quinta-feira, 30 de janeiro de 2020 15 comentários

História da Mariazinha Sereia do Mar


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De palavras doces e serenas,
essa criança devemos amar,
de gestos de caridades extremas,
filha divina do fundo do mar.

Seus olhos pequenos de brilho cintilante,
que a nós foi enviada por Oxalá,
demonstrando seu amor grandioso e constante,
filha tão bela de nossa Mãe Iemanjá.

Nos abençoa e protege eternamente,
e conosco sempre essa luz vai estar,
seja na alegria ou tristeza ardente,
rogo sempre a linda menina, Mariazinha Sereia do Mar.
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    Mariazinha Sereia do Mar é uma linda e doce Entidade de Luz que trabalha na linha de Umbanda trazendo a todos nós, conforto, amor, paz e caridade extrema.

    Ela é da Falange das Ibeijadas e dos Encantados, das crianças e das Sereias de Umbanda, e vem pela linha da doce e bela Orixá Iemanjá.

    A história dessa menina de luz começou no final do século XIX, na região Nordeste do nosso Brasil, onde ela teve seu nascimento em sua última encarnação terrena, antes de ter a benção de se tornar uma Entidade de Luz.

    Nascida em uma choupana as margens de uma linda praia onde havia um pequeno vilarejo de pescadores, filha de uma bondosa mulher benzedeira da região, e um pescador que sobrevivia e alimentava sua família com os peixes que eram pescados do imenso mar de Iemanjá. E nesse cenário nasceu à linda menina que levou o nome de Maria das Graças, Maria para seguir a tradição do nome da mãe e da avó, e das Graças, pela graça que recebiam por terem como tirar seus sustento do imenso e místico Oceano.

    Maria das Graças tinha 4 irmãos, sendo três meninos e uma menina, e ela sendo agora a caçula, sempre foi acariciada por toda a família, fazendo assim dela a princesinha da choupana.

    Desde que nascera era vista como um pequeno ser de luz pelos
familiares e pelos moradores da região, e assim ela foi crescendo no meio do povoado.

    Com seus três anos de idade, a menina surpreendeu a todos, pois em uma tarde de intenso calor, como era de costume, os moradores se juntavam para troca de alimentos, uns traziam hortaliças, outros traziam pães, outros traziam cereais, e a maioria traziam peixes para serem trocados uns com os outros, fazendo assim que todos se alimentassem bem.

    Dentre essas pessoas havia uma mulher que se encontrava só, e extremamente abatida. Disse à comunidade que seu esposo não poderia trazer nada para as trocas, pois ele se encontrava muito adoentado, e ela naquele momento necessitava de alimentos, porém nada teria para fazer a troca.

    A menina Maria das Graças ouvindo isso saiu ao encontro dessa mulher, levando algumas hortaliças, cereais e peixes que o seu pai teria já conseguido nas trocas. Diante dela, com seu sorriso infantil lhe entregou os alimentos, e lhe disse que ela deveria esperar um pouco que ela já voltava. Nisso a menina saiu de perto das pessoas, e foi em direção à praia. Todos muito curiosos com a atitude de Maria foram a acompanhando ela com olhares.

    A menina parou diante da margem dessa praia, e em um gesto de amor e caridade abriu os seus pequenos braços para o mar, e como o abraçando foi fechando seus bracinhos, caiu de joelhos e começou a clamar, como as pessoas estavam distantes não fora ouvido suas preces, mas diante de todos, uma linda luz azulada apareceu, e foi encobrindo a menina, que se abaixou e pegou algo que fora trazido pelas ondas até as suas mãos.

    Em um gesto de agradecimento ela colocou as mãos apóstolas, abriu um largo sorriso e jogou um beijo, fazendo assim atiçar ainda mais a curiosidade de todos.

