segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A HISTÓRIA DE PAI ISIDORO DO CONGO.





   A História de Pai Isidoro do Congo.

"Preto na senzala era forte e de coragem,
que rezava com fé a Pai Oxalá.
Preto na senzala era forte e de coragem,
de joelhos ficava para nos abençoar.

Pai Isidoro era o nome desse preto,
que com fé e amor no coração,
salvava as crianças do desespero,
e no perigo sempre estendia a mão.

Saravá Pai Isidoro,
saravá sua cachimba e seu Gongá,
saravá Pai Isidoro,
ele veio de Aruanda em nome de Oxalá."



    Pai Isidoro do Congo é um Preto Velho de porte jovial, apesar de
ter desencarnado com mais de 80 anos. Tem um jeito peculiar de rezar
seus filhos, que vem na Umbanda em busca da caridade desse poderoso
Preto Velho. Ele reza segurando firmemente nas mãos das pessoas, com
um olhar penetrante, com o cachimbo na boca e falando com os
espíritos sem luz, caso haja algum com o consulente, de uma forma
firme e bem dialogada, com palavras soltas, parecendo que esteja
conversando com o consulente, mas na verdade está em diálogo direto
com o obsessor, o Egum, o Kiumba ou Zombeteiro.

    Para quem já trabalha como Cambono desse Preto Velho a algum
tempo, só de ouvir o modo como ele leva o diálogo já entende que tipo
de espírito que está atrapalhando a caminhada do consulente, pois ele
fala de uma forma mais branda com um, de uma forma mais ríspida com
outro, e assim fica, para o Cambono, esse entendimento.

    Pai Isidoro do Congo também tem uma conversa dessa forma, sendo
apenas de um modo tranquilo e sereno, com as Entidades de Luz, que
estejam vibrando na coroa de um filho no qual sua mediunidade esteja
aflorando de uma forma mais intensa, ou seja, caso uma Entidade de Luz
esteja próxima da coroa de um filho, e esse filho vai até Pai Isidoro
para tomar um passe, para ser rezado, Pai Isidoro não fala diretamente
com o médium a princípio, ele vai logo falando com a Entidade de Luz
que esteja próxima ao Ori do filho, e por muitas vezes deixando a
pessoa muito curiosa, e isso deixa nosso Pai Isidoro dando alguns
sorrisos, coisa que pouco faz.

    Pai Isidoro se utiliza de 3 sementes chamadas de "Olho de boi"
para serem jogadas de dentro de um "coité" (casca de coco cortada ao
meio, na qual os Pretos Velhos tomam suas bebidas), para verificar a
sorte, os caminhos, os erros, os acertos, o passado, o futuro e a fé
de cada consulente. Portanto se você tem algo a esconder, não peça a
Pai Isidoro do Congo para jogar suas sementes, pois se ele ver algo,
com toda certeza vai ser falado.


    Pai Isidoro era negro escravizado da terceira senzala de uma
fazenda de café e tantas outras formas de roça que fazia o dono da
fazenda, um coronel cafeicultor, ficar cada vez mais rico e poderoso,
e assim comprar mais e mais escravos. E nessa ganância extrema desse
coronel, ele determinou que traria grandes lotes de negros, seja de
outras fazendas ou seja da terra natal dos negros.

    E com essa volúpia extrema em adquirir bens e escravos, esse
coronel passou a observar alguns negros que eram comprados como
animais, e verificou que muitos deles traziam consigo seus filhos.

    Essas crianças eram avaliadas, e se fossem rentáveis a fazenda,
poderiam ficar. Mas caso ele determinasse que uma dessas crianças não
servissem para o objetivo dele, como trabalhar nas roças de sol a sol,
ou cuidar com muito zelo de seus animais, como vacas leiteiras,
cavalos marchadores, grandes touros de raça, entre outros. Ele
simplesmente mandava que os feitores sumissem com essas crianças.

    Normalmente eram meninas com menos de dez anos de idade, pois
ainda não estavam aptas a gerar novos escravos para o coronel, e como
eram muito frágeis para o trabalho pesado da roça, na visão do coronel
era um prejuízo para a fazenda, assim como também os meninos com idade
abaixo dos cinco anos de idade, ou toda a criança que poderia precisar
de cuidados especiais, como por exemplo, alguma deformidade física, ou
alguma que adoeceu com as doenças ditas "males dos brancos", e que
demoravam se restabelecer, por causa dos maus tratos e a falta de
cuidados especiais.

