graus. Axé.

Sara Peçanha disse...

Estou longe dessa coisa de carnaval e de obsessores sambistas viciados e
promíscuos. Seu texto meu paizinho é uma lição para muita gente. Saravá

Marcos de Ogum disse...

Que esses obsessores fiquem bem longe de mim, e eu bem longe do
carnaval. Paz e axé a todos filhos de Umbanda

Teresa Xavier disse...

Lições e lições muito obrigado Pai Carlos, esse texto vou mostrar a meus
irmãos para ver se entendem.

Sabrine disse...

Sensacional ensinamento para os desavisados. Salve

Karina Dutra disse...

Obrigado pelo bom aviso pai. Eu certamente irei acatar. Não quero
arriscar.

MARY disse...

EXCELENTE E ESCLARECEDOR.
LIÇÃO PARA A VIDA... PARA GERAÇÕES...
QUE TODOS OS ORIXÁS NOS PROTEJAM NESSE PERÍODO, NOS DEFENDAM DOS OBSESSORES E QUE A PAZ PERMANEÇA. AXÉ E GRATIDÃO POR MAIS ESSE ENSINAMENTO.

Walkiria Santos disse...

Pai Carlos eu gosto de ver o carnaval, mas tenho certeza desses
obsessores atacando. Tenho medo

Anônimo disse...

Maravilhoso texto de ensinamento. Parabéns

Anônimo disse...

Divinamente bem explicado. Adorei

Maria das Graças disse...

De assustar esses obsessores. Acho que é por isso que acontece tantos
acidentes. Deus nos ajude

Anônimo disse...

A bebida e a promiscuidade estão nas mãos desses obsessores e nós
encarnados damos chances. Horrivel isso.

Luiza Flores disse...

E por essas coisas que acontecem essas tragedias como no carro
alegorico que esmagou dezenas de pessoas. Mas o povo nem ta ai para
essas coisas, usam como acaso mas na verdade a indução obsessora faz
tudo isso. Seu texto foi maravilhoso Pai.

Betinha disse...

Uma lição de luz pai Carlos. Parabéns. Me alertou e eu fico em casa
agora.

Anônimo disse...

Carnaval e obsessores to fora.

Pietra Cândido Marques disse...

Adorei essa colocação pai. Estou vacinada sobre essa coisa nojenta
que é carnaval. A 2 anos atrás minha irmã foi assassinada em um bloco de
carnaval, bloco que minha irmã nem fazia parte, apenas estava passando
na rua voltando pra casa, e 3 caras a arrastaram para dentro do blog, e
ai não sabemos o que aconteceu, mas minha irmã não voltou e acharam ela
jogada sem vida em um beco, e testemunha contaram sobre o fato desses 3
caras e ela gritando. Infelizmente os marginais não foram reconhecidos.
Mas agora tenho nojo de carnaval e com seu texto fiquei mais certa ainda
que essa maldita festa não presta.

Jade disse...

Olá pai Carlos de Ogum, seu texto foi um alerta a mim e minha
família, todos nós refletimos muito e vimos que não valeria mesmo a pena
sair atrás de blocos de carnaval. Não tem sentido, 4 dias de folia para
um ano de obsessão. Obrigado

Anônimo disse...

Muito bom seu ensinamento sobre as sujeiras do carnaval.

Carminha disse...

Pai Carlos esse texto demonstra muito bem tantas coisas que presenciamos
nos dias de carnaval. Mortes, assaltos, prostituição, acidentes,
bebedeiras, drogas, enfim tudo de ruim que pode acontecer ao ser humano
desavisado. Muito triste ver tudo isso, pois assusta tremendamente a
gente. Um fato rápido, em frente a minha casa tem um desses clubes que
tiveram bailes de carnaval, e durante a madrugada meninas e meninos de
no máximo 14 anos se drogando dentro de carros, nas esquinas, nas ruas.
Muitos desses usavam o próprio corpo para conseguirem dinheiro para
comprar drogas, isso na rua aberta, nus, e com uma energia ruim
terrivel. Só para frisar vi uma menina que tem apenas 16 anos nessa
situação e durante outros dias ela se porta maravilhosamente. Fui a ela
e a tirei de lá da rua pois tenho apreço a mãe dela, ela gritou me
xingou mas mesmo assim eu arrastei para minha casa, depois que ela se
acalmou começou a chorar e me pediu perdão pois nem sabia direito o que
tinha feito. Eu coloco no patamar da obsessão. Seu texto foi
maravilhoso. Boa tarde. Axé.

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