quarta-feira, 30 de agosto de 2017 44 comentários

SONHOS COMUNS, REFLEXIVOS E ESPIRITUAIS.




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    Uma coisa que intriga muitas pessoas a milênios são os sonhos.
Tentamos entendê-los, decifrá-los, tentamos a todo custo buscar
respostas a esse momento tão particular de cada um de nós.

    Descrito no dicionário Aurélio, a palavra "sonho", tem o seguinte
significado:

"Substantivo masculino. Reunião das imagens, ideias, pensamentos ou
fantasias que, geralmente confusas e sem nexo, se apresentam à mente
no decorrer do sono."

    Mas será que o sonho é algo tão confuso e sem significado da forma
que o dicionário deseja mostrar?

    Na verdade não é bem assim. pois o
 sonho é a realidade das atividades da alma, ou seja, uma lembrança do
que a alma viveu durante o sono. Seja uma recordação da infância ou
vidas passadas, muitas vezes associada à vida presente, com uma
projeção do futuro, fruto de preocupações e desejos presentes ou
passados, vivências espirituais de qualquer natureza que pode
esclarecer e determinar muitas coisas fora de nosso conhecimento.

    É então que ela (a alma) tira de tudo o que vê, de tudo o que
percebe, e dos conselhos que lhe são dados, as ideias que lhe ocorrem
depois, em forma de intuições.

    Por esse motivo que é extremamente complicado dizer exatamente o
que um sonho pode estar nos mostrando, ou se está mostrando algo.

    Consideraremos aqui três tipos de sonhos:

Comuns.

Reflexivos.

Espirituais.

Sonhos comuns: : repercussão de nossas disposições físicas
(circulatórias, digestivas&) ou psicológicas (sentimentais: medo,
preocupações, anseios, desejos.

Sonhos reflexivos: : exteriorização de impressões e imagens arquivadas
na memória.

Sonhos espirituais: : atividade real e efetiva do espírito durante o
desdobramento propiciado pelo sono.

    Devemos compreender que os sonhos comuns são os que mais
acontecem, e ele está ligado a acontecimentos de seu dia a dia, e nada
tem de possibilidade de trazerem informações de algo concreto. Como
por exemplo tendo a pessoa alguma preocupação, algo que possa deixar
essa pessoa pensativa, possivelmente ao adormecer essa pessoa poderá
ter um sonho comum com tal fato.Vamos a um exemplo prático dessa forma
de sonho:

    Alguém tem uma prova importante na escola, faculdade ou em um
concurso, essa pessoa sabe da importância desse fato e fica muito
pensativa sobre tal coisa, isso vai desencadear uma insegurança, e
essa insegurança se transforma na possibilidade de um sonho ao
adormecer. E isso não significa que a pessoa vai se dar mal na prova,
é apenas preocupação e desejo intenso sobre tal fato.

    Nesses casos, é pequeno o afastamento da sua alma do seu corpo, e
envolto por aquelas cenas fluídicas criadas pela sua própria mente,
julga estar vivendo algo real, ou seja, indo mal na prova.

    O sonho reflexivo nada mais é do que memórias arquivadas em nosso
cérebro, coisas que passamos durante a vida. Guardamos essas memórias
e em algum momento podemos trazê-las a tona através de sonhos. Isso
é algo bastante normal, e nessas memórias podem ser trazidos momentos
de felicidade, de tristeza, de euforia, de perdas, de falta de
compreensão, de algum trauma. Porém nada quer dizer de concreto para
o futuro, pois essa parte do sonho está ligada ao passado.

    Já o sonho espiritual é algo muito mais intenso e muito mais
concreto, tanto que podemos ter demonstrações de acontecimentos,
avisos, encontros com encarnados e desencarnados, enfim, várias formas
de colocações que resultam informações preciosas a quem buscar
entender verdadeiramente esses sonhos.

    Nos sonhos espirituais a alma, desprendida do corpo, exerce
atividade real e efetiva no plano espiritual, facultando meios de nos
encontrar com parentes, amigos, instrutores espirituais, inimigos ou
desafetos, desta e de outras vidas.

    Quando dormimos, o nosso espírito parte em disparada, por atração
automática, para os locais de nossa predileção, assim como descrevemos
alguns exemplos abaixo:

- O viciado procurará os outros viciados.

- O religioso procurará um templo.

- A alma caridosa irá ao encontro do sofrimento para assistir os
necessitados.

- O interessado em aprender e estudar procurará os cursos na
espiritualidade.

- Os saudosos buscarão seus entes amados.

- Os incompreendidos buscarão seus desafetos para tentar ajustar uma
convivência.

    E como acontece esse encontro com encarnados e desencarnados em
sonhos?