    Portanto o destino de todas essas crianças estavam limitados a uma
ordem do coronel, que com prazer as determinava, e logo a criança em
questão era levada pelas mãos dos feitores, sem que nenhum negro
soubesse o destino, que possivelmente era a morte e tendo seu corpo
atirado no grande lago, ou enterrado na floresta sem a menor piedade.

    As mães desesperadas clamavam por piedade pelas suas crianças,
choravam copiosamente, mas sem resultado, pois os feitores arrastavam
as crianças maiores, e levavam as menores sem se importarem com o
choro delas.

    Os negros ficavam nervosos presos na senzala, gritavam agarrados
nas grades, e logo eram contidos por uma legião de feitores e
jagunços, que com chibatas nas mãos atacavam e torturavam os negros
mais agitados, que sem ter o que fazer se amontoavam nos cantos da
senzala para não serem agredidos.

    Pai Isidoro chorava ao ver seu povo assim, se desesperava ao saber
o destino daquelas crianças excluídas. Ele clamava a Ogum que as almas
dos pequenos fossem recebidas pelos Orixás e Anjos de Zambi, e que o
desencarne delas não fosse dolorido.

    Mas só isso não estava sendo o bastante para o nosso querido
Isidoro. A noite alta chegava, e ele de olhos marejados refletia sobre
o acontecido. Se lembrava que umas três dezenas de meninos e meninas,
foram arrastados pelo chão de terra pelas mãos dos feitores. Ficava
imaginando se já havia sido mortos, imaginava a dor de cada um
daqueles pequenos anjos, imaginava a crueldade de cada feitor ao jogar
as crianças nas águas da morte, olhava as mães e pais dos pequenos,
sentia em seu coração a dor de cada um deles. E chorava baixinho.

    A madrugada chegou, o cansaço tomou conta de seu corpo, e Isidoro
adormeceu.

    Num ímpeto repentino, ele sobressaltado se levanta de sua esteira
de palha olhando para seus irmãos de senzala, que adormecidos sobre a
luz forte do luar descansavam o corpo exausto, não só pelo trabalho
extremo e forçado, mas também pelas dores das torturas físicas.

    Isidoro esfrega seus olhos que ardiam intensamente, e num giro de
olhar pela senzala vê um vulto de pé, por entre os negros adormecidos.

    Ele firma os olhos, mas não reconhece o dono daquele vulto alto e
forte.

    A sombra do homem vem de encontro a ele, que ao se aproximar mais,
Isidoro verifica que não é um dos negros da senzala.

    Ao ser refletido pela luz do luar, Isidoro se depara com um negro
de olhar intenso, penetrante, sereno. E o olhar do negro lhe traz paz.

    Ele se levanta e vai de encontro ao negro, dizendo-lhe:
"Quem é você? Como entrou aqui?"

    O negro apenas lhe fez um sinal para ficar em silêncio com o dedo
indicador em riste e diante dos lábios.

    E após alguns segundos ele disse:

    "Você negro guerreiro descendente de congo. Tem a força de Ogum,
tem a luz dos Orixás. Seu caminho está aberto para salvar a vida das
crianças excluídas pela ganância dos homens. Você sairá dessa prisão,
caminhará até a mata de Oxossi, encontrará nessa mata uma onça
pintada, ela estará te aguardando. Não tenha medo, e apenas a siga por
entre a floresta. Ao chegar em uma grande clareira, eleve sua fé
diante da cachoeira de Oxum, escute os ventos de Iansã, e siga
conforme seu livre arbítrio. Se sua fé for grande, você chegará até um
pequeno pântano de Nanã Buruquê, e verá a terra sagrada de Obaluaiê e
Omulú. Cuidado com as serpentes do mal, você deverá caminhar por entre
elas sem que elas o ataque. Por entre essas serpentes estará 3 conchas
de cor branca, ao encontrá-las peça licença a Iemanjá antes de
pegá-las por entre as serpentes. E não esqueça que tudo vai depender
de sua fé.
Ao ter as três conchas nas mãos, deve caminhar ao caminho do Sol
nascente, e lá avistará uma grande pedreira. Suba sempre em oração a
Xangô, que vai lhe levar a três sementes grandes, que você vai
reconhecer através de sua fé. Troque suas conchas por essas três
sementes. Após tê-las nas mãos, faça a pergunta que desejar que lhe
será respondida. E conforme sua pergunta, a resposta para salvar as
crianças virá."."

