quarta-feira, 2 de julho de 2014

Bebidas e Fumo Nas Giras de Umbanda

 

    Em todas as Giras de Umbanda, poderemos facilmente observar o uso
de bebidas e fumo pelas Entidades de Luz.

    Entidades como os Pretos Velhos, que se utilizam do fumo em seus
cachimbos, do vinho tinto, ou dos Caboclos com seus charutos, ou mesmo
dos Exús e Pombo Giras com seus aguardentes, champanhes, cigarros ou
cigarrilhas.

    E ai nos perguntamos o porque que uma Entidade de Luz utiliza algo
assim. Qual seria a necessidade delas, as Entidades, de ter em seus
trabalhos algo que não é assim tão bem visto pela sociedade.

    Essa sempre foi, e sempre será uma questão que gera inúmeras
controvérsias na Umbanda, esse fato dos guias e entidades que se
manifestam através de seus médiuns utilizarem-se do fumo e de bebidas,
o que leva alguns críticos da religião a classificarem-na como “baixo
espiritismo” e estarem os espíritos que nela atuam em grau evolutivo
inferior. Tal assertiva não passa do mais errôneo entendimento do que
acontece na liturgia da Umbanda.

    Se fizer uma busca histórica, pode-se verificar que diversas são
as religiões que se utilizam da bebida em seus fundamentos. Na
mitologia Grega, o Deus Zeus juntamente com uma mortal de nome Semele,
deu origem a Dionísio, o Deus do vinho e, os romanos com a expansão de
seus costumes pela Europa inteira, deram fama a Baco, o equivalente
romano ao Deus do vinho grego.

    Com o Cristianismo, o vinho também mostra sua importância, desde o
momento em que Jesus brindava o amor do Pai Celestial repartindo o
vinho com seus apóstolos e seguidores. Até os dias de hoje a Igreja
Católica compartilha o pão e o vinho entre seus fiéis, representativos
ambos na eucaristia do corpo e do sangue do Cristo.

    Na África, o vinho de palma é usado em diversos cultos, sendo
considerado néctar divino. O mesmo se verifica nos cultos ameríndios e
xamânicos, onde os pajés se utilizam de bebidas para realizarem seus
rituais, como o caso da cerimônia da Ayahuasca.

    Seguindo a tradição difundida culturalmente entre os povos, a
Umbanda não é diferente. O fato de utilizar o álcool em seus rituais
nada tem de inferioridade ou primitivismo, visto que essa substância
tem um significado claro e repleto de fundamentos. O mesmo ocorre com
o uso do fumo.

    As entidades e guias da Umbanda utilizam-se dos elementos que
compõem o álcool e o fumo para realizarem seus trabalhos de limpeza e
purificação, tanto do consulente, como de ambientes.

De que forma fazem isso?

Com o ÁLCOOL:

    O álcool, em sua essência, é líquido proveniente da
cana-de-açúcar, extremamente volátil, assemelhando-se ao éter,
representando elemento que facilmente transcende do plano material
para o etéreo, sendo excelente auxiliar para desfazimento de energias
negativas impregnadas no períspirito. Além do mais, é fogo em estado
líquido, pela sua facilidade de combustão.

    Cada linha de trabalho possui seu próprio “curiador”, ou seja, a
bebida correta para cada uma delas, conforme descrito abaixo:

- Caboclos bebem cerveja, vinho ou água de coco;

- Preto Velho bebe café vinho, marafo (aguardente);

- Crianças bebem guaraná e suco de frutas, e refrigerantes;

- Baianos bebem água de coco, batida de coco ou marafo;

- Boiadeiros bebem cerveja escura, vinho doce ou batida de coco;

- Exú bebe marafo (aguardente). Alguns bebem whisky ou vinho, cerveja
ou outras bebidas destiladas;

- Pombo Gira bebe champanhe ou sidra.


    O álcool ainda possui a propriedade de ser usado como “contraste”,
quando a entidade age magnetizando a bebida e faz o consulente
ingeri-la em pequena quantidade, permitindo-lhes visualizar o seu
organismo, mostrando algum problema que deve ser cuidado. Funciona
também, como elemento antisséptico para limpar e desinfetar regiões
que estejam sendo tratadas pelas entidades em seus atendimentos.