    Durante o sono o espírito se distancia do corpo físico, mas não
fica inativo. Neste momento o encontro com entes queridos é possível
da mesma forma com desafetos, de acordo com o pensamento que nos liga
uns aos outros por vários motivos, e assim podemos estabelecer esse
encontro através dos sonhos espirituais.
    Sabemos que o espírito, enquanto o seu corpo físico se recompõe
pelo sono, sai a perambular no ambiente astral. Chama-se o fenômeno de
projeção astral.

    Nessa dimensão, os espíritos se encontram e convivem assim como na
matéria. As criações mentais estão espalhadas no astral, assim como as
criações da matéria estão espalhadas na dimensão física.

    Podemos sentir e vivenciar nesse plano de acordo com nosso preparo
espiritual e nossas preocupações diárias. Se estivermos muito
conectados às sensações, seremos atraídos para vivenciar essas
sensações inferiores na dimensão astral. Ao contrário, se estamos
sintonizados com sentimentos de amor fraterno e com intenções
superiores, seremos atraídos aos ambientes propícios ao nosso íntimo.

    Podemos sonhar apenas com imagens de pessoas queridas, encarnadas
e desencarnadas, plasmadas pela mente, como também podemos encontrar
verdadeiramente esses entes no plano astral.

    Sabemos também que os sonhos são nosso sexto sentido, e por esse
motivo que quando acordamos do sono físico, pouco nos lembramos dos
sonhos. Isso ocorre porque, nesse momento, nossos cinco sentidos
materiais tomam novamente a dianteira.

    Algumas vezes, lembramo-nos de cenas que nos parecem desconexas e
raramente trazemos para a vida física os encontros com espíritos mais
elevados, que têm como característica uma energia tão suave e sutil,
que não é compatível com a energia pesada do ambiente material.


    Entretanto, quando nos deparamos com espíritos sofredores durante
o sono e com cenários carregados de dor e energias deletérias,
acordamos cansados e muitas vezes nos lembramos desse infortúnio como
pesadelos.

    Dentro dos sonhos espirituais, temos uma forma de demonstração, um
tanto rara, porém existente de sonho, chamado sonho de luz.

    O sonho de luz é basicamente um aviso de algum acontecimento que
tem grande chances de ocorrer diante a ligação do sonho em questão, ou
seja, pode ser uma previsão de algum fato a ocorrer. E para
identificar esse tipo de sonho, devemos ter a compreensão que dentro
das cenas demonstradas, aparecem grandes clarões, como "flashs" de
luz, fazendo que toda a atenção seja voltada a ele.

    Finalizando, não devemos achar que qualquer sonho seja um aviso,
não devemos nos apegar a esse ponto. Devemos refletir intensamente
sobre tudo, cada detalhe desse sonho, cada personagem, cada visão,
cada gesto que lembrarmos, e dar uma atenção especial no dito sonho de
luz, que poderá ser realmente um aviso.

    É muito importante nosso preparo antes de dormir, evitando
programas de TV ou filmes de conteúdo negativo, por exemplo. A prece
antes de dormir é um excelente recurso para que possamos ter bons
sonhos porque nos liga aos bons espíritos, garantindo-nos boas
companhias espirituais.

    Busque a luz para não sonhar com a escuridão.

    Paz a todos!

Carlos de Ogum.

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domingo, 20 de agosto de 2017 45 comentários

O que é e como se utiliza o Adjá na Umbanda

            

    Certamente muitas pessoas que acompanham algum terreiro de Umbanda já puderam observar o uso do Adjá; e mesmo com a curiosidade elevada não se aprofundaram mais sobre esse objeto por acreditar ser apenas uma sinetinha que é utilizado para chamar a atenção dos médiuns no início dos trabalhos da casa.

    Pois bem, ele não serve apenas para essa função, e vamos tentar demonstrar a grande importância desse instrumento para a nossa Umbanda.

    O Adjá, também conhecido por Adjarin, ou Ajá, ou Aajá, é uma sineta de metal, muito utilizada pelos Zeladores da Umbanda em diversas ocasiões. Ele pode ser de uma, duas ou três sinetas, e o cabo pode ser do mesmo material das sinetas, podendo ser esse cabo de bronze, metal dourado ou prateado, ou também pode ser o cabo de madeira. Normalmente quando assim o é, se faz firmezas com fitas ou palha, conforme a recomendação do Mentor da casa. Esses firmamentos são feitos pelo próprio Mentor ou pelas Entidades referentes ao firmamento.

    Na Umbanda, como dissemos, o Adjá é utilizado em vários momentos, podendo ser usado no desenvolvimento mediúnico e espiritual dos filhos da casa, no preparo do amaci, na chegada de alguma Entidade de descarrego, como um Falangeiro de Omulú, por exemplo, no encaminhamento de algum espírito trevoso, ou quando a Entidade responsável pela Gira solicita a utilização do Adjá.

    O Adjá só pode ser usado pelo Zelador da casa, ou por alguém de extrema confiança do dirigente e mesmo assim com permissão do Mentor do terreiro.