    Ela retornou correndo para junto das pessoas do vilarejo, enquanto a luz azulada ia se diluindo, e ao chegar diante de todos foi até a senhora que lhe aguardava. Diante dela ela disse:
    "Leve essas algas a seu esposo, peça ele para comê-las dessa maneira por três dias seguidos, ou seja, cruas, e com a salinação das águas marinhas, e assim ele vai melhorar."

    A mulher ficou extremamente agradecida, e partiu com os alimentos e as algas, e ao chegar a sua choupana, observou uma piora considerável na saúde do esposo, mesmo grandiosamente debilitado ela o fez digerir uma parte das algas, porém já sem esperanças.

    Em frente à pequena choupana os moradores do vilarejo se acumulavam fazendo suas orações pelo restabelecimento do homem, e a pequena Maria das Graças foi até a beira da esteira onde estava o corpo inerte dele, e lá disse a mulher:
    "Não fique triste, mãezinha Iemanjá disse que ele vai melhorar, só não pode deixar de dar a ele as algas para comer."

    Na madrugada seguinte o homem que antes estava totalmente inerte, abriu os olhos, e chamando pela esposa pediu-lhe água, pois estava muito sedento.

    Ela irradiante de felicidade deu-lhe a água, um forte abraço, e mais um pouco da alga que Maria das Graças lhe dera.

    Já pelo final da manhã do mesmo dia, o homem já estava muito mais fortificado, sem a febre extrema, já conversando com a esposa, e agradecido à menina Maria, e a linda senhora Iemanjá.

    Passaram os três dias e o homem já estava totalmente restabelecido, já se encontrava muito disposto a voltar sua rotina de trabalho no mar como pescador.

    E assim a doce e serena Maria das Graças ficou muito mais conhecida, ela era vista como a menina que curava pessoas através das algas marinhas, cedidas pela linda Iemanjá.

    Depois desse primeiro fato, Maria auxiliou na cura de centenas de pessoas, do próprio vilarejo e de outras regiões distantes dali.

    E o tempo foi passando, e quando Maria das Graças estava com seus seis anos ela teve uma visão com a Mãe Iemanjá, e nessa visão um diálogo no qual ela deveria se preparar, pois seu tempo terreno estava se findando, porém antes ela teria uma perda para ter um futuro ganho.

    Ela guardou aquela informação apenas para ela, para não deixar seus familiares preocupados.

    Naquela região tinha um dia muito esperado, no qual festejavam a fartura de alimentos que o mar lhes abençoavam, e chegou o dia da festa, e todos participavam, enfeitando o vilarejo, fazendo vários pratos com referencias ligadas ao mar, tinha muitas danças, músicas, felicidade, agradecimentos, e no final do dia uma procissão no qual todos os barcos de pesca participavam. E naquele ano esse dia seria exatamente no dia do aniversário de sete anos de Maria das Graças, fazendo assim com que a festa fosse muito mais especial.

    Nessa procissão tinha uma tradição, um pesqueiro, escolhido pelo povo, deveria ir à frente, e deveria chegar a uma ilhota próxima, e esse pesqueiro hastearia uma bandeira que foi confeccionada pelas esposas dos pescadores nessa ilhota. Diante da tradição local era uma extraordinária honraria ao pescador que fosse a frente para cumprir essa missão.

    No festejo daquele ano foi escolhido o pesqueiro do pai de Maria das Graças, e ele deveria sair por volta de uma hora antes da procissão, aquilo para ele foi uma honra extrema, e assim sendo festejou muito com a notícia, a sua felicidade era tanta que ele desejou dividir com sua esposa e seus filhos, principalmente a caçula, que estaria fazendo seus sete anos naquele dia, e os convidou a fazer esse trajeto com ele.

     Todos estavam extremamente felizes, porém Maria das Graças estava sem seu costumeiro sorriso infantil e lindo, parecia um tanto preocupada, talvez triste, e volte e meia de seus olhinhos brotavam lágrimas cintilantes.


    Chegou o momento de partida da embarcação, o mar estava em calmaria, pessoas dançavam e cantavam músicas com referências da festa.

