segunda-feira, 30 de setembro de 2019 1 comentários

Entendendo o que é Firmamento na Umbanda



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    Muito se fala em casas, templos ou terreiros de Umbanda sobre os firmamentos que devem ser feitos, porém pouco se explica o que seria esses firmamentos. Nesse texto vamos falar resumidamente sobre isso, para tentar deixar um pouco mais claro a todos que são adeptos a Umbanda e seus preceitos.

    Devemos compreender que os firmamentos são firmezas feitas, ou para a segurança da casa em questão, ou para a própria segurança dos médiuns que nessa casa trabalha em prol da caridade. E essas firmezas são extremamente importantes, pois sabemos que na Umbanda estamos lidando com muitas forças ocultas, e sabemos também que o lema da Umbanda é fazer a caridade acima de tudo, e como a caridade não é aceita dentro da legião de espíritos sem luz, espíritos como os Kiumbas, Eguns e Zombeteiros, devemos manter a casa e a coroa do médium protegidos contra esses espíritos sem luz, para assim podermos ter a certeza da boa chegada aos trabalhos das Entidades de Luz, Entidades como os Pretos Velhos, os Caboclos, os Erês, os Exus, as Pombos giras, entre outros.

    A firmeza, no entanto, não se apega apenas aos bons firmamentos, pois apesar disso o médium trabalhador deve estar coerente com o trabalho da casa, dentro das regras e leis da Umbanda, sem deixar que os vícios de sentimento atrapalhem o bom andamento desses trabalhos de caridade, porém isso não vem ao caso agora, pois devemos nos apegar aos firmamentos, conforme proposto o tema desse texto.

    Devemos compreender inicialmente o que significa o firmamento em si, e para isso devemos frisar que ele, o firmamento é algo momentâneo, ou seja, ele estará agindo apenas no momento em que as firmezas estejam sendo oferecidas, como exemplo básico disso é o oferecer uma vela, que estará agindo enquanto acesa, se findando o firmamento ao se apagar.

    E assim vamos começar a nossa explanação sobre o firmamento, lembrando que normalmente o firmamento é algo bem mais particular, ou seja, pode ser feito tanto por um grupo de médiuns, quanto por uma única pessoa, tudo diante da intenção e da proporção da fé de cada um.


    O firmamento pode ser visto de um modo bem resumido, como força e poder feitos por uma causa, sabendo-se que a chamada força se refere as Entidades de Luz, e o poder se refere aos Orixás, e claro que acima tanto da força quanto do poder, temos a luz dominante, a luz divina, que é o próprio Deus.

    Um exemplo de firmamento da força é quando acendemos uma vela, podendo ser essa vela oferecida a uma Entidade de Luz, ao nosso Anjo de Guarda, enfim, o acendimento de uma vela é uma das maneiras mais simples de mantermos o firmamento de uma força. Devemos compreender que não basta apenas acender a vela, devemos manter elevada a fé e a força mental, pois esse ato deve-se vir do interior de quem acende, bem do íntimo, pois caso contrário essa vela é apenas um objeto sem destino, ou melhor dizendo, apenas uma vela acesa.

    Enquanto essa vela estiver acesa, sendo isso feito com convicção, estaremos com a certeza de que ali temos uma força firmada, finalizando esse firmamento quando essa vela se findar, pois ela, a vela, é um dos grandes e mais simples recursos da nossa ligação com o Orixá ou com a Entidade de Luz.

    Esse firmamento ficará potencializado quando por exemplo, escolhemos velas com as cores que representam as Entidades ou os
Orixás.

    Abaixo descrevemos alguns firmamentos que poderão ser feitos, e esses firmamentos podem ser para agradecimentos, para orações, para pedidos, tudo feito dentro da coerência e das regras da Umbanda.

    Exemplos de firmamentos para Orixás:

OXALÁ: Em um prato branco colocar água, e uma vela de sete dias na cor branca, se oferece essa vela a Pai Oxalá, a água pode ser mineral ou de mina, ao acender a vela faz a oração que desejar.

IEMANJÁ: Em uma bacia ou prato branco ou azulado, coloca-se água do mar acender uma vela de sete dias na cor azul claro, oferece-se a Mãe Iemanjá, fazendo a oração que desejar. Pode se utilizar a água com sal grosso na falta de água do mar.