    Esse divino instrumento tem uma magia extrema na espiritualidade, pode ser considerada a campainha desbloqueadora de campos mentais; retirando todas as cargas negativas quando necessário. Para alguns médiuns que tem a percepção de vidência, podem observar que ao ser tocado, o Adjá solta faíscas de campos mentais, ao ser tocado saem e pequenos raios de luz, pois ele é propagador de energias, e pode ser utilizado para abençoar os filhos, limpar a aura para a incorporação de uma Entidade mais árdua, e assim não forçar e retirar muita energia do médium, também é utilizado para a limpeza das energias do Gongá, as que são captadas nas limpezas de consulentes, assistência, e dos próprios médiuns que por vez ou outra trazem cargas negativas param dentro do terreiro, com pensamentos, ações e gestos de baixa espiritualidade.

    Normalmente o Adjá é feito de três tipos de material, latão, aço e cobre, mas isso não é uma regra.

    Quando é tocado o Adjá próximo a um médium em seu desenvolvimento mediúnico, as forças dos Orixás de Coroa, e a luz das Entidades de cabeça se aproximam com maior facilidade, fazendo assim que, se caso for um médium de incorporação, essa incorporação fique mais firme, e menos consciente, fazendo com que esse médium adormeça com mais facilidade o mental, deixando todos os pensamentos de lado e se conectando com maior força com o astral superior.

    O uso do Adjá também tem uma função importante quando se necessita decantar energias nocivas ao médium, e também em determinado local, pois o som das sinetas ao fabricarem a energia necessária, afasta todas essas cargas nocivas.

    Também se é utilizado o Adjá na maceração de ervas, assim como no amaci, isso para concentrar as energias dos Orixás, as forças da natureza, no trabalho a ser feito.

    Vamos aproveitar a oportunidade desse texto e anexar uma colaboração de um amigo do blog, que nos enviou algumas colocações do uso do Adjá no Candomblé.

    "No Candomblé o Adjá é muito importante, pois ele é o instrumento que aproxima os Orixás da Coroa dos médiuns.

    Ele pode ser de 1, 3, 5 ou 7 campainhas, e é firmado conforme o Orixá de cabeça do dirigente da casa, e é ele, o Guia de Cabeça do dirigente, quem determina quantas serão as sinetas.

    Também se tem um Adjá para cada Orixá no Candomblé, assim como tabela abaixo.
Pai Oxalá: Cor de Prata.
Mãe Oiá (Logunan): Cor de Prata.
Mãe Oxum: Cor de Cobre.
Pai Oxumaré: Cor de Cobre.
Pai Oxossi: Cor de Latão (amarelo).
Mãe Obá: Cor Branco.
Pai Xangô: Cor de Cobre.
Mãe Iansã: Cor Latão (dourado)
Pai Ogum: Cor de Prata.
Pai Obaluaiê: Cor de Prata.
Mãe Nanã Buruquê: Cor de Prata.
Mãe Iemanjá: Cor de Prata.
Pai Omulú: Cor de Prata.”

    Bem como observamos acima, no Candomblé temos diferenças nas regras entre a Umbanda no uso do Adjá, assim como a formação dele e as cores. Mas isso foi apenas para informar uma curiosidade, pois para nossa utilização dentro da Umbanda é válido as 3 sinetas, na cor prata e cabo podendo ser de madeira, com firmamento da Entidade Mentora ou a quem essa Entidade passar essa missão.

    Portanto independente das regras contidas, o que devemos colocar em prática acima de tudo é o respeito pela utilização desse instrumento sagrado dentro da Umbanda.

Saravá Umbanda de Luz!

Saravá o Adjá!


Carlos de Ogum
quinta-feira, 10 de agosto de 2017 66 comentários

DEPRESSÃO NA VISÃO UMBANDISTA.

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    A depressão é um dos maiores males mentais sofridos pelos seres
humanos nesse século. E um dos maiores obstáculos é o reconhecimento
dessa doença tão grave, pois sendo ela reconhecida se facilita em um
diagnóstico e tratamento.

    É dito que infelizmente a metade das pessoas que passam pela
depressão nunca tem a doença diagnosticada  e tratada, e isso pode ser
uma grande ameaça, pois mais de 10% das pessoas que tem depressão
chegam ao suicídio.

    Desse ponto chegamos sobre o que desejamos expressar nesse texto,
ou seja, a visão da Umbanda sobre a depressão.

    Quando uma pessoa com o mal da depressão chega a reconhecer sua
doença, busca diagnósticos, tratamento, e mesmo assim esse mal não é
sanado, podemos salientar que essa depressão não é apenas um mal
físico mental, e sim espiritual.

