sábado, 30 de abril de 2016 29 comentários

POEMA A NANÃ BURUQUÊ - POR CARLOS DE OGUM

         



Senhora amada que ilumina o meu viver,
em sua busca estarei para me abençoar,
de suas lições entenderei o valor do ter e do querer,
sei que em teu coração estarei e tu vais me amar.

Vovozinha de todos os Orixás,
sua força pedirei que me conceda,
senhora suprema dos grandes jacutás,
minha amada Nanã que por mim sempre interceda.

Seus caminhos sempre irei seguir,
sua luz me oferta como flores em buquê,
comigo estarás desde meu nascer até o meu partir,
minha sagrada Orixá Nanã Buruquê.

Com sua serenidade me trará sempre a razão,
fazendo-me refletir minha caminhada,
elevando minha vida em oração,
me deixando protegido minha Orixá amada.

Seu carinho nos faz cada dia crescer,
seu olhar de avó nos resplandece,
sem tuas lições não saberei viver,
no frio dos obstáculos seu manto nos aquece.

Dizer que te amo talvez não bastasse,
pois o que sinto por ti é grande devoção,
sei que por menos me abençoasse,
mas quero, minha mãe, lhe dar meu coração.

Ser teu filho para mim é honra sagrada,
de joelhos a teus pés estarei,
seguirei teus caminhos minha mãe iluminada,
e sem tua proteção nunca ficarei.

Valei-me vovozinha de Aruanda,
me ilumine com suas estrelas benditas,
trazendo toda sua banda,
e me livrando das horas aflitas.

Saravando Nanã estarei eternamente,
espalhando esses gestos do carinho e do amar,
vendo meu semelhante feliz e sorridente,
com a proteção da senhora dos rios e do mar.

Seu brilho intenso nos traz paz no coração,
senhora divina dos pântanos e lodo do fundo dos mares,
grandiosa senhora bela vovó de todo Panteão,
rogamos suas bençãos e para que junto a nós sempre andares.

Sua magia santa nos faz ver uma nova vida,
seu Íbíri mágico é enfeitado com Búzios e sapê,
assim nos protege essa Orixá querida,
pois Nanã tem em sua saia rodada a força do dendê.

De braços abertos sempre estarei,
para lhe abraçar minha velha puritana,
e por terra nunca cairei,
pois sempre estarei em suas mãos Nossa Senhora Santana.

Em teu nome rogo a todos por saudação,
para homenagear essa bela flor em buquê,
amada das amadas que ilumina minha vida e meu coração,
saldando a ti grito, Saluba Nanã Buruquê.

Carlos de Ogum.


quarta-feira, 20 de abril de 2016 30 comentários

FALANGEIROS DE NANÃ BURUQUÊ.





 

 Falangeiros de Nanã Buruquê.


    Voltando a falar de Falangeiros, hoje vamos mostrar os
Falangeiros de Nanã Buruquê, a mais velha Orixá do reino dos Orixás.

    Frisando sempre, Falangeiro é aquela Entidade que está somente
abaixo do Orixá, ele comanda as legiões de Entidades e Espíritos que
se afinizam na vibração do Orixá que os governa.

    Os Falangeiros de Nanã Buruquê vem divididos da seguinte maneira:

Asainán, Biodun, Borokun, Elegbe, Ologbo, Susure.


    Esses Falangeiros tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os
seguintes Orixás:


Nanã Asainán: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os Orixás
Iansã e Oxalá.

Nanã Biodun: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os Orixás
Oxum e Xangô.

Nanã Borokun: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com o Orixá
Omulú.

Nanã Elegbe: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os Orixás
Oxossi, Oxaguiã (Oxalá novo) e Iemanjá.

Nanã Ologbo: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os Orixás
Omulú e Oxalufã (Oxalá velho).

Nanã Susure: Tem ligação e fundamento de Nanã Buruquê com os Orixás
Obaluaiê, Ogum e Iemanjá.

    Abaixo falaremos um pouco sobre as características e fundamentos
de cada Falangeiro de Nanã Buruquê, mas antes frisaremos alguns
detalhes que se apresentam igualmente entre todos os Falangeiros dessa
Orixá, isso para não ficar repetitivo dentro das colocações
individuais.

