segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 45 comentários

Poema as Ibeijadas da TUPOM - Por Carlos de Ogum. Revisão: 2017



    Com a presença de novas divindades da linha de Ibeijada na Coroa
de alguns de nossos amados Médiuns, que por merecimento, através do
desenvolvimento mediúnico, voltamos ao poema postado em nosso blog no
dia 10 de setembro de 2015 para revisar e acrescentar nele o
complemento que falará dessas doces crianças de Umbanda, na qual nos
deram o imenso prazer de nos fazer companhia em nossas Correntes
Espirituais e em nossas sagradas Giras.

    Agradecemos a Deus, a Oxalá e a todos os Orixás a benção de termos
esses amados seres de luz em nossa caminhada.

Pai Carlos de Ogum.
Terreiro de Umbanda Pai Ogum Megê.
Mentor: Vovô Rei Congo das Almas.



**********************************************************************


Em um dia de grande festa e luz,
essas crianças eu vi brincar,
trazendo a alegria do menino Jesus,
crianças de Umbanda que nos fazem amar.

Tem no rosto um sorriso aberto,
no coração a caridade e amor,
elas vem tanto do mar como do deserto,
da cachoeira ou de um jardim de flor.



São  as amadas crianças de Umbanda,
que vem trabalhar em nosso Gongá,
com carinho vem trazendo sua banda,
todas trabalhando em nome de Pai Oxalá.

São amadas e nos fazem rir bastante,
nos trazendo paz ao coração,
com suas caretas e travessuras gigantes,
elas vem brincando e nos dando proteção.



Choram e gritam, dando até gargalhada,
fazendo sempre seus trabalhinhos,
nossas crianças, nossas queridas Ibeijadas,
correndo, pulando e cantando como os passarinhos.

Cada uma vem na Umbanda para saravá.
jogam bola, brincam de carrinho e de boneca,
sempre respeitando a luz do Gongá,
mesmo sendo aquela criança a mais sapeca.



Seja de Ogum, Oxum, Iansã ou de Iemanjá,
de Oxossi, Nanã, Xangô, Omulú ou de Obaluaiê,
não importa a irradiação do Orixá,
elas vem para abençoar e proteger a você.

Em nossa roça as crianças podem brincar,
pipocas, frutas, doces ou balas todas vão comer,
depois sentadinhas seu guaraná tomar,
diversão, alegria e felicidade aposto que vão ter.



São crianças tão belas meigas e carinhosas,
que agora nessas linhas vou apresentar,
com seus trabalhos de grande forças poderosas,
em nossa casa sempre vem nos ajudar.

A linda Aninha Estrelinha do Mar,
sempre atenta a tudo que acontece no Terreiro,
a ela peço para me abençoar,
e que nos livre de todos os mandingueiros.



Ela vem sempre com cabelo amarradinho,
com suas fitas vermelhas para embelezar,
tem no coração muito amor e carinho,
e um sorriso que só nos faz encantar.

Tenho agora aqui a Mariazinha da Praia,
que na verdade temos a pequenina e a mocinha,
são duas com esse nome sacudindo a saia,
enquanto uma chora a outra parece uma sinhazinha.



A pequenina parece ser sempre envergonhada,
e a mocinha com olhar muito atento,
as Mariazinhas deixando a Umbanda encantada,
e a todos com o coração sem tormento.

A sapeca Rosinha menina linda de nosso Gongá,
com seu jeitinho meigo e sempre muito falante,
trabalha na linha de Obaluaiê, Omulú e até de Iemanjá,
nunca para, parecendo uma pipoca saltitante.



Ela sabe que tem como nos ajudar,
e com fala meiga assim sempre faz,
obsessores ela sabe enganar,
acabando com o mal e o bem ela sempre traz.

Zezinho, menino lindo e muito esperto,
vem na Umbanda e diz "vamos saravar",
conquista a todos com seu sorriso aberto,
esse é o Zezinho menininho das ondas do mar.



Quando chega se agarra no braço de alguém,
balançando pra lá e pra cá,
sempre diz assim seja ou amém,
de olhos fechadinho ajoelhado no Gongá.

Juquinha, negrinho que tímido apareceu,
desceu no terreiro com receio da sinhá,
mesmo assustado um pequeno sorriso deu,
entendendo que ele também faz parte desse Gongá.



Negrinho lindo de olhos arregalados,
sempre de roupa rasgada e de pés no chão,
esse é Juquinha protetor dos discriminados,
luz divina e esperança para todos os irmãos.

Joãozinho com esse nome temos dois no Terreiro,
sempre comendo frutas e bebendo guaraná,
Joãozinho das Matas, o pequeno Curumim guerreiro,
e Joãozinho de Xangô que ilumina nosso Gongá.



Um indiozinho com seu arco e flecha na mão,
o outro pequenininho tem a grande força da pedreira,
o caçador corajoso ele não tem medo não,
e o miudinho tem magia que não é brincadeira.

    Das forças das estrelas chegou mais uma luz,
uma menina meiga com fitas que enfeita toda a roupinha,
seu sorriso nos traz a paz do Senhor Jesus,
e o nome dessa menina é a linda Joaninha.



    Nela temos a fé e a esperança,
que reina no céu de Pai Oxalá,
nos encanta com seu jeitinho de criança,
Joaninha menina linda de nosso valoroso Gongá.

    Com suas pedrinhas mágicas ele apareceu,
e nosso Gongá iluminado ficou,
é o mais novinho menino que Deus nos concedeu,
e a força de Pai Xangô ele demonstrou.



    Magia do bem ele faz para curar,
usando suas pedrinhas abençoadas por Jesus,
esse menininho não tem como não amar,
trazendo paz, esperança, amor e luz.

Agora vamos falar de um menino esperto e corajoso,
que é sapeca, carinhoso, travesso e brincalhão,
ele também é amigo, fiel e muito amoroso,
e carrega todos que ama dentro do coração.



Seu nome é Cosmezinho e Oxum é sua irradiação,
aquele que vive brincando com a ponta do nariz,
vê todas as crianças assim como um irmão,
fazendo de suas brincadeiras um modo de nos fazer feliz.

Cosmezinho é o menino que puxa o trem da diversão,
trazendo a Rosinha, Mariazinha, Joãozinho para fazer a festa,
vem a Aninha, Juquinha e Zezinho lhe dando a mão,
todos juntinhos dançando e cantando seresta.



Sua força maior está dentro do coração,
nunca nunca deixa um amigo chorando e com dor,
ele se faz de desentendido mas é um espertalhão,
e entende muito bem a diferença de ódio e de amor.

No pontinho riscado ele sempre faz questão,
de brincar e mostrar que é muito companheiro,
desenhando vassourinhas, pelinhos e até um pezão,
assim ele demonstra seu amor por todos os filhos do Terreiro.

De azul ele vem dos pés a cabeça,
mostra a esperteza de Oxossi e força de Ogum,
mas independente de tudo que aconteça,
é meigo e amável como sua mãe Oxum.

Essas são as crianças amadas de nosso Terreiro,
crianças que com brincadeiras nos abrem caminhos,
são todos graciosos, amáveis e companheiros,
com esses Anjos sabemos que não estamos sozinhos.

A cada trabalhinho feito acende uma luz,
estendendo suas mãozinhas a mim e a você,
são Ibeijadas as crianças de Jesus,
que para nossa felicidade estão no Terreiro Pai Ogum Megê.