    Nesse momento Maria que já estava preparada para entrar na embarcação, observa distante o homem no qual auxiliou a primeira vez seu restabelecimento físico com o poder das algas de Mãe Iemanjá. Ela saiu em seu encontro, o abraçou juntamente com sua esposa, e fez-lhes um pedido. E assim ela disse:
    "A festa não pode acabar aqui, sigam com a tradição, porém a cada dia em que os pescadores se encontrarem, façam uma oração por mim e pela minha Mãezinha Iemanjá. Só assim poderei cumprir minha verdadeira missão."

    Dizendo isso ela deu um sorriso tímido e partiu, enquanto o casal, sem muito entender se entregaram as lágrimas.

    A embarcação da família de Maria das Graças partiu, seu pai com um grande sorriso ergue a bandeira que fora confeccionada para aquele momento. A mãe e os irmãos mais velhos de Maria acenavam em um grande teor de felicidade para o povo que ficava para trás, gritos, cantorias, felicidade extrema, porém a menina Maria apenas dava um leve aceno com sua mãozinha, sem muita empolgação.

    Nada poderia dar errado, o mar em calmaria, ventos fracos, Sol brilhante, e já estavam no meio do percurso, quando sem mais ou menos o mar fica mais agitado, e diante dos familiares de Maria das Graças uma enorme onda nasce indo em direção da embarcação, engolindo-a completamente e fazendo que ela desaparecesse no mar como um passe de mágica.

    Do mesmo jeito que a grandiosa onda veio ela se foi, porém apenas vestígios do pesqueiro que foram visto após a chegada da procissão no local.

    Não se via sobreviventes, nem corpos, apenas pedaços de madeira do casco do pesqueiro. E dias e dias foram feitos buscas, porém nada se encontrava referente aos familiares de Maria das Graças.

    Um ano se passou depois do fato, e como prometido a Maria, os festejos não se findaram, e então chegou mais uma festa, não tão animada como as anteriores, faltava algo, e ao invés de músicas e dança, a festa tinha orações e muitas lágrimas.

    No entardecer, todos se juntaram as margens da praia e fizeram orações, e foi então que uma das pessoas presentes observou uma enorme luz azulada, e dessa luz brota uma imagem linda, nessa imagem uma bela mulher de cabelos longos e ao seu lado a doce Maria das Graças, que agradeceu as orações, e rogou a todos muita fé, pois o que aconteceu deveria ter acontecido, e só assim ela teria a benção de ser escolhida por Deus a ser uma Entidade de Luz, mesmo que todos os fatos a deixasse extremamente um pouco entristecida.

    Ela disse que hoje mora no mar, tem a beleza das Sereias, e suas palavras mesmo triste são para levar a caridade e o amor a quem necessita.

    E assim a menina Maria das Graças se transformou em uma bela Entidade de Luz, e hoje trabalha nos terreiros de Umbanda na linha das Ibeijadas, e também na linha dos Encantados sendo uma Sereia de Iemanjá.

    Quando ela não está em seu trabalho nas casas de Umbanda e nem em Aruanda, ela fica sentadinha em uma grande pedra rochosa perto do local onde a embarcação de seu pai terreno sofreu o acidente, cantando canções para alegrar os espíritos de seus pais e de seus irmãos, fazendo assim que eles se sintam acolhidos pelas benção de Iemanjá, a nossa Rainha do Mar.

    Maria das Graças tem uma linda missão espiritual, e assim sendo foi dado a ela a junção das Ibeijadas e dos Encantados, fazendo com que a pequena Maria das Graças se transformasse em uma dedicada e extremamente respeitada Entidade que leva em sua Coroa a irradiação dessas duas linhas, fazendo assim ser conhecida no mundo espiritual como a Erê Mariazinha Sereia do Mar.


    Oni Ibeijada!

    Salve as Sereias!

    Oni Mariazinha Sereia do Mar!