    Todos os Falangeiros de Nanã Buruquê tem a característica e forma
idosa, uns um tanto menos outros bem mais, mas sem exceção vem nessa
forma de maturidade adulta/idosa.

    Todos esses Falangeiros tem ligação com a chuva e lama,
associando-os assim a agricultura, a fertilidade e aos grãos. Esses
Falangeiros também estão ligados ao encaminhamento de desencarnados.

    Em chegada em Terreiros e roças, todos os Falangeiros de Nanã
Buruquê, dançam com a dignidade que convém a um senhor ou senhora
idosa e respeitável. Os movimentos feitos lembram um andar lento e
penoso, como apoiado em um bastão invisível. Chegam curvados para
frente demonstrando o movimento de puxarem para si esse bastão.

    Em certos momentos no ritual da dança, viram-se para os
consulentes e colocam seus punhos fechados, um sobre o outro,
parecendo segurar o bastão. Com isso retiram as cargas negativas
existentes no ambiente e na assistência.

    Vou especificar abaixo também o significado de um artefato e
símbolo, usado por esses Falangeiros para esclarecimento.

ÍBÍRI: Um feixe de ramos de palmeira com a ponta curvada.
Assemelha-se ao Xaxará de Omulú, mas é voltado na ponta superior,
forrado com as cores azul e branco ou roxo, incrustado de búzios.


    Agora seguiremos com mais algumas informações, especificando a
cada um dos Falangeiros individualmente.


Nanã Asainán: Além de todas as características descritas acima, essa
Falangeira tem como característica a guerra e a paz. Um tanto
inconstante, por muitas vezes em suas consultas escuta mais do que
fala, e quando fala é direta e objetiva.

    Sua roupagem vem nas cores branco e amarelo, podendo ter detalhes
em roxo nas bordas. Em alguns casos traz uma pequena espada nas mãos e
em outros casos o Íbíri.

Nanã Biodun: Sua finalidade maior é trabalhar em favor da justiça, não
aceita meias palavras, nem más intenções contra um semelhante. Seu
modo de agir em prol da caridade é demonstrar a seus consulentes que
tudo tem dois pesos e duas medidas. Portanto sempre gosta de saber dos
dois lados do fato.

    Sua roupagem vem nas cores lilás, azul e marrom. Traz o Íbíri nas
mãos.

Nanã Borokun:: Entre todas as Falangeiras de Nanã Buruquê, essa é a
mais velha. Até mesmo em conversas com seus consulentes vemos isso. De
fala muito mansa, ar pesado, respiração fatigada, demonstram o
excesso de tempo dessa Falangeira. Uma ótima ouvinte de problemas
alheios, conselheira e amável. Diferente das outras Falangeiras, essa
não traz o Íbíri nas mãos.

    Sua roupagem pode ser toda na cor em roxo ou mesmo em lilás. Dizem
que é a deusa das Falangeiras, a que domina a morte, a que encanta
com sua experiência.

Nanã Elegbe: Falangeira que tem o dom das ervas. Protetora das
grávidas, senhora da gestação.

    Normalmente muito procurada por seus consulentes por motivo de
alguma dificuldade na gravidez. E essa os atende com carinho de uma
verdadeira avó, dando conselhos, mostrando os melhores caminhos,
cuidando do feto e da futura mamãe.

    Sua roupagem vem nas cores branco, lilás, verde claro e azul
claro, traz nas mãos o Íbíri.

Nanã Ologbo: Tem a missão de encaminhamento de sofredores. Reina pela
e para a paz desses desencarnados.

    Em consultas fala pouco, sempre de cabeça baixa, sem olhar
fixamente para o consulente, dizem que age assim para observar as
intenções das pessoas. Quando nota alguma maldade no consulente manda
encerrar a consulta, e não adianta tentar reverter a situação, pois
essa Falangeira é muito radical.

    Tem ação em Calungas pequenas, e dizem que se estaciona em portas
de igrejas para aguardar espíritos desgarrados, e ao encontrá-los,
leva-os para o entendimento e o encaminhamento.