OGUM: Em um prato transparente colocar limalhas de ferro, acender uma vela de sete dias na cor vermelha, oferecer a Pai Ogum, fazendo-se uma oração que desejar.

OXUM: Em um prato ou bacia branca ou azulada, colocar água de cachoeira, três pétalas de rosa branca, acender uma vela de sete dias na cor azul anil, oferecendo a Mãe Oxum, fazendo a oração que desejar.

OXOSSI: Em uma bacia, podendo ser na cor branca, colocar ervas, folhas verdes e frescas variadas, pode-se colocar raízes, frutas, e acender uma vela de sete dias na cor verde, oferecendo a Pai Oxóssi, fazendo a oração que desejar.

IANSÃ: Em um prato ou bacia na cor transparente ou branco, colocar água de rio, uma espada de Iansã cortada em sete pedaços, acender uma vela de sete dias na cor amarela, oferecer a Mãe Iansã, fazendo uma oração que desejar.

OBALUAIÊ / OMULÚ: Em um prato branco colocar sete raspas de pemba branca, três cruzes de arruda, três cruzes de guiné, um cruzeiro de madeira, acender duas velas sendo uma traçada preta e branca, e uma traçada preta e amarela, oferecendo a Pai Obaluaiê e Pai Omulú, fazendo uma oração que desejar.

NANÃ BURUQUÊ: Em uma bacia ou prato lilás, ou transparente, ou ainda na cor branco, colocar água de rio ou de poço, três folhas de canela de velho, acender uma vela de sete dias na cor roxa ou lilás, oferecendo a Mãe Nanã Buruquê, fazendo uma oração que desejar.

XANGÔ: Em um prato transparente, colocar três pedras de tamanho de médio para pequena, acender uma vela de sete dias na cor marrom, oferecer a Pai Xangô, fazendo uma oração que desejar.

IBEIJI: Em um prato branco colocar sete balas abertas de sua embalagem, três doces (podendo ser cocada branca, suspiro, doce de leite), colocar uma fruta, um copo de guaraná ou água com açúcar, acender uma vela traçada nas cores azul e rosa, e fazer a oração desejada, oferecendo a Ibeiji.


    Acima vimos alguns exemplos de firmamentos para os Orixás, porém sabemos que podemos fazer firmamentos para as Entidades de Luz, e nesse caso alguns firmamentos podem ser feitos com a própria vela sendo das seguintes cores para as Entidades:

PRETOS VELHOS: Vela traçada nas cores branca e preta, ou toda branca.

CABOCLOS: Velas verdes.

BOIADEIROS: Velas brancas, ou amarelas, ou marrons, ou vermelhas (dentro da irradiação do Orixá que ele venha).

ERÊS: Vela azul, ou rosa, ou traçada azul e rosa.

MALANDROS: Velas traçadas nas cores branca e vermelha.

CIGANOS: Vela de cera ou de mel, podendo ser também uma vela de sete cores.

EXUS: Vela preta, ou vermelha, ou traçada preta e vermelha.

POMBOS GIRAS: Assim como os Exus, podem ser velas pretas, ou vermelhas, ou traçadas preta e vermelha.

POVO DO ORIENTE: Velas brancas.

    Podemos fazer o firmamento também aos Anjos de Guarda, e esses sempre utilizaremos velas brancas.

    Devemos compreender que médiuns trabalhadores de alguma casa de Umbanda deve firmar seu Anjo de Guarda sempre ao iniciar qualquer Gira, assim sendo feito, evitará o adentramento de espíritos sem luz na coroa do médium, deixando assim que as Giras e Correntes tenham grande estabilidade no que se diz sobre concentração.

    Portanto além de podermos fazer firmamentos particulares, e podermos nos utilizar desses firmamentos para limpezas, agradecimentos, orações, firmezas, cruzamentos, mentalização, pedido, entre outras coisas, devemos fazer firmamentos em pontos estratégicos dentro do terreiro para que possamos ter com tranquilidade um bom andamento dos trabalhos espirituais, pontos como o Cruzeiro das Almas, como a tronqueira, o Gongá, entre outros.