    Sabemos que em nosso redor sempre temos companhias espirituais,
como por exemplo Entidades de Luz, Irmãos de Luz, Anjos Celestes,
espíritos desencarnados que buscam luz para caminhar, enfim vários
tipos de manifestações espirituais, assim como também temos ao nosso
redor manifestações de espíritos sem luz, Kiumbas, Eguns, Zombeteiros,
vampirizadores , que a todo momento estão dispostos a encontrar uma
fraqueza nossa para poderem se aproximar, se instalar e dominar nossa
mente.

    E essas fraquezas podem ser nossos atos, ações, pensamentos,
vícios, sentimentos, ou seja, tudo que não é de acordo com a caridade,
a humildade, a paz, o amor e a fé, se tornam armas contra nós mesmos,
e levando energias a esses obsessores.

    Entre tantas coisas que esses obsessores tomam para essa
aproximação, uma das mais intensas é a depressão, que nós seres
encarnados podemos ter, e nos deixar ser tomados pelas energias más
desses seres obsessivos.

    A depressão pode ser reconhecida pelos seguintes sintomas:

Tristeza.

Perda de interesse por coisas que antes você gostava.

Falta de energia Dificuldade de concentração.

Dificuldade de tomar decisões.

Insônia ou sono em excesso.

Problemas no estômago ou na digestão.

Sentimento de desesperança.

Dores sem motivo aparente.

Mudança no apetite, levando ao ganho ou à perda de peso.

Pensamentos de morte, suicídio e auto mutilação.

Tentativa de suicídio.

    Como vimos acima esses sintomas podem diagnosticar a depressão,
mas pode diagnosticar também a obsessão, e obsessores se utilizam
desses sintomas da depressão para agravar ainda mais o quadro da
pessoa depressiva, sempre com o intuito maior que é a de levar essa
pessoa ao suicídio,. que seria o maior objetivo dos obsessores.

    E porque esses obsessores tem esse objetivo?

    Sabemos que somos um espírito, e que no momento estamos
encarnados, e sabemos também que como encarnados somos falhos demais,
essas nossas falhas nos faz dar aberturas a obsessores, essas
aberturas dão a esses obsessores energias, energias essas que faz com
que esses obsessores levem mais e mais maldades a nosso planeta.

    Só que obsessores e vampirizadores desejam algo maior que só levar
essas maldades a nossos irmãos, eles desejam escravizar as almas
deles, e um modo mais concreto para isso é fazer com que as pessoas
tirem por vontade própria o seu bem maior, ou seja a própria vida.

    O suicídio é a grande arma para obsessores e vampirizadores terem
sempre escravos a seu domínio, e a depressão é o melhor caminho para
esses seres chegarem ao objetivo final, pois ela, a depressão, faz com
que as pessoas percam toda e qualquer ligação com seu bem maior, a
vida dada pelo Pai Maior, nosso amado Deus.

    Muitas pessoas mal informadas tem como praxe em dizer que a
mediunidade pode trazer depressão, porém isso é inexistente, todo tipo
de depressão, todas as formas da doença podem ser tratadas em uma casa
de Umbanda, com o médium fazendo seu desenvolvimento mediúnico e
espiritual de forma correta e honesta, frisando que em casos de
depressão físico mental, a Umbanda e o desenvolvimento auxiliam
extremamente, porém nunca podemos deixar o tratamento médico terreno,
um especialista no caso é essencial.

    Consideremos a mediunidade como recurso de evolução e a depressão
como uma doença cuja causa repousa nas velhas atitudes morais do
médium.

    Mediunidade não causa depressão. Entretanto, é frequente
encontrarmos médiuns portadores de sintomas depressivos. Nesse caso, a
aplicação da mediunidade ou, como é mais conhecido, o desenvolvimento
mediúnico pode ser terapêutico, amenizando as dores do deprimido.
Apenas amenizando-os, fique claro! Ainda assim, a cura da depressão
não virá do exercício mediúnico e sim da reeducação emocional do
deprimido por meio da mudança de condutas que alicerçam o núcleo moral
da depressão.

    Finalizando, a depressão é realmente uma doença grave, devemos
entender que ela pode nos levar as mais profundas tristezas, e que
essas tristezas que temos são utilizadas por obsessores para diversos
fins, principalmente para nos levar ao suicídio. Portanto devemos
buscar um diagnostico coerente, um tratamento médico terreno, e um
tratamento espiritual, para nos fortalecer e não deixar jamais que
obsessores se usufruem dessa nossa fraqueza para tomar nossas almas,
e assim nos deixar eternamente nas mãos desses vampirizadores.

    Devemos erguer nossa fé, crer no Pai Maior, em seus Anjos e nas
Entidades de Luz, que assim certamente teremos forças para a mudança
em nós mesmos, e assim vencer a depressão e os obsessores.

    Uma luta é vencida com muita boa vontade, entendimento, fé em
Deus e em nós mesmos.

    Lute sempre para vencer a depressão, nem ela nem obsessores tem
mais poder do que sua fé e sua força de vontade.

    Reflita!

Carlos de Ogum.
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domingo, 30 de julho de 2017 58 comentários

Sacrifícios: será que a Espiritualidade necessita disso?