    Ao passar todas as informações a Isidoro, o negro alto e forte
abre uma passagem pelas grades da senzala, na qual Isidoro sai,
enquanto o negro se transforma novamente em sombra, dai a um vulto e
desaparece diante dos olhos de nosso guerreiro.

    Pai Isidoro caminha pela luz do luar, tentando elevar sua fé e daí
conseguir completar sua missão. Após andar alguns quilometros, avista
as matas de Oxossi, e nelas penetrou.

    Andando e observando atentamente, Isidoro vê nas sombras da
floresta um grande vulto, ele abaixa a cabeça e roga proteção ao Pai
das Matas. Ao abrir os olhos se depara com um grande felino diante
dele. Era a onça pintada que já o esperava. Com os olhos penetrantes,
o animal fixa nos olhos do negro, dá meia volta e sai em disparada,
fazendo com que Isidoro tivesse que correr muito para tentar não a
perder de vista.

    Após uma jornada por entre as matas, o negro exausto,  já tendo
pouca visão do animal, entra por uma clareira, e avista a Onça parada,
apenas fintando a sua chegada. Quando Isidoro deu por si, ele estava
diante de uma enorme cachoeira, que o deixou deslumbrado. E ao olhar
para trás, viu a onça se embrenhando na mata novamente, sumindo de
seus olhos.

    O negro, chegando até a cachoeira, se ajoelha e reza. Enquanto de
olhos fechados estava, seus ouvidos captavam o som do vento, como que
num tom musical, o chamava para seguir adiante a sua jornada. Ele,
com sua fé em alta, resolve seguir o caminho no qual vinha a brisa
mais forte.

    Ele caminhou por algumas horas, até que se deparou com uma região
pantanosa, na qual a terra em volta era diferenciada em cores mais
escuras, num tom arroxeado misturado com um marrom puxado para o
acinzentado. Cores de terra que nosso Isidoro nunca tinha visto antes.

    Ele seguiu o caminho dessa terra sagrada. E após alguns metros vê
uma camada estranha sobre a terra, que ao se aproximar mais descobre
que são milhares de serpentes, umas adormecidas, outras em posição de
bote, prontas para atacar a quem ousasse passar por ali.

    Por um instante Isidoro respira fundo, se lembra que nunca deverá
perder sua fé, e segue em frente.

    Começa a caminhar por entre as serpentes pedindo aos Orixás que o
proteja de um ataque, dos venenos mortíferos daqueles répteis nocivos.

    E ele foi, passo a passo por entre as cobras, que o fintavam, se
preparando para o ataque. Mas todas estavam estagnadas, apenas
observando a caminhada do negro naquele reino extremamente perigoso

    Ele andou por alguns minutos, e rezando pede para ser mostrado o
local onde estaria as três conchas. O Sol já estava raiando, e um raio
de Sol sai por entre as nuvens, iluminando um ponto entre as cobras.

    Ele observa, e num ímpeto, vai até o ponto de luz, retira
cuidadosamente algumas serpentes, e avista as três conchas brancas.
Isidoro sorri. Fecha seus olhos, eleva seu pensamento a Mãe Iemanjá,
pedindo licença para pegar as lindas conchas, que nesse momento se
tornam azuis da cor do céu.

    Ele as pegam, e devagar recoloca ao chão a última serpente que
ainda se encontrava em sua mão, respirando fundo e seguindo seu
caminho.

    Vendo o Sol nascer, ele caminha em sua direção, andando por mais
algumas horas. Ao longe avista uma grande pedreira, e ao chegar ao pé
dessa pedreira, se ajoelha, faz suas orações a Pai Xangô pedindo
forças para conseguir, para que seu corpo aguente a longa subida por
entre as lacunas das pedras.