Salve as Ibeijadas!

Salve as Crianças de Umbanda!

Carlos de Ogum

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017 33 comentários

Poema aos Caboclos e Caboclas da TUPOM. Por: Carlos de Ogum.



Na mata linda verdejante,
um Caboclo vi passar,
corria para se entregar a caridade,
caridade da Umbanda de Pai Oxalá.

Suas flechas eram como raio que cortavam os céus,
seus olhos eram como estrelas a brilhar,
Caboclos protegidos por mantos e véus,
proteção nos davam assim como poder de amar.



Cresceu a vontade de com eles estar,
e sentir aquela grande proteção,
nas danças, rezas e passes com seus dedos a estalar,
os caboclos assim nos estendiam as mãos.

Falo de uma irradiação muito bela,
que em nosso terreiro se mostrou,
brilhantes como a Lua em aquarela,
Deus assim esses Caboclos nos apresentou.



Guerreiro de força sem igual,
que com sua luz crianças curava,
com sua fé fenomenal,
e o o poder de Deus o abençoava.

Irradiava uma intensa luz,
e na aldeia tudo isso virou fato,
sabiam que ele era protegido de Jesus,
Esse é nosso amado Caboclo Rompe Mato.



Com a proteção de Mãe Iemanjá,
essa Cabocla nasceu,
abençoada por cada Orixá,
nas matas e perto do mar cresceu.

Uma bela e grande guerreira se transformou,
mesmo sendo ainda uma jovem menina,
pela sua tribo e por nós sempre lutou,
essa é a linda Cabocla Janaína.



Esse Caboclo protege a entrada de nosso Terreiro,
e com ele traz a força de Omulú e Oxalá,
sempre contamos com esse grande companheiro,
pois ele está sempre presente em nosso Gongá.

Sua força é realmente divina,
e com ele obsessores não me consome,
nas Giras ele nossa casa ilumina,
esse é o guerreiro e Arranca Toco é seu nome.



Uma beleza sem igual essa Cabocla tem,
uma luz divina para nos encaminhar,
com ela podemos dizer axé, saravá e amém,
que essa Cabocla tem o poder de amar.

Sua força está na mata e floresta,
amazonas guerreira e caçadora de ema,
no terreiro dança como na tribo em festa,
essa é a bela e maravilhosa Cabocla Jurema.



Nossa casa tem uma luz grandiosa,
que os Caboclos trazem com amor,
das matas e de áreas montanhosas,
esse Caboclo nos ajuda não importa como for.

Ao se apresentar mostra uma grande força do bem,
com suas magias com ervas raízes e castanhas,
com essa força nenhum espírito sem luz vem,
esse é o poderoso Caboclo Sete Montanhas.



O Terreiro com sua chegada fica mais iluminado,
e traz para nós a força da noite em nosso Gongá,
quando se aproxima me sinto muito abençoado,
como se estivesse recebendo a força do próprio Pai Oxalá.

Sete contas no céu o brilho resplandece,
e suas bençãos nos dá a sensação de poder voar,
em nossa casa sua presença nos enobrece,
esse é o Caboclo Sete Estrelas que sempre está a nos abençoar.



Guerreiro poderoso e chefe de tribo valente,
e as matas dominava fazendo de suas servas,
dom de comandar as árvores e o fogo ardente,
caçador supremo conhecedor de curas e ervas.

Suas flechas voavam do arco em suas mãos,
rezando nas cachoeiras, pedreiras e florestas,
lutando sempre pela a paz de seus irmãos,
esse grande guerreiro tem o nome de Caboclo Sete Flechas.



Cacique poderoso chefe de toda a tribo,
no Terreiro ele vem para obsessores encaminhar,
esse guerreiro todos os dias estará comigo,
auxiliando nossos trabalhos e as Giras levantar.

Seus passes são uma limpeza divina,
que a todos  nós concedeu Deus nosso Pai,
suas Correntes e conselhos sempre nos ensina,
que um filho de Umbanda com fé e caridade nunca cai.

Da linha dos Caboclos ele é chefe de Coroa,
juntamente com a chefia de Rei Congo e o Mestre Tranca Ruas,
na floresta linda sobre uma fina garoa,
lá vem o nosso amado cacique Caboclo Sete Luas.



Abençoados seremos todos nós,
com a força da floresta ou das águas da cascata,
sabemos que assim nunca estaremos sós,
pois sempre teremos a proteção desse povo da mata.

A cada passe dado a um filho da casa,
a cada conselho a um amigo consulente,
seja uma reza com ervas ou mesmo brasa,
tudo com nossos Caboclos se torna excelente.

Eles vem com a força de Deus e de Oxossi nosso Orixá,
e sem distinção protege a mim e a você,
estão sempre dispostos a iluminar nosso Gongá,
o Gongá do Terreiro de Umbanda Pai Ogum Megê.



Salve os Caboclos do TUPOM !

Okê Caboclos e Caboclas !


Carlos de Ogum

terça-feira, 10 de janeiro de 2017 33 comentários

A História de Chico Xavier

                   

    Francisco Cândido Xavier, ou simplesmente Chico Xavier.

    Quem nunca ouviu falar esse nome?

    Quem nunca se admirou em saber dos feitos desse ser de luz?

    Quem nunca, pelo menos por curiosidade, não parou para ler e
refletir sobre as coisas que Chico Xavier psicografava?

    Qual líder de outras religiões não tentava entender sobre esse ser
humano diferenciado?

    Chico Xavier foi e sempre será um caminho a ser seguido pelas
pessoas que buscam na espiritualidade um modo de demonstrar a
religação com Deus.

    E tudo isso começou quando esse amado ser deu seu primeiro choro
ao nascer, e isso foi no ano de 1910 exatamente no dia 2 do mês de
abril, na pequenina cidade de Pedro Leopoldo no estado de Minas
Gerais.

    Quando esse divino menino completou seus 5 anos de idade, a sua
mãe, a respeitável e amável senhora Maria João de Deus, infelizmente
desencarnou. Com isso o seu pai, o senhor João Cândido Xavier, sem
recursos para sustentar seus nove filhos, se viu obrigado a deixá-los
na casa de parentes e amigos. O pequeno menino Chico foi levado para a
casa de sua madrinha, mulher de coração ruim e personalidade duvidosa.

    Nos dois anos que Chico Xavier morou com a madrinha foi
extremamente infeliz, sendo surrado, humilhado e maltratado.

    A madrinha era por demais nervosa, e Chico não podia cantar,
brincar ou mesmo correr pela casa, que era severamente repreendido por
ela. Ela gritava, xingava, batia e beliscava fortemente a pobre
criança.

    Certa vez depois de ser castigado e humilhado, o menino Chico foi
se esconder no fundo do quintal, e lá lembrava de sua mãe querida, e
por meios de choros, soluços e muitas lágrimas, o pobre menino naquele
momento viu a seu lado dona Maria João de Deus, que irradiava uma luz
muito brilhante, e Chico Xavier disse com lágrimas nos olhos:

    "Mãe, é minha querida mãezinha. Minha amada mãe, que alegria ver a
senhora de novo. Quantas saudades tenho da senhora minha mãe."

    E a mãe de Chico responde com um olhar sereno e maternal:

    "E eu de você, meu adorado filho. Porém lembremos que Deus é amor,
e ele me permitiu que eu viesse até aqui. Vamos, não chores mais."