    Sua roupagem vem nas cores branco e preto, não admite outras
cores. Sempre quando vai ter uma nova consulta, pede para acender uma
vela branca, isso para iluminar todos os desencarnados da família do
consulente. Traz nas mãos o Íbíri.

Nanã Susure: Muito ligado a Iemanjá, tem tipos de trabalhos um tanto
diferente um do outro. Pode estar esses trabalhos relacionados a
gestação, a busca de paz em família, a quebra de magias, a cura de
doenças do corpo físico, mental e espiritual.

    Sua roupagem vem nas cores vermelho, azul claro, branco e
amarelo. Sempre traz nas mãos o Íbíri, em alguns casos pode trazer uma
pequena cruz em madeira.

    Esses são os Falangeiros dessa senhora dos Orixás, nossa amada
Nanã Buruquê, que aqui estamos falando resumidamente, pois teríamos
que aumentar uma centena de vezes para conseguirmos demonstrar a
grandeza e o poder desses Falangeiros.

    Saluba Nanã Buruquê.

    Saravá a Falange e os Falangeiros de Nanã.


Carlos de Ogum.






domingo, 10 de abril de 2016 122 comentários

COMO SABER VERDADEIRAMENTE SEUS ORIXÁS DE COROA

       

       

    Durante alguns anos conversando com muitos amigos ligados a
Umbanda, muitos consulentes que nos procuram com dúvidas disso ou
aquilo sobre a religião, tem uma dúvida, talvez a mais perguntada
dentre várias, seja por irmãos que se desenvolvem em terreiros, seja
por pessoas curiosas, seja por pessoas de outras religiões, enfim, por
qualquer tipo de pessoa que nos contactam para entender um pouco mais
sobre a nossa amada Umbanda, e essa pergunta é:

Como faço para saber meu Orixá de Coroa, ou Ori, ou mesmo ainda de
Cabeça?

    Dentre essas pessoas, muitas delas já vem com uma resposta
predefinida , ou porque alguém olhou para ela e disse que você é filho
de tal Orixá, ou que a pessoa tem afinidade por tal Orixá, e dai já é
filho desse Orixá, ou mesmo ainda que alguém pegou minha data de
nascimento e daí disse que meu Pai de Coroa é tal, ou minha mãe de Ori
é tal.

    Mas infelizmente tenho que decepcionar muitas pessoas, pois na
verdade não é tão simples assim.

    Se você que acredita que seu Orixá de Coroa seja aquele que alguém
lhe disse sem ter buscado essas informações de uma maneira correta, ou
que você buscou em sites que lhe prometem uma informação verdadeira
sobre esse fato, ou mesmo se você acreditou que por sua data de
nascimento já está com a resposta de quais são seus Orixás, melhor
rever tudo isso, mesmo se tem uma paixão pelo Orixá informado. Claro
que esse carinho pelos Orixás não tem porque mudar, mas acreditar que
o que você tem esse amor seja seu Pai ou mãe de cabeça é um erro que
pode deixar algumas marcas grandiosas em sua vida espiritual.

    Portanto não custa nada sabermos a verdade de uma forma expressiva
e sem rodeios, saber de verdade quem são nossos Orixás de Coroa, e
mesmo assim, amar todos os Orixás, sempre respeitando cada um como
assim nos compete.

    Antes de tudo gostaria de frisar que já ouvi muitas pessoas
falando que meu Orixá é tal, e que foi visto em um jogo de Búzios.
Então sempre pergunto: E qual são os outros Orixás de sua Coroa?

    Normalmente a pessoa fica sem resposta, pois isso não foi dito
pelo nosso amigo "Jogador de Búzios".

    Então vamos iniciar assim, todos nós temos três Orixás na Coroa,
que tem que ser apresentados como o Pai, a Mãe e o Terceiro Santo de
nosso Ori. Na junção desses três Orixás se forma o triângulo da Coroa,
sendo em cada vértice um Orixá, tendo a base composta do Pai e a Mãe
de sua Coroa, e na ponta seu Terceiro Santo. Imaginemos um triângulo
na qual as vértices da base desse triângulo entrelacem as fontes, se
interligando por uma linha imaginária entre eles, e mais duas linhas
subindo em diagonal até o topo da cabeça, bem no centro, parte
conhecida como coronário, se fechando em um só ponto, que seria a
vértice superior do triângulo, que nesse caso seria o ponto do
Terceiro Santo da Coroa, portanto se em um jogo de Búzios não for dito
e especificado esses três Orixás, certamente esse jogador não está
preparado para fazer um jogo sério e honesto para demonstração dos
Orixás da Coroa de Alguém.