     Já foi dito, nos Gongares dos terreiros, casas, templos, de Umbanda existem firmamentos, e que podemos fazer também firmamentos em nossas casas em auxílio ao nosso próximo, e podemos fazer firmamentos em prol as Entidades de Luz, pedindo força e proteção, dentro da coerência e sempre que achemos assim for necessário.

    Devemos compreender também que a partir do momento que aquela vela está firmada, ela tem um dono, e se por acaso aparecer um espírito sem luz diante dessa vela, o verdadeiro dono, sendo esse dono um Orixá ou Entidade de Luz, dependerá a quem for oferecida a vela, afastará esse espírito sem luz dali, encaminhando esse espírito para onde deve ser encaminhado.

    Portanto devemos ter o entendimento de que um firmamento deve ser feito com muita concentração, muita fé, com boas intenções, para que assim esse firmamento não vire contra quem o fez.

    Salve os Firmamentos!


Carlos de Ogum


sexta-feira, 20 de setembro de 2019 1 comentários

Entendendo o Pós Desencarne


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    Uma das grandes dúvidas que temos enquanto encarnados, é o que vem após o desencarne, qual seria o processo do espírito, o que devemos temer ou não temer, como será feito nosso encaminhamento, como será nosso entendimento, enfim, o que passaremos após nosso espírito deixar a matéria.


    Vamos descrever aqui o básico, ou seja, os fatos mais comuns diante do desencarne, lembrando que isso não é uma regra, pois devemos levar em conta alguns detalhes, como o merecimento, a fé, os vícios, os atos, as ações, enfim, o modo de vida de cada um de nós, modo de vida esse que poderá mudar drasticamente a caminhada de cada espírito rumo a evolução, e aos olhos de Deus, nosso Pai Maior.

    Vamos dar início com o desencarne propriamente dito, sabendo-se que cada pessoa tem seu tempo de encarnado determinado por Deus, porém alguns casos podem não seguir essa regra, mas são casos raros e que não vamos entrar nesse tema, pois seria outro assunto totalmente diferente do tema proposto aqui.

    Quando o tempo de encarnado está chegando ao fim, alguns fatos são observados pelo mesmo, como lembranças de tempos passados, encontros com irmãos de luz em sonhos, uma busca maior entre a pessoa e a sua fé, podendo ser bem em seu próprio íntimo, sem demonstração da mesma, porém em seus momentos de silencio e solidão, essa busca fica ainda mais forte.

    Isso se dá pelo preparo do momento crucial, feito pelos irmãos de luz ou Entidades de Luz, para que aquele desencarne, independentemente do modo que seja feito ou acontecido, seja menos traumático, e assim haja um entendimento melhor.

    Devemos entender que após o desencarne ocorre, isso dentro do modo básico, as seguintes etapas a serem seguidas:

- Primeiro entendimento do espírito.
- Primeiro resgate.
- Primeiro encaminhamento.
- Segundo resgate.
- Segundo encaminhamento.
- Tratamento do espírito sofrido.
- Terceiro encaminhamento.
- Primeiro estudo de evolução.
- Segundo estudo de evolução.
- Terceiro estudo de evolução.
- Preparação para uma nova reencarnação.
- Reencarnação.


    Frisando que essas etapas são o básico do pós desencarne, não levando em conta o merecimento de cada um de nós, ou fatos que podem atrasar ou adiantar essas etapas, exemplificando, o atraso pode acontecer em casos de suicidas, malfeitores, pessoas com círculos viciosos, e o que pode adiantar essas etapas pode ser o trabalho incansável pela caridade, a elevação da fé, o vencimento dos vícios de sentimentos, entre outros.

    Agora vamos tentar explicar essas etapas.

* PRIMEIRO ENTENDIMENTO DO ESPÍRITO:

    Após o desencarne propriamente dito, o espírito se sente um tanto perdido, por estar longe da matéria, e muitos desses espíritos não compreendem o que está acontecendo e acreditam que ainda estejam encarnados. Quando isso ocorre esses espíritos tentam se comunicar com os encarnados, e como não estão sendo vistos e nem ouvidos, se sentem ignorados, ficam entristecidos, e tentam de toda forma serem notados, e sem esse entendimento muitos deles se tornam obsessores dos encarnados, principalmente dos próprios familiares. Assim sendo é necessário o diálogo entre os irmãos de luz, as Entidades de Luz com esses desencarnados, fazendo assim com que esses tentem entender que já houve a passagem para outro plano, e que devem seguir para as outras etapas do pós desencarne.