    Antes de qualquer coisa vamos deixar claro que não estamos aqui para julgar qualquer tipo de seita que prega que se devem fazer sacrifícios para obter uma possível vantagem em algo que se pede, mesmo se esses pedidos forem sem nexo ou sem a mínima noção e sem nenhuma ligação com a espiritualidade.

    Gostaria de frisar também que estaremos falando de Umbanda e não de outros dogmas, portanto para ficarmos em entendimento a Umbanda prega sempre a vida, e o matar animais para supostos sacrifícios não fazem parte da Umbanda.

    Portanto vamos descrever nesse texto o olhar de um umbandista para os umbandistas e se algum leitor não concordar com o que descrevemos aqui, isso faz parte do livre arbítrio de cada um, assim como faz parte de meu livre arbítrio não crer ser umbandista quem discordar que sacrifício de animais não cabe na Umbanda.


    Muitas pessoas sem informação espiritualista dizem com convicção que devemos fazer sacrifícios de animais em rituais, porque somos carnívoros e assim devemos alimentar as Entidades com essa suposta energia, para que assim essas Entidades possam nos auxiliar em algo que desejamos.

    Pois bem, refletimos bem sobre a ignorância desses pensamentos:

Estamos comparando um ser encarnado cheio de defeitos e vícios com uma divindade de Deus, ou seja, com uma Entidade de Luz.

Estamos tentando mostrar algo que não existe, ou seja, fazer uma Entidade de Luz ser imperfeita e se energizar com algo orgânico.

Com fatos assim estamos colocando as Entidades de Luz como meros seres encarnados, que faz trocas buscando a vantagem própria. Se fosse assim não seriam Entidades.

    E assim os menos informados adentram na lenda de terem que fazer oferendas a seus deuses, enquanto os mais astutos usam desse fato para subtrair bens de uma forma desonesta e hipócrita.

    Certamente muitos supostos Zeladores de Santo, que se dizem especialistas em Umbanda vão ser contra tudo que nós do Blog Umbanda Yorimá pregamos sobre oferendas e sacrifícios, porém quem é da Umbanda, sabe onde ela nasceu, e como nasceu no Brasil, e para os que insistem em pregar sacrifícios e cobranças de oferendas vou colocar um pequeno anexo para a reflexão de todos:

"O Caboclo das Sete Encruzilhadas nunca determinou o sacrifício de aves e animais, quer para homenagear entidades, quer para fortificar a minha mediunidade... Nunca recebi um centavo pelas curas praticadas pelos guias. O Caboclo abominava a retribuição monetária ao trabalho mediúnico. Não há ninguém que possa dizer, no decorrer destes 66 anos, que retribuiu uma cura (e foram aos milhares) com dinheiro."
- ZÉLIO DE MORAES.

Obs.: Zélio de Moraes faleceu no dia 03 de Setembro de 1975, e nunca incentivou qualquer tipo de oferenda e sacrifício dentro da Religião de Umbanda.


    A ganância e a vaidade de certos Zeladores levam os mesmos a pregarem insanidades em nome da Umbanda, entre tantas dessas está os sacrifícios, que é totalmente descabido, sem nenhuma necessidade dentro da religião.

    E assim sendo para continuarmos uma reflexão estou anexando mais um texto falando sobre e na qual a fonte vem logo abaixo, portanto reflitam para não se deixarem enganar por supostos Zeladores de pensamentos arcaicos.
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PERGUNTA: A Umbanda faz sacrifícios de animais?

RAMATÍS: A Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamentos vibratórios dos Orixás e nem realiza ritos de iniciação para fortalecer o tônus mediúnico com sangue. Não tem nessa prática legítima de outros cultos, um dos seus recursos de oferta às divindades. A fé é o principal fundamento religioso da Umbanda – assim como em outras religiões. Suas oferendas se diferenciam das demais por serem isentas de sacrifícios de animais pelo fato de preconizarem o amor universal e, acima de tudo, o exercício da caridade como reverência e troca energética junto aos Orixás e aos seus enviados, os guias espirituais. É incompatível ceifar uma vida e fazer a caridade, que é a essência do praticar amoroso que norteia a Umbanda do Espaço.
Toda oferenda deve ser um mecanismo estimulador do respeito e união religiosa com o Divino, daí com os espíritos da natureza e dos animais "almas/grupo", que um dia encarnarão no ciclo hominal, assim como já fostes animal encarnado em outras épocas.

PERGUNTA: E os dirigentes de centros que sacrificam em nome da Umbanda?