    Como foi dito acima muitas pessoas pregam que daria para verificar
os Orixás através da data de nascimento, mas essa colocação é errônea,
pois os Orixás são determinados no momento da concepção, ou seja, no
mesmo instante em que o óvulo da mãe está sendo inseminado.


    Os Orixás são forças da natureza que vibram tanto abaixo da
atmosfera quanto acima dela. Essas forças giram de forma diagonal na
camada terrestre, fazendo assim que volte e meia uma força dessas
vibre com a outra ao passarem no mesmo ponto, e isso com a rotação
terrestre faz com que essas forças se encontrem em diversos pontos de
tempo e de espaço uma com as outras.

    Explicando melhor, essas forças são chamadas de Orixás, vamos
imaginar que em um certo ponto qualquer do planeta, e em certo
momento qualquer do tempo, nesse giro de força e dentro da rotação do
planeta, se encontre os Orixás Ogum, Oxum e Xangô, e nesse mesmo
instante o óvulo de uma mulher esteja sendo inseminado, no momento
exato
dessa inseminação, ou seja na concepção de um novo ser, está sendo
designado o Pai, a Mãe e o Terceiro Santo desse novo ser, que nesse
exemplo dado seria Ogum, Oxum e Xangô. No caso não determinado em
qual posição do triângulo da Coroa ficariam, pois isso dependeria do
grau de irradiação e tempo de vibração de cada um dos Orixás no
momento de concepção do novo ser.

    Especifiquei esses detalhes para que possamos entender que a
verificação dos Orixás de Coroa é algo extremamente complexo, que está
fora da inteligência humana, portanto é algo que só pode ser visto
através de forças divinas como Entidades de Luz ou Jogo de Búzios (que
também são respostas de forças divinas como Entidades e Orixás). Não
devemos confiar em palavras de vaidade de pessoas que dizem saber seus
Orixás sem uma colocação divina.

    Vou frisar outra colocação muito importante também a quem
busca entendimento sobre Pai e Mãe de Coroa. Sempre escuto muitas
pessoas dizerem que tal Exú, ou Pombo Gira, ou Caboclo, ou Preto Velho
ou qualquer Entidade é Pai ou Mãe de sua Coroa, pois assim foi dito em
tal Terreiro que foi, por tal Entidade. Isso também é um erro
grandioso, primeiro porque Pai ou Mãe de nossa Coroa são Orixás, e
Caboclos, Exús, Pombo Giras, Pretos Velhos, enfim, todas essas
divindades são Entidades de Luz. Entidades de Luz trabalhadoras pela
caridade, que vem ou não, em incorporação em um médium desenvolvido
mediunicamente e espiritualmente, para fazer seus trabalhos de
auxiliar a quem necessita, e eles estão ali por determinação do Pai
Maior (Zambi ou Deus) e também pelos Orixás.

    E quem rege nossa Coroa, sendo Pai, Mãe e Terceiro Santo, são os
Orixás (Oxalá, Ogum, Xangô, Oxossi, Obaluaiê/Omulú, Oxum, Iansã,
Iemanjá, Nanã Buruquê), e as Entidades de Luz estão extremamente
cientes dessa forma de colocação, portanto nenhuma dessas Entidades de
Luz diria a uma pessoa que tal Entidade fosse Pai ou Mãe de Coroa, se
já ouviram isso em alguma casa de Umbanda vindo de algum médium se
dizendo estar incorporado, ou esse médium não estava em um bom dia,
ou estava tomado pela vaidade, ou simplesmente mistificando e tentando
enganar o consulente, mas jamais estaria com uma Entidade de Luz em
sua incorporação.

    Abaixo vamos descrever as possibilidades verdadeiras para um
consulente saber quais Orixás tem em sua Coroa.