    Mas Chico em derradeiras lágrimas diz:

    "Eu quero ir embora com a senhora minha mãe, deixa eu ir, por
favor."

    E Dona Maria de Deus, respondendo como uma mãe carinhosa diz a
Chico:

    "Tenha paciência meu filho, lembre-se que o sofrimento nos deixa
mais fortes, mas tudo há de ser resolvido. Sabe amado Chico, eu vou
humildemente pedir ao Senhor Jesus, que conceda que um Anjo bom tome
conta de você. Prometo que você e seus oito irmãos em breve se
sentirão mais felizes. E agora meu amado filho, adeus!"


    E assim a mãe amada se foi, deixando a promessa que fizera a
Chico.

    Um pequeno tempo se passou, e dona Maria João de Deus cumpriu a
promessa feita a seu filho. O pai de Chico, meses depois, casou-se com
a jovem Cidália Batista, na qual passou a se chamar Cidália Batista
Xavier, que na época tinha 19 anos. A jovem era muito bondosa,
carinhosa e responsável, e sendo assim, a primeira coisa que dona
Cidália fez foi reunir em torno de si os nove filhos de seu marido, e
junto a eles sempre dizia:

    "Uma criança deve aprender a ler e a escrever, e sempre ficar
junto a sua família."

    E assim sendo, além de reunir os irmão, ela os matriculou no
Grupo Escolar, mas infelizmente não havia dinheiro para comprar
livros, cadernos, lápis, borrachas, lápis de cor. Dona Cidália então
teve uma bela ideia, inteligentemente pediu ao marido que fizesse uma
horta no fundo do quintal, e assim venderiam os legumes e verduras e
com o dinheiro comprariam os materiais escolares necessários.

    E assim foi feito, e após um tempo, lá estava Chico com seu cesto
de legumes e verduras na mão, gritando com todo ar de seus pulmões,
oferecendo a todos as maravilhas que a Mãe Natureza concedeu a eles.

    Chico Xavier sempre voltava para sua residência com o cesto vazio,
e o material escolar foi comprado, até com sobra.

    Quando passou para o terceiro ano do curso primário, Chico com
apenas onze anos de idade, empregou-se na fábrica de tecidos de Pedro
Leopoldo, e assim o tempo foi passando, e a família de Chico
aumentava, várias crianças nasceram do novo casamento de seu pai.

    Chico estudava pela manhã, e as três horas da tarde ia para a
fábrica carregando nas mãos seu jantar na marmita. Ele saia da fábrica
as duas horas da madrugada, e ia correndo para casa para poder
descansar, para que assim tivesse forças para um novo dia.

    Quando recebeu o diploma do curso primário, Chico parou com os
estudos, pois tinha que trabalhar para ajudar a grande família. Chico
era um rapaz exemplar, era ainda católico assim como toda a sua
família, mas iria agora presenciar um fato que iria modificar o rumo
de sua vida.

    Foi no mês de maio do ano 1927, que uma de suas irmãs ficara
muito doente. A jovem com um olhar vazio, trêmula, rindo e chorando
sem parar, dizendo coisas absurdas, sem sentido. Ninguém sabia a
causa, nem mesmo os médicos terrenos da época.

    O pai de Chico, estando desesperado, lembrou-se de uma fazenda na
qual nela vivia um homem denominado como médium por todos da região, o
nome desse médium era José Hermínio Perácio, e esse médium era
conhecido por fazer curas milagrosas.

    Senhor Perácio foi trazido até Pedro Leopoldo, levado até a irmã
de Chico, e ao vê-la foi logo dizendo:

    "Eu já tratei de muitos doentes assim, e graças a Deus todos
ficaram curados. Não se preocupe senhor João Cândido, sua filha vai
ficar boa, eu e minha esposa Carmem, vamos tratar dela."

    Assustado, o senhor João Cândido pergunta:

    "O que ela tem senhor Perácio, porque está tão perturbada assim?"

    E senhor Perácio responde com conhecimento de causa:

    "É um espírito sofredor, que a faz gritar, rir e chorar. O caso
não é tão grave senhor João."

    "E o que eu devo fazer senhor Perácio?" Pergunta senhor João um
tanto desesperado.

    "O senhor deve levar sua filha agora mesmo para minha fazenda, lá
trataremos ela, e certamente voltará sem esses obsessores." Respondeu
o médium com firmeza.

    E assim foi feito, a irmã de Chico Xavier vai para a fazenda de
senhor Perácio e de sua esposa senhora Carmem. Após um mês e meio de
tratamento espiritual, a moça retorna para casa em companhia de senhor
Perácio e de sua esposa que também era médium desenvolvida.

    Foi aquela correria, todos vieram para recepcionar a jovem, e
felizes diziam:

    "A irmã de Chico voltou pessoal, e ela está curada."

    E foi uma alegria geral. Seu Perácio e dona Carmem, ficaram vários
dias, a pedido do povo, em Pedro Leopoldo em companhia de seus novos
amigos. E como não havia um grupo espírita sequer na cidade, seu
Perácio, dona Carmem, os filhos do pai de Chico, e muitos amigos,
resolveram criar o Centro Espírita Luiz Gonzaga. E na reunião do dia
oito de julho de 1927, dona Carmem, para com os olhos fixos em um
ponto do ambiente, e de repente dissera que estaria vendo um espírito
de luz, e esse expressa o desejo de escrever pela mão de Chico a
mensagem que ele estaria ali para relatar.



    Chico Xavier já tinha 17 anos de idade, e com carinho aceitou a
recomendação dada por dona Carmem.

    A senhora Josefa Barbosa Chaves, ao verificar o acontecimento, foi
logo buscar lápis e papel, e o material foi entregue a Chico, que sem
se opor foi logo escrevendo. A mão de Chico em uma rapidez sublime não
parava, e assim escreveu dezessete páginas, e essa primeira mensagem
psicografada por Chico Xavier trazia a seguinte assinatura:

"UM ESPÍRITO AMIGO."

    Uma semana depois foi constatado outro fato muito importante, dona
Carmem viu, enquanto estava em oração, uma grande quantidade de livros
no ar, pairando sobre a cabeça de Chico Xavier, mas ninguém
compreendeu o que significava aqueles livros. Mas certamente era um
aviso sobre a demonstração de literatura psicografada que viria pela
frente.

    O rapaz Chico Xavier, mais tarde, haveria de escrever livros com
os espíritos de luz, e o que realmente aconteceu.

    A primeira pessoa que viu o espírito guia de Chico Xavier foi dona
Carmem, e o espírito dizia se chamar Emmanuel, e possuía uma imensa
luz, muito brilhante.

    Quatro anos depois, no ano de 1931, quando já tinha 21 anos de
idade, foi só então que Chico viu seu espírito guia, e assim ficou
sabendo que Emmanuel, em sua vida anterior, fora Manuel de Nóbrega, um
célebre jesuíta português, e ao tempo do Império Romano, o poderoso
Senador Públio Lentulus Cornelius, e esse através das mãos de Chico
Xavier escreveria sua história. Agora tinha uma missão a seu lado,
pois deveria iniciar sua literatura espírita, e o primeiro livro seria
Parnaso de Além Túmulo, que foi psicografado por Chico no ano de 1932,
e nele teria mensagens de diversos espíritos de poetas que usariam a
 mediunidade de Chico Xavier para passar suas mensagens poéticas, e
sendo assim, Emmanuel inicialmente trouxe a Pedro Leopoldo o espírito
de Guerra Junqueiro, grande poeta português, que tinha desencarnado no
dia 07/07/1923, e pelas mãos de Chico escreveu:

"Espalhemos a Fé, a Caridade e a Crença,
Tenhamos a noss'alma em delubros de luz,
E acharemos no fim da romaria imensa,
O sol primaveril da graça de Jesus!"