    Não se pode deixar de citar que o álcool ainda propicia no
organismo do médium um entorpecimento de suas faculdades, facilitando
com isso o trabalho das entidades, proporcionando-lhes mais liberdade
de ação durante o processo de incorporação, já que libera no corpo do
médium substâncias ativadoras do cérebro que atuam nos plexos
nervosos, aproveitadas pelas entidades em seu trabalho no plano
material.

    Muitas pessoas condenam o uso do “marafo” (álcool, aguardente,
whisky, destilados) pela falange de Exús e Pombo Giras. Dizem que
essas entidades estão extremamente atrasadas evolutivamente e ainda
ligadas ao plano terreno, necessitando desse elemento para
satisfazerem seus vícios. Nada mais errado, também. A energia, como já
se explicou é usada e manipulada como pelas demais linhas de trabalho
da Umbanda em sua magística.

    Exús e Pombo Giras por estarem em faixas vibratórias mais próximas
do ambiente terreno utilizam-se da energia retirada desses elementos
para realizarem seus trabalhos magísticos. Usam o álcool contido nas
bebidas para descarregos, retirando energias negativas dos médiuns, do
ambiente ou dos consulentes.

    A bebida é usada no ponto riscado, na tronqueira, nas ferramentas
de Exú, etc. verifica-se nos terreiros, também, a bebida sendo usada
antes de uma gira de Exú, sendo passada nas mãos e braços dos médiuns
para baixar a vibração e facilitar a conexão entre o espírito
incorporante e a matéria do médium.

    Na verdade, essas linhas vêm manifestando-se assim pela vibração
que carregam quando da incorporação, nada tendo de embriagadas.

    A título de conclusão, deve-se ainda dizer que o álcool ingerido
pelo médium também é dissipado no trabalho, ficando em quantidade
reduzida no organismo após haver a incorporação.


Com o Fumo:

    O fumo é vegetal que traz o elemento terra e água, em sua
composição e, os elementos ar e fogo quando utilizado na defumação.
Conjuga, portanto, quando usado pelas entidades de Umbanda, os quatro
elementos básicos – terra, fogo, ar, água -, além do elemento vegetal
nos trabalhos de magia. O fumo é utilizado como meio de descarrego,
agindo sobre os chacras dos consulentes.

    O fumo é utilizado como componente para defumação, onde conjuga o
fogo e a fumaça para a destruição dos campos magnéticos negativos,
vinculados tanto à obsessões quanto à feitiços realizados contra o
consulente.

    Assim, o que as entidades da Umbanda fazem é utilizarem ervas,
juntamente com os elementos água, fogo e ar para realizarem suas
magias e defumações, desestruturando larvas astrais, miasmas e
desagregando energias negativas e danosas à aura do consulente.

    O fumo tem suas características vegetais, tendo através do seu
processo de desenvolvimento na natureza arregimentando as mais
diversas energias e substâncias - sais minerais, hidrogênio, oxigênio,
fósforo, potássio, nitrogênio, vitaminais - do solo onde foi cultivado
e do meio ambiente, além da absorção da energia solar e lunar, razão
pela qual condensa forte carga energética de impregnações etéreas que
libera durante a sua queima.

    Se prestarmos atenção na atitude das entidades incorporadas,
veremos que enquanto estas fumam, estão constantemente jogando
baforadas da fumaça de seu cachimbo, charuto, ou cigarro sobre aquele
que com eles se consulta. Não tragam a fumaça, apenas enchem a boca
com a fumaça e a expelem sobre o consulente ou para o ar. Para quem
não sabe, nessa hora está sendo realizado verdadeiro passe, onde a
defumação se conjuga com o sopro para realizar a limpeza energética da
aura ou perispírito da pessoa.

    A título de curiosidade, devemos ressaltar que os Guias de Umbanda
dependendo da linha em que realizam seu trabalho, não se utilizam
dessas ferramentas, sendo que podemos encontrar a mesma linha de
entidade realizando o mesmo trabalho, mas em outra linha vibratória,
sem se valer desses elementos em situações específicas, mas não
deixando de ser a mesma linha de entidade. De uma forma ou de outra,
vai realizar seu trabalho e não vai ser mais ou menos evoluída por
isso.