    Esse entendimento não tem tempo definido, isso dependerá de cada espírito, do entendimento dos familiares e dos vários vícios que um espírito possa ter levado de sua vida encarnada.

    Esses diálogos podem ser rápidos, porém em muitos casos são longas as tentativas de entendimento, pois o espírito desencarnado pode se tornar endurecido, e isso pode acontecer por diversos motivos, como por exemplo o não aceite da separação do espírito com a matéria, o desespero em deixar os familiares, amigos, e todos que amamos enquanto encarnados, além da intensa tristeza quando os familiares não aceitam a nossa partida, ficam lamentando a perda, chorando por muito tempo, se deprimindo, enfim, todos esses motivos fazem com que o espírito se sinta culpado, o tornando endurecido e sem a compreensão necessária para seguir seu caminho rumo a evolução, e ai se faz necessária de uma presença mais intensa de nossas Entidades e irmãos de luz, tentando fazer esse entendimento junto ao espírito.

* PRIMEIRO RESGATE:

    Após ser feito esse entendimento junto ao espírito, nossas
Entidades e irmãos de luz fazem o primeiro resgate, ou seja, conduz o espírito ´para longe do plano dos encarnados, para que assim ele tenha a consciência de que não tem como auxiliar um familiar que sofre com a sua partida, ou que deve ficar apegado a sua antiga roupagem carnal

* PRIMEIRO ENCAMINHAMENTO:

    Após esse resgate as Entidades e irmãos de luz encaminham esse espírito para o tão falado e conhecido Umbral, local esse que os espíritos devem ter o entendimento de seus erros, para tentar buscar o entendimento dos mesmos e assim tentar seguir ´para mais uma etapa rumo a evolução.

    O período de permanência do espírito no Umbral é muito relativo, podendo ficar dias até séculos, tudo isso dependerá da quantidade de erros e vícios que foram trazidos da vida de encarnado.

* SEGUNDO RESGATE:

    O segundo resgate é uma das mais importantes etapas pós desencarne, pois no Umbral o espírito se enfraquece de tal forma que não tem ânimo, vontade ou força para sair desse local, fora que o Umbral está repleto de espíritos obsessores como os Kiumbas e
Zombeteiros, que se utilizam da fragilidade dos espíritos que ali se encontram para poderem escravizá-los, e ainda se tem no Umbral os vales dos vícios, sejam esses vícios do álcool, do fumo, dos entorpecentes, da promiscuidade, entre outros, sendo assim um atrativo para esses espíritos, aumentando ainda mais a má vontade de sair do Umbral e serem resgatados pelos irmãos e Entidades de luz.

    Mesmo assim as nossas Entidades e irmãos de luz tentam incansavelmente encontrar e resgatar esses irmãos perdidos.

* SEGUNDO ENCAMINHAMENTO:

    O segundo encaminhamento acontece logo após que o espírito umbralizado entende que o local que está não está sendo útil verdadeiramente a ele, e que se arrepende de seus feitos e seus vícios, isso normalmente torna o espírito em estado de desespero, tentando de todas as formas sair daquela redoma infinita e infernal, chamada de Umbral.

    Nessa fase o espírito clama pelo resgate, que quando feito, normalmente os nossos irmãos e Entidades de luz encaminham o espírito em péssimas condições, em total desespero para um futuro tratamento, e por muitas vezes esses espíritos não conseguem acompanhar seus resgatadores, tendo esses caridosos seres que levar nos próprios braços esses espíritos caídos.

* TRATAMENTO DOS ESPÍRITOS SOFRIDOS:

    Nessa etapa os espíritos após serem resgatados e encaminhados, são trazidos para o tratamento do espírito, e esse tratamento é feito literalmente em hospitais celestes, e normalmente são lugares com muito amor e caridade por parte dos tratadores.

    Esses hospitais, apesar de serem locais que serão tratados os graves sintomas e marcas deixados pelos vícios, pensamentos, atos e ações da vida terrena, além das marcas e dores deixados pelo tempo que se passou no Umbral, são locais para tratamento da sanidade mental e psicológica do espírito sofrido, e nesses locais o espírito só sairá quando estiver completamente curado desses males, para que assim seja levado a próxima fase.