    Com Junqueira também vieram outros poetas, como o Poeta das
Estrelas, Casimiro Cunha, desencarnado no ano de 1914, que
maravilhosamente escreveu:

"Segui pois, irmãos terrenos,
Nessas trilhas luminosas,
Caminhai sempre serenos,
Entre lírios, entre rosas;
Entre os lírios da Bondade,
Entre as rosas da Ternura,
Espargindo a caridade,
Consolando a desventura.
Só assim caminharemos
Nessa eterna evolução,
E no Bem conquistaremos
A suprema perfeição."

    E por intermédio de Emmanuel, veio também mostrar sua poesia em
Pedro Leopoldo, o maravilhoso poeta Castro Alves, conhecido como "O
Poeta dos Escravos", que desencarnou com apenas 24 anos no ano de
1871. E as mãos ágeis de Chico Xavier escreveram assim:

"Quem o bem e a luz semeia
Nas fainas do evolutir:
Terá a ventura que anseia.
Nas sendas do progredir.
Uma excelsa voz ressoa,
No Universo inteiro ecoa:
"Para a frente caminhai!"
O amor é a luz que se alcança,
tende fé, tende esperança,
para o Infinito marchai!"

    E assim logo vieram também com suas poesias de luz, Casimiro de
Abreu, poeta fluminense desencarnado em 18/10/1860, Antero de Quental,
poeta português, desencarnado em 11/09/1891, Auta de Souza, poetisa
potiguar, desencarnada em 07/02/1901, Augusto dos Anjos, poeta
paraíba, desencarnado em 12/11/1914, Júlio Diniz, poeta português,
desencarnado em 12/09/1871, e outros mais, totalizando 14 poetas do
além. E a primeira edição foi publicada pela Federação Espírita
Brasileira graças a Manoel Quintão, que viu nesse livro um presente do
céu. O Parnaso, com 156 páginas, foi então publicado no ano de 1932,
causando um imenso impacto, conforme era o desejo de Emmanuel.

    Muitos jornais do pais comentaram o livro. Humberto de Campos, da
Academia Brasileira de Letras, foi o primeiro a confessar dizendo:
"Os poetas que Chico Xavier é intérprete, apresentam as mesmas
características de inspiração e de expressão."

    E Monteiro Lobato, criador do Sítio do Pica Pau Amarelo, o que
pensava de Chico?

    "Se o Chico produziu tudo aquilo por conta própria, então ele
pode ocupar quantas cadeiras quiser na academia."


    E outras edições do Parnaso foram feitas, claro acrescidas de
novos autores. E assim o livro que tinha 156 páginas, passou a ter
mais de 400. E desde os 21 anos de idade, sempre amparado por
Emmanuel, Chico Xavier não parou mais de psicografar, ou seja, de
escrever com os espíritos. E livros e mais livros foram espalhados por
todo território brasileiro, levando ao povo esclarecimentos sobre a
vida espiritual além de muito consolo, fé e esperança. Livros de
poesia, crônicas, contos, livros infantis, científicos, filosóficos,
religiosos. Mais de 500 espíritos escreveram com as mão de Chico
Xavier, milhões de volumes, do total de 412 livros psicografados, e
ele nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Reproduzia
apenas o que os espíritos lhe ditavam. Por esse motivo, não aceitava o
dinheiro arrecadado com a venda de seus livros. Vendeu mais de vinte
milhões de exemplares e cedeu os direitos autorais para organizações
espíritas e instituições de caridade, desde o primeiro livro.

    Seu primeiro livro, "Parnaso de Além-Túmulo", com 256 poemas
atribuídos a poetas mortos, causou muita polêmica entre os descrentes.
O de maior tiragem foi "Nosso Lar", com cerca de um milhão e trezentas
mil cópias vendidas, atribuído ao espírito "André Luiz", primeiro
volume da coleção que leva o nome deste. Em parceria com o médico
mineiro Waldo Vieira, psicografou dezessete obras. Uma de suas
psicografias mais famosas, e que teve repercussão mundial, foi a do
caso de Goiânia, em que José Divino Nunes, acusado de matar o melhor
amigo, Maurício Henriques, foi inocentado pelo juiz que aceitou como
prova válida, entre outras que também foram apresentadas pela defesa,
um depoimento da própria vítima, já falecida, através de texto
psicografado por Chico Xavier. O caso aconteceu em outubro de 1979, na
cidade de Goiânia, Goiás. Assim, o presumido espírito de "Maurício"
teria inocentado o amigo dizendo que tudo não teria passado de um
acidente.

    Em relação aos valores arrecadados com as vendas dos livros, Chico
sempre dizia que esses valores não lhe pertenciam, e por esse motivo
as doações aos necessitados, e com carinho e humildade, ele falava:
"Dai de graça o que de graça recebestes". E assim Chico caminhava
ensinando a todos o poder da caridade.

    Chico Xavier já estava com 49 anos de idade, sua saúde não estava
boa, pois trazia consigo as marcas da infância, na qual se desdobrava
no trabalho até as duas horas da madrugada, e isso fez com que seu
corpo físico ficasse bastante prejudicado. Com isso deveria mudar de
clima, e assim se transferiu para Uberaba, em Minas Gerais, onde vivia
o médico Valdo Vieira que feliz com a chegada de Chico lhe disse: "Foi
bom, Chico, que você viesse para Uberaba, já psicografamos o livro
Evolução em dois mundos, e agora juntos poderemos psicografar  muitos
outros".

    E assim seis anos depois, o médico disse: "Chico, precisamos
divulgar o espiritismo também fora do Brasil. Os livros que estamos
recebendo do além precisam ser lançados em outros países, façamos
juntos uma viagem, e vamos levar a consolação espírita a outros
povos."

    E lá foram eles, duas viagens foram feitas, a primeira no ano de
1965, quando fundaram nos Estados Unidos um centro espírita, e a
segunda no ano de 1966, quando foi lançado em inglês, o livro "Ideal
Espírita", psicografado por ambos.

    E quando voltaram a Uberaba, Valdo Vieira deu por terminado seu
belo trabalho ao lado de Chico Xavier.

    "Adeus Chico! Agora vou me dedicar a medicina. Talvez um dia eu
volte a Uberaba. Talvez..."

    E Chico Xavier ficou só, mas continuando seu trabalho de amor e
abnegação, e assim novos livros foram escritos, vários deles, alguns
em esperanto, inglês, francês, castelhano e até em japonês. Eles
formam uma biblioteca que já vai iluminando o mundo, e assim muitas
cidades, oficialmente, iam homenageando Chico Xavier. Homenagens essas
que ele, humilde, transferiu para o espiritismo.

    Chico é lembrado principalmente por suas obras assistenciais em
Uberaba, cidade na qual todos tinham imensa gratidão pelos atos dele.

    Nos anos 70, passou a ajudar pessoas pobres com o dinheiro da
vendagem de seus livros, tendo para tanto criado uma fundação.