    O que deve ficar entendido é que a entidade incorporada quando
realiza o sopro da fumaça de seu cachimbo, charuto, ou cigarro, dando
suas baforadas nos consulentes, cria com isso as condições, tanto no
plano físico quanto espiritual, para a realização da magia da Umbanda,
tudo sob o aval dos espíritos de luz e dos Orixás. Só o sopro em si
carrega efeitos terapêuticos e espirituais poderosos, mas quando
aliados à erva tem seu efeito potencializado, gerando resultados
positivos como se observam nos terreiros de Umbanda.

    A dinâmica, portanto, deve ser entendida como um todo. Alia-se, no
trabalho de Umbanda, o álcool, o fumo, a energia proveniente das
entidades e espíritos superiores que orientam os trabalhos, a energia
presente na própria natureza através do trabalho dos elementais, bem
como o ectoplasma retirado dos médiuns durante os trabalhos
mediúnicos, possibilitando a cura do consulente necessitado de ajuda.
Entender essa prática como apego dos espíritos incorporantes à matéria
passa a ser, dessa forma, desconhecimento pueril acerca dos trabalhos
magísticos realizados dentro da ritualística da Umbanda. No contato
permanente com as entidades que incorporam na Umbanda, passamos a
perceber, inclusive, sua preocupação com o uso indiscriminado de fumo
ou de cigarros que são comercializados, e seus conselhos para evitarem
que seus médiuns tenham seu corpo prejudicado pelo uso de tais
ferramentas.

    É comum pedirem cachimbos com filtro para diminuírem ainda mais a
assimilação pelo corpo do médium da nicotina presente em cigarros ou
fumo comercializados. Encontramos entidades que pedem a seus “cavalos”
que fabriquem seu fumo com ervas naturais, como alecrim, alfazema e
outras aliadas ao fumo in natura . Até porque a combinação de tais
ervas potencializa os efeitos energéticos, catalisadores,
descarregadores e requilibrantes do perispírito do consulente.

    Algumas entidades chegam a cuspir em recipientes adequados, a
famosa "caixinha", que fica ao seu lado para neste ato evitar ao
máximo a ingestão da nicotina e de outros elementos que não interessam
para o trabalho e muito do que vêm pela química industrial.

    Com todo o exposto, pode-se perceber que tanto o álcool quanto o
fumo são verdadeiras, úteis e necessárias ferramentas de trabalho das
entidades que trabalham na Umbanda. Tal fato deve ser estudado e haver
orientação precisa durante a doutrinação dos médiuns e assistentes das
giras de Umbanda para entenderem com seriedade a real necessidade de
haver um trabalho sério e efetivo de esclarecimento para evitar
entendimentos errados que levem a denegrir a verdadeira caridade
prestada pelas entidades e guias de Umbanda que utilizando das
ferramentas que a natureza lhes oferece, levam aos filhos de fé um
lenitivo para suas mazelas e dores, na fé e amor caridoso de Oxalá,
dos Orixás e de todas as Entidades de Luz.

    Portanto, só para frisar a importância de tudo descrito acima,
Entidades de Luz se utilizam tanto da bebida quanto do fumo para
limpeza, descarrego, desobsessão, melhoria de sintomas de males
físicos, entre várias outras coisas nas quais um consulente possa
demonstrar dentro de uma consulta.

    Frisando que todo uso dessas ferramentas que demonstramos, são
eficazes na utilização por médiuns realmente incorporados, preparados
e desenvolvidos mediunicamente, pois por diversas ocasiões
encontramos, principalmente em giras de esquerda (Exús e Pombo Giras),
médiuns não preparados, mistificadores, vaidosos, que se utilizam
dessas ferramentas para demonstração de estarem incorporados, mas de
fato são apenas pessoas más intencionadas querendo fazer o que não
podem ou serem quem não são.