* TERCEIRO ENCAMINHAMENTO:

    Nessa etapa o espírito está totalmente modificado, seus vícios e sentimentos terrenos estão controlados, e seus tratamentos espirituais tiveram sucesso, fazendo com que esse espírito se sinta fortalecido e com vontade de caminhar rumo a evolução.

    Assim sendo terá o terceiro encaminhamento, que consiste em sair dos hospitais de tratamento espiritual para a colônia que for de seu merecimento.

* PRIMEIRO ESTUDO DE EVOLUÇÃO:

    Ao se deparar com a sua colônia, o espírito pode se sentir ainda um pouco perdido, pois são tantas as novidades, tantas aprendizagens ainda, fora a beleza visual do local.

    Nessa etapa se dá o primeiro estudo de evolução, ou seja, o reconhecimento do local, normalmente o espírito será guiado por um outro espírito, que esteja a mais tempo na colônia, e assim ele passa a se familiarizar com a localidade para que seja feita a caminhada para a próxima etapa.

* SEGUNDO ESTUDO DE EVOLUÇÃO:

    Essa etapa é realmente um estudo, consiste em palestras, leituras, viagens para locais que se fazem necessário para que o espírito tenha uma compreensão maior para aquilo que esteja vivendo na colônia, e assim poder melhorar cada vez mais sua evolução para uma futura reencarnação.

* TERCEIRO ESTUDO DE EVOLUÇÃO:

    Essa etapa também é muito importante para o espírito, pois é nela que se dará os ensinamentos e lições para uma futura reencarnação, e esses ensinamentos e lições consiste em algo bem particular, algo que deverá ser demonstrado ao espírito sobre seus antigos vícios e maus sentimentos do passado, buscando dessa forma que não torne esses vícios e sentimentos algo que o faça regredir todo o trabalho de evolução.

* PREPARAÇÃO PARA REENCARNAÇÃO:

    Essa etapa é onde nossos guias e irmãos designados a nos acompanhar, nos levam até os irmãos superiores para que seja dialogado sobre nossa futura reencarnação, e nessa etapa que aceitamos ou não o que vem pela frente, temos o direito de utilizar nosso livre arbítrio na escolha de nossos familiares, entre eles o principal, o aceite ou não de nossos pais. E nessa etapa também temos o aceite ou não de termos alguns impasses que deveremos passar como encarnados, como uma deficiência física, uma doença, ou coisas assim, na qual teremos que passar em algum momento, ou em alguma encarnação. Frisando que esses impasses não podem ser simplesmente apagados, apenas podem ser aceitos ou adiados, mas de forma alguma esquecidos.

    Esses fatos e detalhes todos serão dialogados nessa etapa, com demonstrações de prós e contras no aceite ou não aceite.

* REENCARNAÇÃO:

    Após o findar dos diálogos da preparação para a reencarnação, o espírito já está totalmente preparado para a reencarnação propriamente dita, e assim sendo ele só aguardará o momento designado por Deus, pois já terá o aceite de seus familiares, e de todas as condições propostas para essa nova vinda a vida terrena.


    Temos que frisar que do desencarne a reencarnação não há tempo determinado, podendo ser no mínimo de 10 anos (em casos raríssimos), sendo a normalidade um período de 50 anos, contudo esse tempo vai de espírito para espírito, levando em conta vários fatores, como merecimento, religiosidade, atos e ações quando encarnado, vícios e sentimentos, entre outros.

    Já tivemos relatos de espíritos em algumas psicografias, que os mesmos estavam nesses processos a décadas, e em outros casos a séculos, nos levando assim a crer que o tempo é indeterminado, e que devemos fazer sempre por merecer, buscando a elevação da fé, auxiliando a quem necessita, buscando sermos caridosos, nos afastando dos sentimentos ruins e vícios, principalmente o orgulho, ciúme, ódio, promiscuidade, entre outros.

    Vamos tentar melhorar enquanto encarnados para que assim não soframos tanto no pós desencarne, e agradecer dessa forma as nossas
Entidades e irmãos de luz, por tanto empenho para nos auxiliar a deixar a vida de encarnado e partirmos rumo a evolução espiritual.