    O mais conhecido dos espíritas brasileiros teve relevante
contribuição para expandir o movimento espírita no Brasil e encorajar
os espíritas a revelarem sua adesão à doutrina de Allan Kardec. Sua
credibilidade serviu de incentivo para que médiuns espíritas e
não espíritas realizassem trabalhos espirituais abertos ao público, e
assim diminuir um pouco o preconceito que líderes de outras religiões
pregavam a seus fiéis.

    Podemos ver um divisor de águas, o espiritismo antes de Chico
Xavier, e o espiritismo depois de Chico. Isso mostra a importância
desse ser iluminado dentro do nosso planeta, ser esse que sabia como
ninguém pregar o amor, a paz, a humildade e a caridade.

    Chico Xavier faleceu aos 92 anos de idade em decorrência de parada
cardíaca. Conforme relatos de amigos e parentes próximos, teria pedido
a Deus para morrer em um dia em que os brasileiros estariam muito
felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria
triste com seu desencarne.

    O Brasil festejava a conquista da Copa do Mundo de Futebol no dia
de sua passagem. Seis meses depois de sua morte, o livro "Na próxima
dimensão" foi psicografado e publicado. O livro afirma que Chico seria
a reencarnação de Allan Kardec, um tema muito polêmico e largamente
discutido nos centros espíritas brasileiros. Chico foi eleito o
mineiro do século XX, seguido por Santos Dumont e Juscelino
Kubitschek.

Algumas partes retirada da fonte:  Livro "Grandes Mestres da Humanidade"
de Patrícia Cândido - Luz da Serra Editora.

    "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."

    Que Francisco Cândido Xavier, nosso amado Chico Xavier, possa
continuar nos dando lições para nossa evolução espiritual.

    A Umbanda segue e respeita todos os preceitos desse ser de luz.

Carlos de Ogum



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016 41 comentários

A Importância de uma boa Corrente para a Gira de Umbanda

     




    Para o umbandista não há nada melhor do que estar em uma Gira,
pois nela sabemos que teremos nosso desenvolvimento mediúnico, nosso
desenvolvimento espiritual e assim estaremos buscando a evolução que
tanto desejamos.

    Mas para estarmos em uma Gira, e para que nossos erros de humano
não atrapalhem o caminhar de todo trabalho espiritual, devemos nos
manter em corrente, e essa corrente deverá ser intensa, sem tropeços,
sem nossos erros do dia a dia, sem os vícios, sem maus sentimentos,
sem vaidade, sem estar com pensamentos ligados a coisas alheias a
Gira.

    Devemos entender que a parte fundamental de uma boa corrente é a
concentração, devemos nos concentrar e buscar todas as energias boas
do ambiente, e essa colocação deve ser não somente para os médiuns
trabalhadores da casa, mas para todas as pessoas envolvidas ali
naquele momento, como a assistência, consulentes, ou mesmo pelos
visitantes curiosos. Isso é fundamental para o bom desenvolvimento dos
trabalhos da casa, e claro também para manter a boa vibração das
energias do ambiente.

    Certamente muitas pessoas que frequentam terreiros de Umbanda já
ouviram falar a seguinte frase:  vindas dos Zeladores, pais e mães
pequenos da casa: "Olha a corrente irmãos, vamos concentrar". E será
que todos os envolvidos no trabalho, sendo filhos da casa ou
consulentes, sabem realmente o que significa essa frase?

    Na realidade quando um Zelador, sendo esse Zelador bem preparado,
chama a atenção para a corrente, certamente é porque ele sentiu uma
diminuição na energia do ambiente, essa energia espiritual vem através
dos bons fluídos emanados pelos sentimentos, pensamentos e
concentração, que devem ser mantidos pelos médiuns de uma forma
elevada, para manter os trabalhos em um nível elevado, e assim
auxiliar toda a casa, e claro ter uma auto preservação.

    Em uma Gira devemos estar ligados por um mesmo ideal, esse ideal é
o amor, a paz e a caridade, dentro da Umbanda isso é a base de tudo.

    Criada essa ligação espiritual através de uma concentração
constante e limpa, teremos a possibilidade de nos mantermos em união e
assim as boas energias serão atraídas para o ambiente, e assim o
trabalho de caridade flui, pois todas essas energias somadas atuam em
todo o grupo (médiuns e consulentes), e com a sua força já iniciam uma
atuação do bem, trazendo auxilio aos que necessitam, desde que essas
pessoas estejam em estado de recepção, em concentração no ritual, e
claro ansiando em receber o bem.

    Um detalhe a ser colocado, é que se a corrente estiver em estágio
abaixo do esperado, ou chamada corrente fraca, as pessoas com
pensamentos confusos, dispersos, distraídos, ou com maus pensamentos,
então um caos poderá se implantar, podendo ocorrer ataques de
entidades inferiores que sempre esperam uma oportunidade para
atrapalharem os trabalhos e até fazerem o mal as pessoas ali
presentes. Por esse motivo que devemos estar muito atentos com nossos
sentimentos e pensamentos dentro de uma Gira.

    É de extrema responsabilidade de todos a ideia de não quebrar a
corrente mediúnica, todos temos que ter a conscientização que devemos
buscar sempre o objetivo principal além do ritualismo, que seria a
coesão e a uniformidade da corrente, e assim manter a sustentação
vibratória através da mediunidade.

    Sabemos que quando ocorre uma quebra de corrente é porque alguns
componentes dos trabalhos estavam desconcentrados. E também em alguns
casos no qual o médium se encontra com problemas e fatos externos, que
faz com que ele tenha interferências espirituais que influencia
negativamente sua concentração, esse médium deve ser afastado da
corrente provisoriamente, para que assim possa ser atendido
espiritualmente, e obter tempo necessário para refletir sobre seus
atos, ações e logicamente sobre seu estado mental, para que assim
possa mudar sua condição emocional e psicológica que por ventura está
lhe atrapalhando como trabalhador mediúnico de uma sagrada corrente.

    Para algumas pessoas frequentadoras das Giras e Correntes é tudo
muito simples, porém para outras é um verdadeiro nervosismo, o medo de
fazer algo errado, de quebrar a Gira, de trazer espíritos sem luz para
dentro dos trabalhos, fazem dessas pessoas alvos mais fáceis, pois
certamente obsessores prestam muita atenção nessas personalidades mais
fracas, pessoas que tem maus sentimentos, pensamentos mesquinhos.
invejosos, enfim, os que trazem vícios destruidores para dentro dos
trabalhos.

    Sempre é recomendado a seguinte maneira de  se por para sermos
bons trabalhadores mediúnicos:

    Em um dia de Gira devemos nos preparar antes mesmo de chegarmos no
terreiro. Devemos seguir algumas recomendações, que certamente trará
grande ajuda a nossa concentração e nosso trabalho, assim como essas
descritas abaixo:

1º Devemos ter na consciência a alimentação, preferencialmente
sem carnes vermelhas, ou muita quantidade de comida antes da Gira.

2º A limpeza de aura e corpo é essencial, podendo ser com um banho de
ervas recomendada pelo Mentor da casa.

3º Evitar contatos íntimos 24 horas antes, e 24 horas após a Gira.

4º Evitar debates e discursões. Se não tem algo de bom a falar, melhor
coisa é o silêncio.

5º Manter, no caso de médiuns, suas roupas sempre limpas, a sujeira
eleva as energias dos Kiumbas e Zombeteiros.