    Portanto, aos consulentes, atenção redobrada com médiuns que
 ainda não conhecemos seu caráter, que não estamos acostumados, e que
ainda não nos deu provas de sua verdadeira condição mediúnica.


Carlos de Ogum.


Colaboração: Genuína Umbanda e Pai Jayme de Xangô.

45 comentários:

Gizele Aquino disse...

Olá irmãos!!!!

Maravilhoso texto muito esclarecedor sobre esse assunto que gera tanta polêmica sobre álcool e fumo na Umbanda.
Como sempre somos julgados e se analisarmos as outras religiões há séculos utilizam o álcool e o fumo em suas liturgias.
Espero que esse tipo pré conceito com relação aos guias venha se transformando em esclarecimento.
Axé!!

Anônimo disse...

Maravilhosa lição para os preconceituosos. Esse foi o post dos posts.
Parabens demais.

Maria Smith

Anônimo disse...

Tremendamente bem colocado esse texto. Adorei.

Josivaldo Mello

Anônimo disse...

Nova lição Pai Carlos. Divino texto.

Erickson Lima

Anônimo disse...

Sem muitas palavras. Texto maravilhoso.

Josiane Oliveira

Anônimo disse...

Essa foi uma lição pra mim pai Carlos. Eu sempre vou nas giras de umbanda, mas nunca entendi o fumo e a bebida. Obrigado por me esclarecer tão bem.

Luana Sena

Anônimo disse...

Obrigado amigo por mais essa demonstração de entendimento sobre a nossa religião.

Marcelle Veiga

Anônimo disse...

Otimo texto. Muito esclarecedor. Parabens.

Rony da Silva

Anônimo disse...

Que bela colocação sobre algo que muitas vezes da tanta polemica. Parabéns.

Rodrigo Gomes

Anônimo disse...

Muito bom texto. Ajuda muito a todos nós refletir sobre o assunto.

Karina Cruz

Anônimo disse...

Parabéns mais uma vez Pai Carlos. Extremamente inteligente e explicativo esse maravilhoso texto.

Júlia Santos

Anônimo disse...

Belo e reflexivo texto. Saravá nossa umbanda.

Amanda Costa

Anônimo disse...

Muito bem colocado. Parabéns e axé.

Rosalina Figueira

Anônimo disse...

Sensacional postagem para demonstrar que a Umbanda não é esse acumulado de coisas ruins que esse povo cheio de preconceitos tentam mostrar. A Umbanda é linda.

Adriana Batista

Anônimo disse...

Adorei o seu texto pai. Meus parabens. Axé.

Aline Rosa

Anônimo disse...

Muito bem colocado a relação das bebidas e fumo dentro das giras.
Parabéns.

Murilo de Oxum

Anônimo disse...

Adorei seu texto, e a explicação ficou divinamente bem esclarecida.

Fabio Henrique

Anônimo disse...

Parabéns...Esclarecidos os fatos polemicos que pessoas má utilizam do argumento do fumo e alcool e acabam não vendo a essecia e a plenitude de estar junto à essas entidades! Laroyê Exú!!
Thais Pugllezzi

Anônimo disse...

Muito explicativo esse texto, isso ajuda a elevar a nossa umbanda sem
denegrir por pessoas que não entendem sobre algumas coisas feitas nas
sessões. Parabens

Cheyenne disse...

Qual o significado de um exu lhe entregar o charuto?

Carlos de Ogum disse...

Amiga Cheyenne, depende do Exú que entregou, e se ele disse algo para ser feito com o charuto. Se ele pediu para você jogar o charuto na saída do terreiro, sendo sobre os ombros, pode estar tirando um espirito sem luz que esteja com você, se pedir pra jogar numa encruzilhada, pode ser que esteja atendendo um pedido que foi feito a ele. Agora se só deu, e nada disse para fazer, pode jogar na caixinha que os terreiros tem para coletar pontas de charuto, pois não tem significado. Como disse tudo depende do que for feito no momento.

Axé!

Anônimo disse...

Excelente texto Pai Carlos. Mostra que muitas coisas que falam mal da
umbanda, como os fumos por exemplo, tem uma finalidade essencial.
Parabéns pela lição. Pablo.