    E ele se pôs a subir. Com suas mãos machucadas pela força feita
nas quinas das pedras para puxar seu corpo exausto, as dores
aumentavam a cada centímetro subido. Seus olhos pesavam pelo sono que
teimava a atacar. Mas ele não desistiu. Subiu até o cume da pedreira,
e lá teve uma visão linda da natureza de Deus. Abaixo conseguia ver a
a cachoeira de Oxum, com seu rio de águas límpidas brilhantes,
iluminado pelo Sol de Oxalá, que também fazia brilhar as águas turvas
do pântano de Nanã Buruquê, e as terras sagradas de Obaluaiê e Omulú,
as deixando com as cores mais vivas e deslumbrantes. Mais ao fundo se
via a linda floresta de Pai Oxossi. Acima o céu azulado, como as cores
da linda Iemanjá. Sentia no rosto os ventos de Iansã de uma forma que
parecia retirar suas dores.

    Se tranquilizou, e sentou-se na pedreira, quando observou três
sementes, que por certo seriam as sementes que deveriam ser trocadas
pelas conchas. Essas sementes eram grandes, como uma pedra de rio,
tinha uma cor amarronzada e um risco negro no centro, atravessando a
semente de um lado para o outro na linha do comprimento.

    Sem ter dúvidas ele apanhou as sementes e colocou as conchas no
lugar delas.

    Já com as semente nas mãos, Isidoro agradece a Zambi, a Oxalá, a
seu Pai Ogum e a todos os Orixás, pela força de conseguir chegar até
ali.

    Segurando firme nas sementes, de olhos fechados, ele implora por
uma resposta de como seria possível poder ajudar as crianças
excluídas, como poderia fazer já que achava que essas crianças tinham
sido mortas pelos feitores.

    Após uma breve oração, Isidoro abre os olhos e vê diante dele o
mesmo negro que esteve na senzala lhe passando as instruções. O negro
sorria, e com uma voz forte e segura lhe disse olhando fixamente nos
olhos.

"Meu filho, você cumpriu sua missão de conseguir as sementes. Agora
elas serão suas, e deverá usá-las para fazer a caridade. Essas
sementes vão abrir seus olhos, ouvidos e seus pensamentos, para lhe
mostrar caminhos para o futuro, ver os erros do passado e lhe dar
forças para o presente.

    Tome aqui também essa proteção em forma de uma guia, nela estão
firmados todos seus caminhos, deverá ser usada de uma forma
respeitosa, e deverá ser um fechamento de corpo tanto para você,
quanto para quem você determinar. Nessa guia está a cor azulada das
conchas que representará Iemanjá e toda sua missão, e a cor vermelha
que é de seu pai Ogum.

    Sobre as crianças excluídas, você deverá seguir de volta o mesmo
caminho que fez até aqui. Ao chegar no ponto inicial, onde encontrou o
grande felino, lá estará as crianças. Um dos feitores de seu coronel,
não tendo a maldade extrema em seu peito, as deixou lá sem que fossem
seguidas as ordens maquiavélicas do coronel. O grande animal felino
estará nesse lugar lhe aguardando novamente, ao se deparar com ele, o
siga, levando as crianças, que vão ficar em lugar seguro. A partir
daí, você será responsável por todas as crianças que lá estiverem e
as que estão para vir. Não se preocupe que todos os Orixás estarão ao
seu lado."

    Ao dizer isso o negro desaparece como por magia, deixando Isidoro
com seus pensamentos.

    Ele parte então de volta, fazendo o caminho contrário do que já
havia feito.

    Depois de algum tempo ele chega ao ponto inicial, e se depara com
a onça pintada e mais a frente três dezenas de meninos e meninas.

    Ele junta as crianças e parte acompanhando a onça, que dessa vez
vai em passos pequenos, e sempre olhando para trás, como se fosse
domesticada a fazer isso.

    Após um bom tempo de andança,o animal adentra a uma caverna, ela
para e se deita, olhando fixamente para o negro. E ele entende que
será ali a nova moradia das crianças excluídas.

    Após um tempo de adaptação, Isidoro, aproveitando a escuridão da
noite, volta novamente a fazenda, e diz aos pais das crianças que os
pequenos estão vivos e em segurança. E de pouco a pouco ele levaria
todos os pais para viverem junto a seus filhos.

    E assim foi feito, sempre na calada da noite Isidoro buscava um
grupo de negros, os levava para a caverna deixando o coronel em
desespero, pois os negros sumiam, sem deixar vestígios

    E quanto mais crianças o coronel ordenava a seus feitores a levar,
mais negros sumiam nas senzalas. Enquanto pai Isidoro continuava seus
afazeres na fazenda, sem demonstrar que era ele o salvador de tantas
vidas inocentes.