Reflitam!

Carlos de Ogum


sexta-feira, 30 de agosto de 2019 42 comentários

Entidades do Terreiro de Umbanda Pai Ogum Megê (TUPOM): Linha dos Boiadeiros


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    Dando continuidade aos textos que se referem às características das Entidades de Luz trabalhadoras do Terreiro de Umbanda Pai Ogum Megê (TUPOM), para tentarmos passar aos amigos o modo de trabalho de cada uma dessas divindades, demonstrando o nosso carinho, e assim frisar a cada um dos leitores que temos o prazer e a benção de reconhecer todas essas Entidades de Luz, independente da linha, irradiação, modo de trabalho, e assim poder passar a cada um de vós, a magnitude desses Anjos de Deus, demonstrando cada gesto, cada sorriso, cada palavra, fazendo assim jus a benevolência e o amor caridoso desses seres de luz.

    Em outras postagens falamos um pouco de nossos Caboclos e Caboclas, das belas Pombos Giras, dos amados Pretos e Pretas velhas, dos graciosos Ciganos e Ciganas, dos nossos Guardiões Exus, e de nossos amigos da estrada, os Malandros e Malandras de nosso amado Terreiro de Umbanda Pai Ogum Megê, no qual segue os links abaixo:













    No texto de hoje falaremos um pouco dos nossos grandes guerreiros dos sertões, os poderosíssimos Boiadeiros, que em nossa casa tem os seguintes nomes de trabalho:

Boiadeiro de Aruanda.
Boiadeiro Cigano.
Caboclo Boiadeiro do Sertão.
Boiadeiro da Jurema.
Boiadeiro Sete Laços.
Boiadeiro Zé do facão.

    E agora vamos falar resumidamente de cada um deles, seu modo de trabalho, seu atendimento aos consulentes, e suas principais características como Entidade de Luz trabalhadora pela e para a espiritualidade.

    Antes gostaria de frisar que a irradiação principal dos Boiadeiros vem da Orixá Iansã, fazendo assim que todas essas Entidades tem o domínio absoluto nos trabalhos de encaminhamento de espíritos endurecidos, trevosos, entre todos outros tipos de sofredores que necessitam de entendimento para seguir na evolução espiritual, assim sendo vamos frisar em cada um dos Boiadeiros a irradiação do Orixá no qual ele se apresenta ao terreiro, sabendo-se que independente do Orixá em questão, sempre estará também sendo vibrado pela Orixá Iansã.

BOIADEIRO DE ARUANDA: O Boiadeiro de Aruanda vem na irradiação do Orixá Ogum, e sendo assim ele é chamado de Boiadeiro Guerreiro, grande protetor dos desamparados.

    Seu modo de ser é bem rígido, sem muita conversa, extremamente forte, e de uma seriedade implacável.

    Já em sua chegada demonstra sua magnifica força, tanto espiritual quanto física, fazendo gestos de estar laçando um touro e puxando para si, com um estrondoso e potente grito de dominação.

    Não há quem não se impressione com sua chegada, chegando a ser até emocionante e extremamente vibrante para todos que estejam dentro do terreiro.

    Em suas consultas o Boiadeiro de Aruanda, como já disse acima, é de poucas palavras, porém de olhar intenso e penetrante, parecendo adentrar para dentro da alma do seu consulente, buscando ali todas as cargas negativas que possam estar atrapalhando a caminhada desse consulente.

    Trabalha em quebras de magia, de pragas, trabalhos feitos pela Quimbanda, encaminhador de todos os tipos de Kiumbas, Eguns e Zombeteiros, além de desobsessão e descarregos complicados.

    Não admite nenhum tipo de pedido que vá em desacordo com as leis e regras da Umbanda, muito menos contra as regras da casa que trabalha, e jamais parará para ouvir um consulente que venha com pedidos assim, e se for preciso falará bruscamente, com rispidez, e agirá de uma forma como se estivesse tratando com algum animal xucro.

    E assim se dá o término do resumo das características do radical, poderoso e guerreiro, Boiadeiro de Aruanda.

