domingo, 20 de agosto de 2017 3 comentários

O que é e como se utiliza o Adjá na Umbanda

            

    Certamente muitas pessoas que acompanham algum terreiro de Umbanda já puderam observar o uso do Adjá; e mesmo com a curiosidade elevada não se aprofundaram mais sobre esse objeto por acreditar ser apenas uma sinetinha que é utilizado para chamar a atenção dos médiuns no início dos trabalhos da casa.

    Pois bem, ele não serve apenas para essa função, e vamos tentar demonstrar a grande importância desse instrumento para a nossa Umbanda.

    O Adjá, também conhecido por Adjarin, ou Ajá, ou Aajá, é uma sineta de metal, muito utilizada pelos Zeladores da Umbanda em diversas ocasiões. Ele pode ser de uma, duas ou três sinetas, e o cabo pode ser do mesmo material das sinetas, podendo ser esse cabo de bronze, metal dourado ou prateado, ou também pode ser o cabo de madeira. Normalmente quando assim o é, se faz firmezas com fitas ou palha, conforme a recomendação do Mentor da casa. Esses firmamentos são feitos pelo próprio Mentor ou pelas Entidades referentes ao firmamento.

    Na Umbanda, como dissemos, o Adjá é utilizado em vários momentos, podendo ser usado no desenvolvimento mediúnico e espiritual dos filhos da casa, no preparo do amaci, na chegada de alguma Entidade de descarrego, como um Falangeiro de Omulú, por exemplo, no encaminhamento de algum espírito trevoso, ou quando a Entidade responsável pela Gira solicita a utilização do Adjá.

    O Adjá só pode ser usado pelo Zelador da casa, ou por alguém de extrema confiança do dirigente e mesmo assim com permissão do Mentor do terreiro.

    Esse divino instrumento tem uma magia extrema na espiritualidade, pode ser considerada a campainha desbloqueadora de campos mentais; retirando todas as cargas negativas quando necessário. Para alguns médiuns que tem a percepção de vidência, podem observar que ao ser tocado, o Adjá solta faíscas de campos mentais, ao ser tocado saem e pequenos raios de luz, pois ele é propagador de energias, e pode ser utilizado para abençoar os filhos, limpar a aura para a incorporação de uma Entidade mais árdua, e assim não forçar e retirar muita energia do médium, também é utilizado para a limpeza das energias do Gongá, as que são captadas nas limpezas de consulentes, assistência, e dos próprios médiuns que por vez ou outra trazem cargas negativas param dentro do terreiro, com pensamentos, ações e gestos de baixa espiritualidade.

    Normalmente o Adjá é feito de três tipos de material, latão, aço e cobre, mas isso não é uma regra.

    Quando é tocado o Adjá próximo a um médium em seu desenvolvimento mediúnico, as forças dos Orixás de Coroa, e a luz das Entidades de cabeça se aproximam com maior facilidade, fazendo assim que, se caso for um médium de incorporação, essa incorporação fique mais firme, e menos consciente, fazendo com que esse médium adormeça com mais facilidade o mental, deixando todos os pensamentos de lado e se conectando com maior força com o astral superior.

    O uso do Adjá também tem uma função importante quando se necessita decantar energias nocivas ao médium, e também em determinado local, pois o som das sinetas ao fabricarem a energia necessária, afasta todas essas cargas nocivas.

    Também se é utilizado o Adjá na maceração de ervas, assim como no amaci, isso para concentrar as energias dos Orixás, as forças da natureza, no trabalho a ser feito.

    Vamos aproveitar a oportunidade desse texto e anexar uma colaboração de um amigo do blog, que nos enviou algumas colocações do uso do Adjá no Candomblé.

    "No Candomblé o Adjá é muito importante, pois ele é o instrumento que aproxima os Orixás da Coroa dos médiuns.

    Ele pode ser de 1, 3, 5 ou 7 campainhas, e é firmado conforme o Orixá de cabeça do dirigente da casa, e é ele, o Guia de Cabeça do dirigente, quem determina quantas serão as sinetas.

    Também se tem um Adjá para cada Orixá no Candomblé, assim como tabela abaixo.
Pai Oxalá: Cor de Prata.
Mãe Oiá (Logunan): Cor de Prata.
Mãe Oxum: Cor de Cobre.
Pai Oxumaré: Cor de Cobre.
Pai Oxossi: Cor de Latão (amarelo).
Mãe Obá: Cor Branco.
Pai Xangô: Cor de Cobre.
Mãe Iansã: Cor Latão (dourado)
Pai Ogum: Cor de Prata.
Pai Obaluaiê: Cor de Prata.
Mãe Nanã Buruquê: Cor de Prata.
Mãe Iemanjá: Cor de Prata.
Pai Omulú: Cor de Prata.”

    Bem como observamos acima, no Candomblé temos diferenças nas regras entre a Umbanda no uso do Adjá, assim como a formação dele e as cores. Mas isso foi apenas para informar uma curiosidade, pois para nossa utilização dentro da Umbanda é válido as 3 sinetas, na cor prata e cabo podendo ser de madeira, com firmamento da Entidade Mentora ou a quem essa Entidade passar essa missão.

    Portanto independente das regras contidas, o que devemos colocar em prática acima de tudo é o respeito pela utilização desse instrumento sagrado dentro da Umbanda.

Saravá Umbanda de Luz!

Saravá o Adjá!


Carlos de Ogum
quinta-feira, 10 de agosto de 2017 57 comentários

DEPRESSÃO NA VISÃO UMBANDISTA.

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    A depressão é um dos maiores males mentais sofridos pelos seres
humanos nesse século. E um dos maiores obstáculos é o reconhecimento
dessa doença tão grave, pois sendo ela reconhecida se facilita em um
diagnóstico e tratamento.