    Já dentro do terreiro, evitar as conversas desnecessárias, conversa
do dia a dia, reclamações, amarguras, amarguras alheias, ficar
observando roupas de um ou de outro, comentários maldosos.

    Tente buscar desde a sua entrada no terreiro captar as forças que
ali existem, e que foram criadas pela luz intensa das Entidades
divinas.

    E para que consiga captar essas energias devemos sempre evitar as
conversas desnecessárias, a introspecção, a observação de seus
próprios pensamentos ao invés de ficar observando o comportamento
alheio, pois mesmo que esses sejam seus irmãos de corrente, quem tem
como obrigação de observar isso é o Zelador de Santo auxiliado pelo
Pai e Mãe pequenos, e devem fazer essa observação para saber se esses
irmãos estão trabalhando de acordo com a pretensão da casa, ou seja,
do Terreiro e de suas Entidades de Luz.

    É recomendado nesse momento de introspecção o médium ficar de
olhos fechados, para que assim possa ir sentindo, não o que ocorre em
sua volta de uma forma física, mas sim sentir as forças espirituais,
que da mesma forma está também lhe rodeando.

    Devemos estar relaxados o máximo possível, para que assim possamos
expandir nossa aura em volta de nosso corpo, e assim a sensibilidade
para outros planos seja muito mais facilitada.

    Nesse momento já podemos tentar buscar um contato com nossas
Entidades protetoras, ainda que sem incorporação, claro, e isso deve
ser feito através de orações, e dessa forma essas Entidades chegarão
até a Coroa do médium, para que fiquem bem próximas por todo tempo da
Gira.

    Devemos manter a corrente firme e dessa forma podermos usar as
energias do terreiro com a finalidade de melhora dos dons que
obtemos, porém muitos médiuns não são estimulados a essa troca de
energia, e nem imaginam que essa maravilhosa força cedida pelos
terreiros facilitam o intercâmbio entre o médium e o mundo astral que
cobrem as casas de Umbanda e todas as Entidades de Luz que ali estão
para trazer a paz, o amor e a caridade.

    Ao iniciar se deve manter em estado de relaxamento mental,
tentando buscar a essência de cada ponto cantado, tente levar para sua
mente o que esses pontos dizem, pois eles tem como objetivo desviar a
mente dos médiuns dos problemas que os envolvem no dia a dia, e assim
fazer que se concentrem suas mentes nos rituais que virão a seguir,
pois as letras dos pontos cantados nos induzem a imaginar imagens de
Entidades, de lugares e situações que fortalecem a nossa fé e crenças,
sendo assim nos dão a certeza de estarmos assistidos por nossos
protetores espirituais, e com isso nossas mentes estarão sempre
ocupadas com pensamentos e mentalizações positivas, evitando se deixar
levar pelos problemas, pelo cotidiano, por pensamentos negativos.

    Dessa forma sua mente estará trabalhando em favor das energias
positivas que vão agir sobre a própria mente, o corpo físico, e
logicamente sobre o estado psíquico. E isso acontecendo, certamente sua
aura estará muito mais relaxada, expandida, e consequentemente mais
propenso a sensibilidade, fazendo com que as incorporações se torne
facilitadas, menos traumáticas e muito mais segura.

    Com todo esse preparo para não quebrar a corrente, e com sua mente
voltada a criação de imagens de teor positivo, e com a proteção das
Entidades de Luz, que já captamos anteriormente, os espíritos sem luz,
os obsessores, terão extrema dificuldade de adentrar na coroa do
médium, tornando assim a Gira e a corrente extremamente segura.

    O médium nunca deve se esquecer de ter assiduidade e compromisso
com sua casa, ter caridade em seu coração, amor e fé em sua mente e
espírito, e saber que a Umbanda é uma prática que deve ser vivenciada
no dia-a-dia, e não apenas no terreiro.

    Uma das regras básicas da umbanda para se manter a corrente firme
é que a mediunidade não deve ser vista ou vivenciada vaidosamente como
um dom ou poder maior concedido ao médium, mas sim como um compromisso
e uma oportunidade que lhe foi dada para resgate cármico e expiação de
faltas pregressas antes mesmo da pessoa reencarnar. Por isso não deve
ser encarada como um fardo ou como uma forma de ganhar dinheiro, mas
como uma oportunidade valiosa para praticar o bem e a caridade.

    Mediunidade é coisa séria e participar de uma corrente mediúnica,
mais ainda, é preciso que entendam seus deveres e obrigações e faça
cada um a sua parte, e que sejamos conscientes de que nem todos somos
médiuns de incorporação, e não é porque não estamos trabalhando
incorporados que não devemos ser atentos aos deveres que nos competem.

    Finalizando, devemos ter a consciência de que se formos médiuns
trabalhadores de uma casa, muitos consulentes ali estarão em busca de
auxílio, e se não estivermos em condição de manter a corrente firme,
esses consulente podem sair dali com mais cargas negativa do que
quando chegaram, da mesma forma também nossos irmãos de corrente e
logicamente nós mesmos.

    Por esse motivo é tão importante um bom preparo antes das Giras, e
mais importante ainda o controle emocional, o controlar sentimentos e
vícios, o pensar e o agir dentro dos terreiros, antes e depois das
Giras e Correntes.


    Que Deus, Oxalá, todos os Orixás e todas as Entidades de Luz nos ajudem a manter firme a corrente, a Gira, a caridade. 

Amém!

Carlos de Ogum



terça-feira, 20 de dezembro de 2016 55 comentários

Mensagem para o fim de ano de 2016 - por Carlos de Ogum

   

    Amado e poderoso Deus, Pai Supremo de todos Orixás e todas
Entidades de Luz. Senhor absoluto de todo o universo, protetor divino
de todos nós.

    Estamos findando mais uma etapa de nossas vidas. Mais um ano que
se vai. Mais uma era que se passa.

    E com a passagem desse ciclo, venho mais uma vez humildemente a
teus pés agradecer por mais esse obstáculo vencido.

    Agradecer meu Sagrado Pai, por todas as bençãos recebidas por ti
esse ano.

    Agradeço Pai por um novo raiar do dia, que nos da esperanças para
lutarmos, por tentar buscar a evolução e, quem sabe um dia, sermos
melhores seres, para assim podermos ser dignos de ser filhos do Senhor
meu Deus.

    Agradeço Senhor pela noite estrelada que iluminou e velou nosso
sono, nos fazendo descansar o corpo, a mente e o espírito.

    Agradeço também, meu Pai, o perfume das flores, o brilho do Sol, a
Lua que encanta, as chuvas que nos trazem água, pelos ventos que nos
refrescaram, pelas águas que mataram nossa sede e pelo pão de cada
dia.

    Devo abaixar a minha cabeça, Senhor e, de joelhos, agradecer
profundamente todas as dores que passei, que me mostraram grandes
lições e ensinamentos nesse ano.

    Agradeço pelas pedras em meu caminho, pedras que aprendi a desviar
e me manter firme rumo a evolução.

    Agradeço pelas lágrimas que perdi intensamente, fazendo assim
lavar minha alma e meus pecados.

    Agradeço pelos pedidos aceitos, e principalmente pelos não aceitos
por ti. Pois foram esses que me mostraram que devia tomar outros
caminhos para crescer espiritualmente, entendendo que não era do meu
merecimento recebê-los.

    Agradeço, Pai Divino, pelos inimigos que afastasse de mim, e pela
aproximação dos amigos de luz.