Rosana Hynziks disse...

Pai Carlos devo confessar que sempre julguei esses usos de bebidas e
fumos nas giras pelas entidades, mas depois de ler seu texto me curvei
aos dizeres e tenho que assumir que tem razão no que disse. Sabemos que
tem muitos médiuns não preparados que apenas se utilizam do nome da
entidade para beber e fumar, mas isso não pode ser desculpa para não
entender o trabalho honesto dos médiuns verdadeiros que trabalham com
firmeza. Gostei muito de entender esse lado da umbanda. Muito obrigada.
Rosana Hynziks

Mara Saldanha disse...

Muitas pessoas não entendem que na Umbanda nada é por acaso. Que texto divino. Parabéms

Anônimo disse...

Post otimo, assim acaba com essa visao errada da Umbanda. parabéns. Cleo Nagib

Anônimo disse...

Uma maravilhosa demonstraçao de conhecimento. Para muitos faladores prestarem atenção antes de falar que a umbanda e religiao de cachaceiro. Monica Mirtes

Anônimo disse...

Maravilha de ensinamento. Parabéns. Axé.

Anônimo disse...

Pai Carlos, seu texto e muito bom. Só pra frisar eu ja vi um medium sair bebado de uma gira de esquerda. Isso seria que ele nao estava preparado? Nayane Dutra

Carlos de Ogum disse...

Cara Nayane, sim, é um médium mistificador e sem responsabilidade. Não deveria estar em uma Gira e o maior culpado é o responsável pelo terreiro, que deixou isso acontecer, sem tomar uma providência mais rigorosa. Médiuns assim não podem trabalhar com incorporação.

Axé

Adriano Sardinha disse...

Um texto de muitas informações que todos nós da Umbanda precisamos saber. Parabéns

Vitória de Oxum disse...

Amigos amei esse texto polemico que é bebidas e fumos nas giras. Muito bem colocado de ambas s partes, tanto do modo de limpeza que é usado esses materiais pelas Entidades quanto a extravagancia de alguns mediuns. Parabéns

Flavinha disse...

Esse texto e excelente para mostrar quem fala mal da Umbanda que nós umbandistas de verdade temos consciencia de tudo que e feito em uma gira. Parabéns Carlos.

Clovis Figueira disse...

Muito bem colocado. Bom para pararem de falar que Umbanda é religião de cachaceiro. Tudo tem um motivo.

Juan Carlo disse...

Muito bom texto. Aprendi algo que sempre tive duvidas.

Debora disse...

Obrigado pelos esclarecimentos de muita valia

Anônimo disse...

O médium pode dirigir depois de ter trabalhado com uma entidade que ingere alcool? No caso da lei seca, como funciona isso?

Carlos de Ogum disse...

Caro(a) anônimo(a), se for um médium despreparado não. Pois se for um médium firme e com um bom desenvolvimento mediunico, a Entidade de Luz levará toda a essência do alcool. Mas isso apenas em médiuns muito firmes. Mistificadores e com consciencia elevada não acontecerá.

Axé!

Karol Macumbinha disse...

Pai pode uma Entidade não desejar bebidas e fumos? Ou todas que fazem uso desses materiais sempre vão cobrar?

Carlos de Ogum disse...

Cara Karol, as Entidades não tem necessidade alguma de bebidas e fumos, elas podem trabalhar tranquilamente sem o uso desses materiais. E nunca cobraram à nenhum médium por isso.

Axé!

Anônimo disse...

Uma lição. Adorei o texto. Muitas pessoas erram nessa colocação.

Beatriz Moedinha disse...

Uma lição divina pai maravilhosa visão. Axé

Anônimo disse...

Texto inteligente demais parabens Carlos de Ogum

Flavinha disse...

Isso sim que é Umbanda. Parabens ao melhor pai de santo que conheci. Saravá

Carlos Antonio disse...

Acho que muitos médiuns se embebedam usando a desculpa de estar com guias. Creio ser uma falta de respeito. Esse texto é excelente para revelar essas coisas.

Milly disse...

Muito bem feito esse texto contendo todas as explicações que eu precisava. Axé

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