RAMATÍS: Reconhecemos que na mistura de ritos existentes, se confundem o ser e o não ser umbandista. Observai a essência da Luz Divina - fazer a caridade - e sabereis separar o joio do trigo. Tal estado de coisa reflete a imaturidade e despreparo de alguns dirigentes que se iludem pela pressão de ter que oferecer o trabalho "forte". As exigências de quem paga a consulta e o trabalho espiritual e quer resultados "para ontem" acabam impondo um imediatismo que os conduz a adaptarem ritos de outros cultos aos seus terreiros. Na verdade há uma enorme profusão de rituais que naturalmente é confusa, refletindo o estado da consciência coletiva e o sistema de troca com o além estabelecido que viceja: o toma lá da cá. Toda vez que um médium aplica um rito em nome do Divino e sacrifica um animal, interfere num ciclo cósmico da natureza universal, causando um desequilíbrio, desde que interrompe artificialmente o "quantum" de vida que o espírito ainda teria que ocupar no vaso carnal, direito sagrado concedido pelo Pai. Pela Lei de Causa e Efeito, quanto maior seu entendimento da evolução espiritual - que inexoravelmente é diferente da compreensão do sacerdote tribal de antigamente -, ambição pelo ganho financeiro, vaidade e promoção pessoal, tanto maior será o seu carma a ser saldado, mesmo que isto aparentemente não seja percebido no momento presente. Dia chegará que tais medianeiros terão que prestar contas aos verdadeiros e genuínos "zeladores" dos sítios sagrados da natureza que "materializam" os Orixás aos homens e oportunizam os ciclos cósmicos da vida espiritual - as reencarnações sucessivas das almas/grupo dos animais em vosso orbe. Lembrai-vos que quanto maior a inteligência tanto maior pode ser a ambição no exercício do sacerdócio religioso. Aos que muito sabem e ambicionam, muito será cobrado pelos Orixás.

PERGUNTA: E os que justificam o sacrifício animal como "inofensivo" dizendo que não causa nenhum carma negativo?

RAMATÍS: O carma coletivo que rege os movimentos ascensionais não se prende as crenças humanas e trata-se de lei universal. Vós que sois homens e caminham à angelitude tal qual os animais rumam à humanização gostaríeis de ter vossa garganta cortada e sangue vertido até a última gota entre ladainhas, campânulas e mantras que culminam num ápice com transe de possessão? Assim fazem com os animais que rumam para se humanizar. Mesmo que os irmãos menores do orbe sejam somente instintos, regem-nos uma Inteligência Superior que os leva a inexorável individualização, direito cósmico sagrado que os conduz ao encarnarem num corpo hominal. Quanto maior a consciência menor a ignorância das verdades cósmicas e mais amplos os débitos ou créditos na contabilidade sideral de cada cidadão. A finalidade superior das almas grupos e dos animais é não serem escravizados e cruelmente despedaçados pelos crentes religiosos que acabam bloqueando-lhes o direito sagrado de aquisição dos princípios rudimentares de inteligência pela convivência pacífica e amorosa com os humanos, experiência propiciatório para que paulatinamente formem os veículos corpo astral e mental para oportunamente virem a estagiar no ciclo encarnatório humanóide. Reflitam os que matam os animais em nome dos Santos se gostaríeis que os Anjos para se tornarem arcanjos viessem vos cortar em pedaços e "chupar" vosso sangue para se saciarem nos "páramos celestiais."

* Este texto faz parte dos livros "Diário Mediúnico" e "Mediunidade e Sacerdócio” Editora do Conhecimento.
Fonte: Triângulo da Fraternidade
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    Muitas pessoas vão tentar impor a colocação de que nos alimentamos de carne de animais, porém infelizmente em nosso mundo de precária evolução espiritual, a carne ainda alimenta a carne. Só que existe uma enorme diferença entre sacrificar um animal para usá-lo como alimento (o que já é errado) e usá-lo para saciar a sede por tônus vital por parte de espíritos sem luz como Kiumbas por exemplo.

    É algo totalmente sem nexo alguém matar um animal em meio às matas ou nas encruzilhadas ou ainda pior, nas tronqueiras, como indicam certos Zeladores ou que são feitos em alguns rituais de seitas, e ali deixar suas carcaças apodrecendo, isso é extremamente bestial. Se um templo sacrifica animais, ESSE TEMPLO NÃO É DE UMBANDA, não importando o que aleguem seus dirigentes. E nunca podemos esquecer a velha frase pregada pelas Entidades de Luz:
"Se se mata animal não é Umbanda".


    Finalizando gostaria de expressar que em nossa casa não é aceito nenhum tipo de sacrifício, os filhos de nosso terreiro estão cientes do que é certo e do que é errado, sabemos que muitos dirigentes de terreiro se utilizam desses rituais para firmamento ou festas, e isso é livre arbítrio de cada um, só friso que dentro da lei da Umbanda isso não é pregado e não é aceito. E quando é feito não podemos considerar que seja Umbanda, pois quando esses sacrifícios se tomam forma de ritual, com cânticos, supostos médiuns paramentados, com ansiedade nos olhos a espera do sacrificador, isso se torna na verdade uma matança, um verdadeiro espetáculo de horror que não há nenhuma necessidade de ser colocado juntamente ao nome da divina Umbanda.