    As três formas existentes de sabermos nossos Orixás de Coroa, isso
claro se for autorizado a nos dizer e que esteja dentro do tempo de
nos informar é da seguinte maneira:

    Poderá ser em um jogo de Búzios, e esse jogo deverá ser feito com
um jogador de extrema honestidade, que esteja preparado para tal
trabalho. Digo honesto pois muitas pessoas se dizem jogadores de
Búzios, mas infelizmente são charlatões, e se utilizam da nomenclatura
"Pai de Santo Jogador" para absurdas cobranças em dinheiro,
inventando, induzindo, mentindo a seus consulentes, e assim poder
tirar mais dinheiro de uma forma extremamente desonesta, com uma
agravante um tanto maior que é fazer o consulente crer que um possível
Orixá rege sua Coroa, mesmo sem a certeza plena desse fato. Frisando
que dessa forma o consulente deverá estar presente no momento do jogo
de Búzios, portanto dessa maneira não teria como ser feito a distância
como é pregado por muitas pessoas más informadas.

    Outra forma correta de ser mostrado os Orixás de Coroa é por um
Zelador de Santo preparado mediunicamente, através do desenvolvimento do
médium que deseja saber seus Orixás. Essa forma o médium em questão
deverá fazer parte de uma casa de Umbanda como filho, deverá estar em
desenvolvimento mediúnico e espiritual sobre o comando desse Zelador
de Santo, e essa demonstração é feita através das informações dadas
por Entidades de Luz como Pretos Velhos ou Caboclos, incorporados na
Coroa do Zelador de Santo. Normalmente essas Entidades são Mentoras do
Zelador, e podem ver esses Orixás através dos Búzios ou do modo de
trabalho de cada uma dessas Entidades. Quando são feitos outros tipos
de trabalhos para essa verificação, como verificação na água, na
fumaça do cachimbo ou charuto, na própria cabeça do médium (analisando
pontos da coroa que determinam os Orixás), normalmente após é feito o
jogo de Búzios para a confirmação. É claro que como lógica o
consulente que deseja saber sobre os Orixás de Coroa deve estar
presente no momento dessas colocações.

    A terceira forma de verificação dos Orixás de um consulente pode
ser feita através de um Mentor de uma casa de Umbanda, incorporado na
Coroa do Zelador dessa casa, e é feita através de um jogo de Búzios,
mesmo sem a presença física do consulente que deseja saber sobre seus
Orixás de Ori.

    Esse caso é bem mais raro, e é só feito se o médium consulente
estiver com uma extrema vibração dos Orixás, e após uma imantação
sugerida pelo Mentor da casa, que está se buscando as respostas para
esse consulente.

    Normalmente essas imantações podem ser com banhos de ervas, velas
de cores diversas, defumadores variados, nos dias e tempo  determinado pelo
Mentor que irá fazer o jogo de Búzios a distância, tudo isso dentro da
autorização dos próprios Orixás a serem revelados. Esse tempo de
imantação vai depender do grau de mediunidade, da verdadeira vontade
em saber quais Orixás fazem parte da Coroa, da vibração de cada Orixá
no Ori do Médium consulente, além da autorização a ser feito isso,
claro.


    Finalizando, gostaria de frisar bem que de forma nenhuma vamos ter
o prazer de saber nossos amados Orixás de Coroa de outra forma, nunca
devemos deixar-nos enganar por pessoas de má fé, se dizendo
Zeladores de Santo, e inventando Pais e Mães de Coroa somente por
desejar mostrar algo, e desse algo fazer cobranças absurdas em
dinheiro, ou apenas para demonstrar que pode fazê-lo, e assim nessa
enganação demonstrar poder, elevando a vaidade e o próprio ego.

    Ter certeza dos Orixás de sua Coroa é algo maravilhoso. Vamos amar a
todos os Orixás, mas os que estão tomando conta de seu Ori,
demonstrando muitas vezes a personalidade que lhes acompanham, dando
proteção e caminhos ao filho amado e um sinal de extremo respeito.
Portanto não se deixem enganar para não desrespeitar nunca seus Orixás
de Coroa.


Salve todos os Orixás!

Salve o Ori de todos os irmãos!

Salve meu Pai Ogum, minha Mãe Oxum e meu Terceiro Santo Xangô!

Carlos de Ogum.



 
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