    É dito que infelizmente a metade das pessoas que passam pela
depressão nunca tem a doença diagnosticada  e tratada, e isso pode ser
uma grande ameaça, pois mais de 10% das pessoas que tem depressão
chegam ao suicídio.

    Desse ponto chegamos sobre o que desejamos expressar nesse texto,
ou seja, a visão da Umbanda sobre a depressão.

    Quando uma pessoa com o mal da depressão chega a reconhecer sua
doença, busca diagnósticos, tratamento, e mesmo assim esse mal não é
sanado, podemos salientar que essa depressão não é apenas um mal
físico mental, e sim espiritual.

    Sabemos que em nosso redor sempre temos companhias espirituais,
como por exemplo Entidades de Luz, Irmãos de Luz, Anjos Celestes,
espíritos desencarnados que buscam luz para caminhar, enfim vários
tipos de manifestações espirituais, assim como também temos ao nosso
redor manifestações de espíritos sem luz, Kiumbas, Eguns, Zombeteiros,
vampirizadores , que a todo momento estão dispostos a encontrar uma
fraqueza nossa para poderem se aproximar, se instalar e dominar nossa
mente.

    E essas fraquezas podem ser nossos atos, ações, pensamentos,
vícios, sentimentos, ou seja, tudo que não é de acordo com a caridade,
a humildade, a paz, o amor e a fé, se tornam armas contra nós mesmos,
e levando energias a esses obsessores.

    Entre tantas coisas que esses obsessores tomam para essa
aproximação, uma das mais intensas é a depressão, que nós seres
encarnados podemos ter, e nos deixar ser tomados pelas energias más
desses seres obsessivos.

    A depressão pode ser reconhecida pelos seguintes sintomas:

Tristeza.

Perda de interesse por coisas que antes você gostava.

Falta de energia Dificuldade de concentração.

Dificuldade de tomar decisões.

Insônia ou sono em excesso.

Problemas no estômago ou na digestão.

Sentimento de desesperança.

Dores sem motivo aparente.

Mudança no apetite, levando ao ganho ou à perda de peso.

Pensamentos de morte, suicídio e auto mutilação.

Tentativa de suicídio.

    Como vimos acima esses sintomas podem diagnosticar a depressão,
mas pode diagnosticar também a obsessão, e obsessores se utilizam
desses sintomas da depressão para agravar ainda mais o quadro da
pessoa depressiva, sempre com o intuito maior que é a de levar essa
pessoa ao suicídio,. que seria o maior objetivo dos obsessores.

    E porque esses obsessores tem esse objetivo?

    Sabemos que somos um espírito, e que no momento estamos
encarnados, e sabemos também que como encarnados somos falhos demais,
essas nossas falhas nos faz dar aberturas a obsessores, essas
aberturas dão a esses obsessores energias, energias essas que faz com
que esses obsessores levem mais e mais maldades a nosso planeta.

    Só que obsessores e vampirizadores desejam algo maior que só levar
essas maldades a nossos irmãos, eles desejam escravizar as almas
deles, e um modo mais concreto para isso é fazer com que as pessoas
tirem por vontade própria o seu bem maior, ou seja a própria vida.

    O suicídio é a grande arma para obsessores e vampirizadores terem
sempre escravos a seu domínio, e a depressão é o melhor caminho para
esses seres chegarem ao objetivo final, pois ela, a depressão, faz com
que as pessoas percam toda e qualquer ligação com seu bem maior, a
vida dada pelo Pai Maior, nosso amado Deus.

    Muitas pessoas mal informadas tem como praxe em dizer que a
mediunidade pode trazer depressão, porém isso é inexistente, todo tipo
de depressão, todas as formas da doença podem ser tratadas em uma casa
de Umbanda, com o médium fazendo seu desenvolvimento mediúnico e
espiritual de forma correta e honesta, frisando que em casos de
depressão físico mental, a Umbanda e o desenvolvimento auxiliam
extremamente, porém nunca podemos deixar o tratamento médico terreno,
um especialista no caso é essencial.

    Consideremos a mediunidade como recurso de evolução e a depressão
como uma doença cuja causa repousa nas velhas atitudes morais do
médium.

    Mediunidade não causa depressão. Entretanto, é frequente
encontrarmos médiuns portadores de sintomas depressivos. Nesse caso, a
aplicação da mediunidade ou, como é mais conhecido, o desenvolvimento
mediúnico pode ser terapêutico, amenizando as dores do deprimido.
Apenas amenizando-os, fique claro! Ainda assim, a cura da depressão
não virá do exercício mediúnico e sim da reeducação emocional do
deprimido por meio da mudança de condutas que alicerçam o núcleo moral
da depressão.

    Finalizando, a depressão é realmente uma doença grave, devemos
entender que ela pode nos levar as mais profundas tristezas, e que
essas tristezas que temos são utilizadas por obsessores para diversos
fins, principalmente para nos levar ao suicídio. Portanto devemos
buscar um diagnostico coerente, um tratamento médico terreno, e um
tratamento espiritual, para nos fortalecer e não deixar jamais que
obsessores se usufruem dessa nossa fraqueza para tomar nossas almas,
e assim nos deixar eternamente nas mãos desses vampirizadores.

    Devemos erguer nossa fé, crer no Pai Maior, em seus Anjos e nas
Entidades de Luz, que assim certamente teremos forças para a mudança
em nós mesmos, e assim vencer a depressão e os obsessores.

    Uma luta é vencida com muita boa vontade, entendimento, fé em
Deus e em nós mesmos.

    Lute sempre para vencer a depressão, nem ela nem obsessores tem
mais poder do que sua fé e sua força de vontade.

    Reflita!

Carlos de Ogum.
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