BOIADEIRO CIGANO: O Boiadeiro Cigano vem na irradiação do Orixá Xangô, assim sendo esse Boiadeiro é muito diferente da maioria dos Boiadeiros conhecidos por nós, pois ele é um tanto mais falante, sereno, tranquilidade extrema, usa das palavras de uma forma contundente, que chega a encantar todos no terreiro.

    Apesar de Boiadeiro, de saber lidar com a força, ele prefere a inteligência para lidar com as coisas obscuras, trazendo para suas consultas muita reflexão, entendimento e serenidade.

    De palavras mansas, de sorriso largo, de entendimento supremo, o Boiadeiro Cigano traz uma confiança extrema a quem lhe procura para desabafar suas mágoas, abrir o coração, buscar soluções para a falta de esperança.

    Em sua chegada aos terreiros, normalmente chega com danças do sertão, ou às vezes estalando seu chicote, com seu sorriso contagiante ele determina sua chegada para encantar todos os presentes no terreiro.

    Mesmo sendo um tanto mais reflexivo do que a maioria dos Boiadeiros, o Boiadeiro Cigano tem seu momento rígido também, pois não aceita pedidos que estejam fora das leis da Umbanda, e isso ele deixa bem claro, em uma conversa civilizada com o consulente, porém se esse consulente insistir, a sua calma e serenidade se transformam em uma forma rude de responder o porquê não trabalha dessa forma, ou seja, fora das leis da Umbanda.

    Tem um poder da força dos Boiadeiros junto com os dons mágicos dos Ciganos, fazendo com que esse Boiadeiro se torne especialista em quebra de qualquer tipo de magia ou feitiçaria, sendo também especialista em descarrego e desobsessão pesada.

    E assim se dá o término do resumo das características do místico e mágico, Boiadeiro Cigano.

CABOCLO BOIADEIRO DO SERTÃO: O Caboclo Boiadeiro do Sertão vem na junção do Orixá Omulú e da Orixá Nanã Buruquê, fazendo com que tenha uma incorporação pesada, porém muito forte.

    Seu modo de chegada ao terreiro é de um jeito bem bruto, trazendo uma energia suprema que pode deixar o médium que o recebe, sendo esse médium consciente ou semiconsciente, bastante abalado, às vezes um tanto perdido ao desincorporar.

    A força na qual ele chega não vem da dita idade cronológica, mas sim de toda a experiência contida na junção desses dois Orixás.

    Somando tudo isso a força da primeira irradiação de todos os Boiadeiros, que é da Orixá Iansã, temos no Caboclo Boiadeiro do Sertão um dos mais poderosos Boiadeiros para descarregos, desobsessões, encaminhamentos de Kiumbas, Eguns, Trevosos, Zombeteiros, sofredores, endurecidos, ou qualquer outro tipo de espírito que se encontre perdido.

    Em casos raros no qual esse Boiadeiro dá consultas, ele prefere ficar distante do centro do terreiro, normalmente em um canto isolado, apenas com o consulente e seu Cambono, porém suas consultas são raras, pois ele tem como missão assegurar o bom andamento das Giras e Correntes, e assim fica na guarda do terreiro.

    E assim se dá o término do resumo das características do poderoso guardião dos terreiros, o Caboclo Boiadeiro do Sertão.

BOIADEIRO DA JUREMA: O Boiadeiro da Jurema vem na irradiação do Orixá Oxossi com a junção do Orixá Omulú, e sendo assim é um excelente cuidador do corpo físico, mental e espiritual.

    Tem na sua essência o dom das ervas, raízes, folhas, frutas, além de um grande conhecedor dos poderes curativos da terra propriamente dita.

    Em suas chegadas ao terreiro, chega com uma mistura do som dos Caboclos com o grito dos Boiadeiros, fazendo assim que seja um som lindo de se ouvir e extremamente encantador, e que traz a esse Boiadeiro uma identidade única de ser.

    Trabalha principalmente em prol da cura dos males físicos, e para isso se utiliza do poder das ervas e todas as forças da natureza, e por esse motivo muitas pessoas o confundem com um Caboclo de Oxossi, contudo em seus gestos fortes e um tanto ríspidos ele demonstra claramente a sua linha, ou seja, de um Boiadeiro.

    Nas consultas prefere que seja procurado apenas para as limpezas do corpo físico, mental e espiritual, não levando muito em conta problemas do dia a dia, nos quais muitos consulentes tentam buscar respostas, como de relacionamentos, portas fechadas, entre outros.