Carlos de Ogum



sexta-feira, 10 de janeiro de 2020 7 comentários

Calendário de Correntes Espirituais do Ano de 2020 - Terreiro de Umbanda Pai Ogum Megê (TUPOM)


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Mentor: Vovô Rei Congo das Almas.

Médium Responsável pelos trabalhos de desobsessão e descarrego:
Mãe Priscila de Omulú.

Médium responsável pelos trabalhos de entendimentos e Encaminhamentos:
Fillyp de Oxóssi.

Médium responsável pelos trabalhos de descarrego:
Aninha de Iemanjá.

Responsável Geral pelos encaminhamentos, descarrego e desobsessões.
Pai Carlos de Ogum.


    Abaixo informamos a quem possa interessar o calendário das Giras com Correntes Espirituais do Terreiro de Umbanda Pai Ogum Megê (TUPOM), referente ao ano de 2020.

OBS.: Teremos um dia especial a cada mês para fazermos uma Corrente exclusiva de limpeza, descarrego desobsessão, acompanhamento espiritual, de saúde física, de saúde psicológica e todas as necessidades que forem possíveis de serem auxiliadas aos nossos padrinhos e madrinhas. Esse dia será determinado pelo Zelador de Santo do Terreiro de Umbanda Pai Ogum Megê, Carlos de Ogum, e essas Correntes serão da responsabilidade direta do próprio Zelador.

Mês: Janeiro.

Dia 20 (2ª feira): Pai Oxóssi, Senhor do Bonfim e Baianos.

Mês: Fevereiro.

Dia 01 (sábado): Mãe Iemanjá.
Dia 21 (6ª feira): Pombo Giras.

Mês: Março.

Dia 07 (sábado): Senhor Zé Pilintra e os Malandros.
Dia 21 (sábado): Boiadeiros.

Mês: Abril.

Dia 04 (sábado): Caboclos.
Dia 18 (sábado): Pai Ogum.

Mês: Maio.

Dia 2 (sábado): Pretos Velhos.
Dia 16 (sábado): Pretos Velhos.
Dia 30 (sábado): Povo Cigano.

Mês: Junho.

Dia 13 (sábado): Exús.
Dia 27 (sábado): Pai Xangô.

Mês: Julho.

Dia 11 (sábado): Corrente exclusiva de Vovô Rei Congo, Vovô Benedito e Pai Antero.
Dia 25 (sábado): Mãe Nanã Buruquê.

Mês: Agosto.

Dia 08 (sábado): Exús do TUPOM, com chefia de Senhor Tranca Ruas.
Dia 22 (sábado): Pai Obaluaiê/Omulú.

Mês: Setembro.

Dia 05 (sábado): Ibeiji.
Dia 19 (sábado): Ibeijada.

Mês: Outubro.

Dia 03 (sábado): Anjos de Guarda.
Dia 17 (sábado): Santas Almas Benditas.
Dia 31 (sábado): Santas Almas Benditas.

Mês: Novembro.

Dia 14 (sábado): Pai Omulú/Obaluaiê.
Dia 28 (sábado): Pai Omulú/Obaluaiê.

Mês: Dezembro.

Dia 04 (6ª feira): Mãe Iansã.
Dia 08 (3ª feira): Mãe Oxum.
Dia 12 (sábado): Pai Oxalá.
Dia 19 (sábado): Última Gira do ano de 2020. Limpeza e fechamento do Terreiro. Não haverá correntes.

    A quem desejar mandar nomes as nossas Correntes Espirituais, recebemos nos seguintes endereços de e-mail:
umbanda.yorima.rj@gmail.com
umbanda.yorima.rj2@gmail.com
umbanda.yorima.rj@hotmail.com

Atenção: Só recebemos nomes até às 12 horas do dia anterior ao dia da Gira, pois esses nomes e pedidos entram em processo de imantação a partir desse horário.


Grande axé e paz a todos!

Carlos de Ogum


 
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