    Agradeço cada palavra que enviaste através das Entidades de Luz,
para que eu servisse de mensageiro e assim pudesse levar um pouco de
esperança a todos irmãos que nos procuravam.

    Agradeço, meu Pai, o retorno de cada irmão em agradecimento a essas
Entidades maravilhosas, que por todo ano levaram caridade a todos nós.

    Agradeço a cada obrigado, a cada lágrima de emoção, a cada notícia
de nascimento das criancinhas desenganadas pelos doutores de terra, e
que vieram ao mundo com saúde, após um longo trabalho de interseção de
nossas amadas Entidades de Luz junto a ti, fazendo com isso que minha
alma brilhasse e me dando forças para continuar, pois a cada lágrima
emocionada que deixava rolar, era a certeza de que nosso trabalho dava
frutos maravilhosos.

    A Deus, nosso Pai Maior, aos Orixás e todas as Entidades de Luz,
ofereço tudo que fiz nesse ano.

    Todas as coisas que pude construir, todas as coisas que por minhas
mãos passaram, todos os trabalhos de caridade realizados, todas as
palavras ditas, toda a luz na escuridão, todas as esperanças cedidas,
todas as perguntas respondidas.



    Amado Deus,
nesse momento lhe entrego todos os irmãos que junto a mim buscaram
fazer a caridade.

    Entrego-lhe também todos os amigos que nasceram por todo esse ano,
juntamente com os antigos, pedindo proteção e compreensão a todos.

    Entrego-lhe, Senhor, todos os amigos que estão pertinho de mim, mas
também quero lhe entregar os que estão distantes, mas mesmo assim
mostram o carinho, a atenção e o amor que emana em seus corações.

    Peço sua proteção, Senhor, para todos que me estenderam as mãos nas
minhas fraquezas, e peço por todos que um dia buscaram minhas mãos
para se erguer.

    Agradeço, meu Pai, a sua intervenção a cada instante que me sentia
perdido, sem rumo, sem esperança, sem fé, sem saída.

    Pai amado, sei que agradecer é algo divino, porém me vejo na
obrigação de continuar de joelhos, e assim lhe pedir perdão.

    Perdão pelas palavras mal ditas,
pelo tempo desperdiçado com coisas inúteis,
pelas coisas supérfluas que me fizeram ter gastos desnecessários,
pela minha falta de compreensão com fatos que na minha visão falha,
eram irrelevantes,
pela falta de paciência constante,
pela oração mal feita, ou pela oração não feita no momento correto,
pela falta de palavra a um irmão em um momento que eu achei que meus
problemas eram maiores,
perdão por eu ter pedido mais que meu merecimento, e não ter
agradecido o suficiente por algo que recebi,
perdão pelas reclamações desnecessárias,
perdão pelo mal humor que me consome,
perdão por não colocar em prática todos os dias a missão de rezar por
um irmão necessitado,
perdão por eu sentar a mesa e fazer minhas refeições e esquecer que
temos irmãos sofrendo com a fome,
perdão, Senhor, por cada instante que errei, no falar, agir, pensar.

    Deus, poderoso Deus,
a ti entrego a minha vida e meu caminhar no novo ano.

    Ano esse que não sabemos como será seu andamento, não sabemos como
será para nós, e nem sabemos se vamos vê-lo terminar.

    Peço forças, Senhor, para atravessar esse novo ciclo, com luz, com
esperanças, com paz, com amor.

    Que me mostre o momento certo da oração, o instante propicio da
palavra, o segundo melhor para sorrir ou chorar.

    Peço, Pai, que me conceda a sabedoria de poder ultrapassar os
obstáculos, de falar sem magoar, de rezar com fé, de espalhar a
esperança, de disseminar o amor, de ajoelhar para lhe agradecer.

    Então, nesse momento, Deus amado, venho pedir-lhe, porém já lhe
agradecendo, pedir para mim, minha família e todos amigos de coração,
de luz.

    Peço amor e paz
lágrimas só de felicidade,
prudência e sabedoria,
lucidez e fortaleza,
bondade e caridade,
a luz e a bondade,
que fechem nossos ouvidos para a falsidade,
nossas bocas sejam fechadas para as palavras mentirosas ou egoístas,
que sejamos luz para a escuridão
a quem busca um caminho, sejamos estradas abertas
a quem está em desespero, sejamos paz
a quem perdeu a fé, sejamos esperanças.

    A mim principalmente que seja feito assim por todo ano, para que
eu possa levar seu nome, sua luz, sua esperança a todos os irmãos. e
assim poder criar uma corrente de paz, caridade, fé, amor e
fraternidade.

    Amado Deus, Orixás e Entidades de Luz,
a todos que leem essa mensagem, que vossas almas se encham de
sabedoria, amor e paz, para que possamos juntar cada elo dessa
corrente de caridade, fazendo-a crescer por todo novo ano, pela vida,
pela eternidade.

    Feliz ano novo a todos nós, de todas as raças, de todos os
gêneros, de todas as classes sociais, de todas as religiões.

    Que nosso Mestre Deus, Pai Oxalá, Pai Ogum, Pai Xangô, Pai Oxossi,
Pai Obaluaiê/Omulú, Mãe Oxum, Mãe Iansã, Mãe Iemanjá, Mãe Nanã Buruquê
e todas as Entidades de Luz, abençoem a todos, não só nesse novo ano,
mas também por toda a eternidade.

    E para finalizar gostaria de fazer um agradecimento especial a
todas as Entidades trabalhadoras do Terreiro de Umbanda Pai Ogum Megê,
destacando os Mentores: Vovó Joaquina, Pai José, Cabocla Janaína, e o
meu maravilhoso e divino Mentor Vovô Rei Congo, que acompanhado Gira
a Gira incansavelmente, pelos Pretos Velhos Pai Antero e Vovô
Benedito, fazem com que toda a caridade chegue a quem realmente
necessita.

Obrigado, meus amados!


Que assim seja !


Carlos de Ogum



sábado, 10 de dezembro de 2016 33 comentários

Falando sobre o Gongá

                     


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    Essa noite tive um sonho,
sonho de luz e de amor,
e nele eu sempre proponho,
no meu Gongá colocar uma linda flor.

    Essa flor é para os Orixás,
e todas as Entidades de Luz,
são eles que iluminam os Gongás,
trazendo sempre a caridade do menino Jesus.

    Velas vou acender para iluminar,
esse altar tão sagrado para Umbanda,
e ele certamente vai nos abençoar,
retirando de nós toda a demanda.

    Nesse altar sagrado bato cabeça,
saudando a todos que nele está,
com fé e amor agora enalteça,
esse altar divino que é o nosso Gongá.
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    Nós umbandistas temos um local dentro de nossos templos, casas ou
terreiros no qual respeitamos muito, e claro, amamos aquele local como
um pedacinho de nossa residência.

    Esse local tem o nome de Gongá, ou também chamado em alguns
terreiros como Congá, Jacutá, ou mesmo altar.

    A palavra Gongá vem de origem Bantú, e por um modo um tanto
errôneo linguístico se transforma em "congár" ou "congal", e é a
representação do altar umbandista.

    A palavra altar vem do latim "altus", ou seja, alto, elevado,
dando significado exatamente a ideia de ligação entre o ser humano e o
Pai Maior, e onde poderemos fazer nossas orações, homenagens,
e demonstrar nossa fé.