    E por motivos assim, por essas pregações sem nexo ou sem noção de certos dirigentes e Zeladores que o santo nome da Umbanda se transforma em "munição" para atacar a religião por líderes de outros dogmas, que já de uma forma mau caráter dizem que até sacrifícios humanos são feitos dentro da Umbanda, coisa que sabemos que não existe e nunca existiu.

    Vamos resguardar a nossa religião, vamos parar com esses rituais que nada tem a ver com Umbanda, vamos deixar de sermos gananciosos, vaidosos, mistificadores, vamos ser umbandistas, apenas umbandistas, a religião que prega o amor, a caridade, a paz e a vida acima de tudo.

Salve a nossa amada Umbanda!


Carlos de Ogum
quinta-feira, 20 de julho de 2017 36 comentários

Pequeno Dicionário de Umbanda. 3ª Parte - Letra: M à Letra: Z

                                  

 Estamos finalizando nosso pequeno dicionário de Umbanda, essa é a terceira parte, e esperamos que todos apreciem a leitura.

    Lembramos que a primeira parte do dicionário foi postada no dia 30/06/2017, e a segunda parte foi postada no dia 10/07/2017, e abaixo anexamos os links no qual nos levam diretamente a elas.




    Agora vamos a terceira e última parte de nosso dicionário de Umbanda.

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*LETRA M*

MACAIA: Folhas sagradas. Também é o local onde se reúnem os filhos do
terreiro para trabalho na mata.

MACAIO:  Coisa ruim e sem nenhum valor.

MACUMBA: Termo antigo que se denominava aos cultos dos escravos nas
senzalas, Candomblé. Depois esse termo passou a ser vulgar e tornou-se
como feitiço ou culto de feiticeiros. Árvore da região africana.
Instrumento musical.

MACUMBADO: enfeitiçado.

MADRINHA: o mesmo que mãe de santo. Também utilizado para designar o
apadrinhamento através do batismo, no filho de Umbanda.

MÃE de SANTO: Médium feminino chefe ou dirigente de terreiro,
Madrinha, Babá.

MÃE D´ÁGUA: Iemanjá.

MÃE PEQUENA: Médium feminina desenvolvida e que substitui a Mãe de Santo. Auxiliar das iniciadas durante o seu desenvolvimento mediúnico.

MALEME ou MALEIME: Pedido de perdão, de socorro, de clemência, de auxílio ou ajuda, de misericórdia. Podem vir em forma de cânticos ou preces pedindo perdão.

MANDINGA: Feitiço negativo, encantamento, também praga rogada em voz alta.

MANIFESTAÇÃO: Quando o corpo do médium é tomado por um Guia. Conhecido também como transe mediúnico, incorporação.

MARAFA ou MARAFO: Aguardente, cachaça.

MATÉRIA: Corpo físico.

MAU OLHADO: Quebranto, feitiço. Doença ou mal estar causado por um olhar mau, invejado.

MÉDIUM: pessoa que possui faculdade mediúnica. Tarefa ou missão específica no trabalho da caridade servindo de instrumento na comunicação com os Espíritos ou Plano Espiritual.

MEISINHA: Despacho, mandinga, trabalho.

MESA BRANCA: Trabalhos no terreiro quando há incorporação apenas de médicos e enfermeiras, normalmente em Giras de saúde. Também esse termo é usado nas sessões espíritas kardecistas, feitas ao redor de uma mesa, somente para Evangelização e comunicação passiva espiritual.

MIRONGA: Segredos, mistérios,..

MISTIFICAÇÃO: É o mais importante dos casos do falso espiritismo, pois constitui um recurso muito empregado por falsos médiuns, ou pessoas de má fé, má fé, com a finalidade de auferirem vantagens pecuniárias e aumentarem sua fama e sua vaidade.

MOILA: Vela.

MOJUBÁ: Saudação a Exú ou Pombo Gira.

MORADA DE EGUN: Local onde estão habitando vários eGuns e espíritos das sombras, onde com o passar do tempo, formam-se verdadeiros Impérios das Trevas.

MUCAMBA: O mesmo que Cambono.

MUCOIÔ: Pedido de Benção.

MUCOIÔ ZAMBI: abençoando o pedido de benção. Ex: Se diz: Mucoiô. Se responde: Mucoiô Zambi. Ou seja: A sua benção. resposta: Deus te abençoe.

MUCUNÃ: Cabelo.

MUZAMBÊ: Forte, vigoroso.

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*LETRA N*

NADABULÊ: Dormir.

NAGÔ: Nome dado aos escravos originários do Sudão, na África.

NANÃ BURUQUÊ: Orixá feminino senhora das águas e da maturidade. Força da natureza: Pântanos.

NIFÉ: Fé, crença na lingua Iorubá.