    Com o passar do tempo o cruel coronel já não sabia mais o que
fazer, deixou de procurar os negros fujões, e a caverna das crianças
excluídas se tornou um grande quilombo, onde foram abertas clareiras
para as plantações dos negros, e novos espaços, além da caverna para
que todos vivessem em paz, com liberdade e junto de seus filhos.

    Certa noite, sentado a luz do luar, Isidoro se depara novamente
com o grande negro que lhe deu todos os caminhos para a liberdade de
seus irmãos. E numa conversa serena, Isidoro diz que desejaria lhe
fazer uma pergunta, que a algum tempo lhe deixava um tanto sem
entender sobre sua fé.

    E ele diz:

"Caro amigo iluminado dos Orixás, você me mostrou os caminhos a serem
tomados por mim para chegar a liberdade de meus irmãos e a salvação de
seus filhos. Me disse que eu deveria sempre elevar minha fé, que devia
clamar, rezar e crer. Pois bem, eu assim o fiz.

    Em determinado tempo de caminhada no início de minha missão me
foi demonstrado a força de cada Orixá. Me foi dito que a elevação da
fé em Oxalá, Oxossi, Obaluaiê/Omulú, Xangô, Oxum, Iansã, Iemanjá e
Nanã Buruquê, me levaria ao meu objetivo. E realmente foi através da
fé nesses Orixás que cheguei com êxito ao final de minha caminhada.
Sei que a fé é a minha base para a vitória, e sei que tenho muita fé
em todos esses Orixás. Só não entendo meu amigo, que sempre em toda
minha vida tive extrema fé em meu Pai Ogum, de joelhos fiquei
centenas de vezes clamando pela sua proteção, e nesse momento de que
minha fé me levaria a caridade aos meus irmãos, não se foi falado de
meu Pai Ogum. Será que minha fé não foi tão intensa para clamar a meu
querido pai?"

    O negro olha a Isidoro, com um leve sorriso e diz:

    "Sua fé é mais grandiosa do que pensas meu filho. Foi lhe pedido a
elevação em todos os Orixás, e você assim o fez. O porque não foi
pedido que essa fé fosse determinada em nome de seu Pai Ogum,
simplesmente porque essa fé você já tinha. A cada vez que se ajoelhou
clamando pela proteção de Ogum em sua caminhada, suas orações foram
ouvidas e aceitas. É por isso meu filho, que aqui estou, é por isso
que fui a senzala que o tirava a liberdade, é por isso que lhe
acompanhei por todo caminho rumo as sementes da caridade, é por isso
que dentro da linha dos Orixás sou conhecido como Ogum, o seu Pai
Ogum."

    Isidoro nesse instante entende que diante dele por todo esse tempo
era Ogum, o Orixá guerreiro e protetor que lhe acompanhava. E que
ele, Isidoro, deveria elevar sua grandiosa fé em todos Orixás, assim
como era grandiosa e divina a fé que tinha em seu Pai Ogum.

    Ao ver que Isidoro entendeu a lição, Ogum da um sorriso e
desaparece diante dos olhos mareados de Pai Isidoro do Congo.

Saravá Vovô amado!

Saravá Ogum!

Adorei as Almas!

Saravá Pai Isidoro do Congo!

Carlos de Ogum.



36 comentários:

Leticia Mármore disse...

Maravilhosa história de fé e força dos Orixás. Muito grata por tê-la compartilhado conosco!

Anônimo disse...

Emocionante ao extremo. Saravá Pai Isidoro. Beth Garcia.

Anônimo disse...

Amei essa história, uma elevação de fé. Clarisse Damasco.

Anônimo disse...

A fé nos leva a lugares incriveis. Salve a fé. Salve `Pai Isidoro.
Luciane Franco.

Anônimo disse...

Precisamos aprender muito com os Pretos Velhos. Que fé e que luz.
Saravá. Jaqueline Pereira.

Anônimo disse...

Uma maravilhosa história de fé e luz.. Que Pai Isidoro abençoe a todos
filhos de fé dessa maravilhosa Umbanda. Parabéns Carlos, a história é
linda, e mais linda ficou com o seu jeito de colocar as palavras. Sou
realmente sua fã. Mãe Maria de Oxum.