    Em sessões de limpeza de aura, de espírito, descarregos, desobsessões, encaminhamentos diversos, ele está sempre à frente, independente se essas cargas venham das magias negras, ou de obsessores como Kiumbas e Zombeteiros, pois as forças das florestas juntamente com o da Calunga Pequena, o faz apto e poderoso para tais missões.

    E assim se dá o término do resumo das características do poderoso príncipe das florestas, o Boiadeiro da Jurema.

BOIADEIRO SETE LAÇOS: O Boiadeiro Sete Laços vem na irradiação do Orixá Ogum, e com ele vem sete Falangeiros desse Orixá, e assim sendo esse Boiadeiro trabalha abrindo ou fechando as sete aberturas dadas, tanto para o bem quanto para o mal, ou seja, ele trabalha trazendo a proteção das sete linhas, e fecha as portas aos sete obsessores, fazendo assim uma proteção preciosa a quem necessita e merece.

    Sua chegada ao terreiro é de modo intenso, girando sobre sua cabeça seu laço sagrado, e nessa chegada, se observar algum filho da casa, ou então um consulente com alguma carga excessiva que possa atrapalhar o andamento da Gira, ele faz menção de laçar esse médium ou consulente, trazendo para si todas as cargas obsessivas, e assim dando continuidade a tranquilidade dos trabalhos.

    Especialista em quebra de magias que envolvem encruzilhadas ou Calungas, feitiçarias de todos os tipos, desobsessões e descarregos que necessitem de uma grande força para serem feitos.

    Nas suas consultas ele fala bastante, gesticula abruptamente, não fica parado em um só lugar, muitas vezes vai até a frente do Gongá, fala algumas palavras e retorna ao seu consulente com as palavras certas para aquela questão ou momento.

    Como todas as Entidades de Luz, não aceita pedidos que quebrem as regras da Umbanda, e se por acaso algum consulente vier com esse tipo de questão, ele faz menção de amordaçar a boca desse consulente, demonstrando que deseja que se cale, para não ter que ser ríspido, normalmente o Cambono sabe desse modo de agir do Boiadeiro Sete Laços, e explica calmamente ao consulente desavisado.

    E assim se dá o término do resumo das características do implacável e determinado, Boiadeiro Sete Laços.

BOIADEIRO ZÉ DO FACÃO: O Boiadeiro Zé do Facão vem na irradiação do Orixá Obaluaiê com a junção do Orixá Oxossi, e assim sendo é um dos trabalhadores em prol da saúde física além da espiritual.

    Seu modo de trabalho é sempre voltado à busca, resgate, fazer o entendimento, e o encaminhamento de espíritos sofredores, endurecidos e revoltados.

    Com a menção de ter um facão nas mãos, ele faz gestos de corte, além de demonstrar um poderoso chicote espiritual, no qual corta todos os obsessores de seus consulentes e protegidos, além de afastá-los.

    Em sua chegada ao terreiro ele roda a mão direita sobre a cabeça como se rodasse um facão, e em certo momento ele se agacha passando o facão no chão e dando seu característico grito de ataque, fazendo assim que todos os presentes se arrepiem e se emocionem.

    Em suas consultas gosta de esclarecimentos francos e diretos, não gosta de meias palavras, e não atende nenhum consulente que venha pedir o mal de algum semelhante, ou que tenham em mente pedidos fora do contesto e das regras da religião de Umbanda.

    Em descarregos e desobsessões, assim como trabalho de quebra de magias negras, feitiçarias, pragas, intenções obscuras, ele tem sempre nas mãos seu poderoso facão, que pode ser tanto espiritual, ou mesmo material, no qual passa no corpo de seus consulentes retirando todas as cargas negativas, todas as mazelas e demandas.

    E assim se dá o término do resumo das características do cortador de demandas, o poderoso Boiadeiro Zé do Facão.


    E assim terminamos esse texto que demonstra resumidamente o trabalho, a força, o modo de ser desses poderosos amigos dos sertões, os nossos grandiosos Boiadeiros da Umbanda.

Xetro Marrumbaxêtro amigos Boiadeiros!



Carlos de Ogum


 
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