    Como sabemos a Umbanda é uma religião sincrética, e como já vimos
em algumas histórias, os negros escravizados era catequizados e
obrigados a se converter ao catolicismo por seus senhores, e por esse
motivo nasceu a associação do panteão africano aos santos católicos,
como forma de cultuarem seus Orixás através das imagens católicas sem
assim não criarem problemas com seus senhores.

    Portanto o Gongá, era um altar católico com os assentamentos e
firmamentos escondidos por baixo.

    Dessa forma eram cultuados os Orixás tendo as imagens de Santos
católicos, e isso se interligou de uma forma grandiosa, que hoje a
maioria dos Gongás tem suas imagens católicas, não por obrigação, mas
sim pela devoção, contudo sempre visto com a nomenclatura do Orixá,
como exemplo disso podemos falar do Orixá Ogum, sincretizado por São
Jorge, Santo guerreiro dos católicos, ou mesmo a Orixá Oxum,
sincretizada por Nossa Senhora da Conceição, ou mesmo ainda o Orixá
Oxalá, que por ser considerado o Pai dos Orixás é sincretizado com
Jesus Cristo, assim como todos os outros Orixás tem a sua
sincretização.

    A todos que já participaram de uma Gira de Umbanda, seja como
trabalhador de um terreiro, ou mesmo apenas como consulente ou
assistente, já pôde observar o conteúdo que temos em nossos Gongás,
pois nele podemos encontrar uma grande variedade de objetos, assim
como estátuas de Santos católicos, de Caboclos, de Pretos Velhos, de
Boiadeiros, de Erês, Ciganos, de Orixás, quartinhas, velas de diversas
cores, pedras/Otás, pontos riscados, flores, objetos do ritual das
Entidades de Luz, que seguem a mesma imantação do Gongá.

    Muitas pessoas sem informação e sem entendimento costumam dizer
que o Gongá umbandista é apenas um local de idolatria e fetiches sem
necessidade, porém essas pessoas não entendem que no Gongá está a
"ponte" entre o médium e a força superior, ou seja, uma das ligações
entre o terreno e o espiritual, e que sem ele essa ligação poderia se
tornar um tanto perigosa, pois serve para o firmamento e segurança do
terreiro, afim de não deixar aberturas a espíritos sem luz tomarem
conta de uma Gira, na qual certamente seria prejudicial aos médiuns,
Zeladores e consulentes.

    O Gongá tem como preceito o funcionamento de um ponto de
referência para qual são direcionadas as ondas e cargas energéticas
em forma de preces, rogativas, agradecimentos, meditações, entre
muitas outras formas de energizar sua fé.

    Sabemos que os terreiros de Umbanda recebem várias e várias
pessoas dos mais diferentes degraus evolutivos, umas que dispensam
instrumentos materiais para conseguirem elevar seus pensamentos aos
altos planos invisíveis, porém outras tantas pessoas necessitam de
elos tangíveis de ligação para a concentração, afloramento e
direcionamento do teor mental das mesmas, por esse motivo também, a
grande importância do sagrado Gongá.

    Temos ainda no Gongá algo bem importante que é o quesito
sugestibilidade, luminosidade, vibração etc., estimula médiuns e assistentes a elevarem
seu padrão vibratório e a serem envolvidas por feixes cristalinos de
paz, amor, caridade e fraternidade, emanados pela Espiritualidade
Superior atuante.

    Sobre os assentamentos, imantações e firmamentos do Gongá, não
existe uma regra única a seguir, pois esse ponto vai de terreiro para
terreiro, sendo levado em questão as instruções ou dos Zeladores da
casa, ou das Entidades que comandam o terreiro. Os elementos sugeridos
vão conforme as energias que regem os Guias trabalhadores da casa, e a
única regra a ser levada sem esquecimento é que tais assentamentos e
firmamentos devem ser feitos, antes de qualquer tipo de trabalho
espiritual umbandista no terreiro.

    Também é através do Gongá que muitas pessoas que participam de uma
Gira de um determinado terreiro pela primeira vez, consegue através
dos elementos, imagens, firmamentos e cores de velas, identificar
imediatamente quais as forças que coordenam os trabalhos da casa.

    Normalmente em todos os Gongás, na parte central, em local mais
elevado, se faz uso da imagem de Jesus Cristo, sincretizado com o
Orixá Oxalá. Além do respeito ao Pai dos Orixás, essa imagem fica em
destaque pelo amor dos umbandistas ao filho de Deus, que também faz
com que os não umbandistas se sintam em comunhão, realizados, de
sentimentos puros ao depararem com a bela imagem de Jesus Cristo, de
braços abertos, como abraçando a todos que venham visitar os
terreiros, e os convidando a participarem dessa grande obra de
caridade que é a Umbanda.

    O Gongá é uma das partes mais importantes de um terreiro de
Umbanda, pois ele é um núcleo de força em atividade constante, agindo
como centro atrator, condensador, escoador, expansor, transformador, e
alimentador dos mais diferentes tipos de níveis de energia e
magnetismo.

    Vamos descrever cada um desses centros, para que possamos entender
melhor a função do Gongá nos terreiros.

Centro Atrator:

    Atrai para si todas as variedades de pensamentos que pairam sobre
o terreiro, numa contínua atividade magnético atratora de recepção de
ondas ou feixes mentais, quer positivos ou negativos.

Centro Condensador:

    É condensador, na medida em que tais ondas ou feixes mentais vão
se aglutinando ao seu redor, um complexo influxo de cargas negativas e
positivas, produto da psicoesfera dos presentes.

Centro escoador:

    É escoador, na proporção em que, funcionando como verdadeiro
fio terra (para raio) de miasmas e cargas magnético negativas, as
comprime e descarrega para a mãe terra, num potente fluxo
eletromagnético.

Centro expansor:

    É expansor porque, condensando as ondas ou feixes de pensamentos
positivos emanados pelo corpo mediúnico e pela assistência, os
potencializa e devolve para as pessoas presentes, num complexo e
eficaz fluxo e refluxo de eletromagnetismo positivo.

Centro transformador:

    É transformador porque, em alguns casos e sob certos limites,
funciona como reciclador de lixo astral, condensando-os, depurando-os
e os vertendo já filtrados ao ambiente de caridade.

Centro alimentador:

É alimentador pelo fato de ser um dos pontos do terreiro a receberem
continuamente uma variedade de fluidos astrais, que além de auxiliarem
na sustentação do trabalho da Casa, serão o combustível principal para
a atividade do Gongá (Núcleo de força).


    Devemos ter o entendimento que o Gongá não é um enfeite para
embelezar os terreiros, muito menos um aglomerado de símbolos e
objetos aleatórios que são colocados ali para sanar a vaidade de uns
ou os devaneios de outros, os Gongás estão ali em terreiros honestos e
sérios porque tem fundamento, tem uma razão de ser, pois assentados de
uma base sólida, lógica, racional, litúrgico magísticas, e sustentados
pelo Plano Astral, mantém a casa segura, firme, sem ter a chance de
ser atacada por espíritos sem luz, como Kiumbas, Eguns e Zombeteiros.


    Respeitem o Gongá como um local sagrado dentro dos terreiros, não
tentem inventar assentamentos, imantações ou firmamentos. O Gongá é
um ponto sagrado, não é um espelho para sua vaidade.

Reflita!

Salve nosso Gongá!


Pai Carlos de Ogum



 
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