Anônimo disse...

Um guerreiro esse vovô. Parabéns Carlos por demonstrar tão bem essa
história de fé. Adorei Pai Isidoro do Congo. Gleice Bevenittis

Anônimo disse...

Pai Isidoro que nos ensine com sua imensa fé. Saravá. Rubens de Paula.

Anônimo disse...

Linda história de Pai Isidoro. Salve Ogum!

Anônimo disse...

Que Oxalá continue, junto com Pai Isidoro do Congo lhe protegendo Pai
Carlos. Essas histórias de fé é um estimulo para que continuemos a
caminhada sem desistir. Maria das Graças Souza.

Anônimo disse...

Parabéns pela história. Pai Isidoro que nos proteja sempre. Precisamos
muito. Janete Garcia.

Anônimo disse...

Amei a história do vovô Isidoro. Um guerreiro de Pai Ogum de verdade.
Saravá. Mary Esteves.

Anônimo disse...

Adorei essa história pai Carlos. Mas de verdade fiquei com medo das
sementes que ele joga. Risos :) vai que ele fala algo que eu nem me
lembro mais. Parabéns. Fabianne Ramos.

Anônimo disse...

Muita fé desse nosso Preto Velho Isidoro. Adorei as Almas. Manoel
Dias.

Anônimo disse...

Infinitamente maravilhosa lição de fé. Como todos seus textos, sempre
aprendemos muito. Adorei as Almas. Waleska Tavares.

Anônimo disse...

Adorei Pai Isidoro do Congo. Saravá. Ricardo.

Anônimo disse...

Esse final dele achar que Ogum não estava com ele foi sensacional.
Demonstra que a fé deve ser mantida apesar de qualquer obstáculo.
Rogério Vieira.

Anônimo disse...

Saravá Pai Isidoro, Saravá Pai Ogum, saravá todos Orixás e saravá ao
Pai Carlos. Lindo demais. Adriana Neves.

Anônimo disse...

Um amor de história. Saravá Vovô Isidoro. Rita de Oxossi

Beatriz disse...

Gostei muito da história, principalmente no que diz sobre a fé. Ogum
sempre mostrando caminhos. Saravá Pai Isidoro do Congo. Beatriz
Magalhães.

Anônimo disse...

Aaaaah !!!! Quero conhecer Pai Isidoro para ele jogar as sementes
para mim. Saravá. Renatinha Baiana.

Renato Saldanha disse...

Saravá meu Pai Isidoro. Sua benção e sua proteção. Que trague luz a meus caminhos

Anônimo disse...

Salve Pai Isidoro do Congo, salve sua banda, Aparecido Goveia

Nathalia disse...

Linda historia desse vovô cheio de fé e de luz. Adorei as Almas

Gerlanne Moura disse...

Maravilhosa historia salve Pai Isidoro, saravá sua banda.

Cleonice Silva disse...

Me mandaram acender uma vela branca e preta para ser oferecida aos pretos velhos em especial a Pai Isidoro. Eu fiz e meu pedido de saude foi aceito, estou bem agora. Saravá Pai Isidoro.

Carla Hortz disse...

Nossa deu o maior nervoso, que historia. Saravá Pai Isidoro.

Millene Adrian Sampaio disse...

Salve Pai Isidoro. Conheci esse vovô em um terreiro no RS, adorei. Saravá.

Anônimo disse...

Salve Pai Isidoro. Salve esse preto velho da paz.

Jucelia Santos da Silva disse...

Salve Pai Isidoro do Congo. Salve sua banda. Que maravilhosa sua historia. Sua benção meu velho.

Nubia Santos disse...

Salve Pai Isidoro que me acompanha todo dia adorei as almas

Telma Vasquez disse...

Salve meu velhinho Isidoro. Sou cambona dele a 5 anos. Amo esse preto velho

Natan Rosa Meirelles disse...

Salve todo povo do Congo, salve pai Isidoro

Renata RJ disse...

Salve Pai Isidoro amado Preto velho

Ana Eliza Montes disse...

Salve o amavel Pai Isidoro.

Rosana Vieira disse...

Adorei as Almas. Salve Pai Isidoro.

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