NOMINA: Oração que é guardada num saquinho e pendurada no pescoço como amuleto para proteção. Patuá.

NURIMBA: Bondade, amor e caridade.

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*LETRA O*

OBALUAIÊ/OMULÚ: Orixá masculino senhor das doenças e da cura. Força da natureza: A terra, o solo.

OBASSABÁ: O mesmo que abençoar, benzer.

OBASSALÉA: O mesmo que obassabá.

OBATALÁ: Céu. Abóbada celeste. Deus. Orixá da paz que foi delegado para iniciar a criação do mundo.

OBÉ: Faca.

OBECURUZU: Tesoura.

OBEXIRÊ: Navalha.

OBI: Fruto africano utilizado em diversos rituais.

OBRIGAÇÕES: Festas em homenagem aos Guias ou Orixás. São também as determinações feitas aos médiuns ou consulentes pelos Guias com o objetivo de auxilio ou como parte de um ritual do desenvolvimento

OBSEDIAR: Perseguir. Ação pela qual os espíritos perturbados que prejudicam as pessoas levando a situações de doenças, loucura, miséria, etc.

OBSESSOR: Espírito perturbador ou zombeteiro que prejudica as pessoas
em várias partes da vida.

ODARA: O mesmo que bom.

ODÉ: Oxossi. Oxossi mais velho. O que caça bem, bom caçador.

ODOIÁ: Saudação a Iemanjá.

ODOCIABA: Saudação a Iemanjá.

ODU: Destino.

OFÃ: Médium responsável pela colheita e seleção das ervas nos rituais.

OFÁ: Símbolo de Oxossi, o mesmo que arco e flecha.

OGÃ: Auxiliar nas sessões do terreiro. Ogã pode ser um protetor de Terreiro ou como um Chefe da Curimba. Ambos tem o mesmo grau hierárquico. Título honorífico conferido, seja pelo chefe do terreiro, seja pelo sacerdote incorporado, aos beneméritos da casa de santo, que contribuam com sua riqueza, prestígio e poder, para a proteção e o bom andamento da casa.

OGUM NHÊ: saudação a Ogum.

OGUM: Orixá masculino senhor da guerra e da paz. força da natureza: Minério de ferro.

OIÁ: Outro nome dado a Iansã.

OIM: Mel.

OJÁ: Pano utilizado pelas baianas para cobrir o peito. Pano também utilizado para vestir os atabaques.

OKÊ: Saudação aos Caboclos. Diz-se assim : Okê Caboclo! Okê Oxossi.

OKÊ ARÔ OXOSSI: saudação a Oxossi.

OLHO GRANDE: Mau Olhado, inveja, malefício, quebranto.

OLHO DE BOI: Semente de Tucumã, gozando de propriedades protetoras
contra cargas negativas como feitiços, mau-olhado, inveja. Tem muitas
utilidades no terreiro, desde patuás até guias.

OLÓ: Ir embora, partir. Ex: Caboclo vai Oló.

OLORUM: Deus Supremo.

OMOLOCÔ: Culto de origem angolense.

ONI: Saudação as Ibeijadas, Erês, Crianças de Umbanda.

OPCHÁ: Saudação aos Ciganos.

OPELÊ DE IFÁ: Rosário deito de pequenos búzios e que é utilizado para ler o futuro.

ORAÇÃO FORTE: Patuá que consiste em uma oração escrita em pequeno pedaço de papel, que a pessoa preserva em seu poder, quer guardado no bolso, ou bolso, ou dentro de um pano em forma de saquinho pendurado no pescoço a fim de proteger-se ou livrá-la de todos os males.

ORI BA BÁA: Saudação aos Ciganos.

ORI: Cabeça.

ORIXÁ: Divindades africanas que representam as forças do Universo Infinito. Espirito puro. Santo. Termo usado para denominar uma Divindade criada por Olorum/ Deus. Um Orixá JAMAIS incorpora nos médiuns. Exemplo: Oxalá Jesus) jamais irá incorporar em terreiro algum, assim como os demais.

ORIXÁ DE CABEÇA ou DE COROA: Termo usado para determinar o Santo de cabeça, Pai de Ori, ou Orixá que rege a cabeça de um determinado filho de Umbanda.

ORIXÁ DE FRENTE: O mesmo que Orixá de Cabeça.

ORIXÁS CRUZADOS: Termo usado para determinar uma entidade que pertence a corrente de duas linhas.

ORUM: Sol.

OTÁ: pedra ritual, elemento e objeto sagrado e secreto do culto.

OXAGUIÃ: Oxalá na forma jovem.

OXALÁ: Pai de todos os Orixás. Reina no céu e na terra. Força da
natureza: Sol.

OXALUFÃ: Oxalá na forma idosa.

OXOSSI: Orixá masculino senhor das matas, ervas e raízes. Força da
natureza: Florestas.

OXUM: Orixá feminino senhora das cachoeiras e rios. Força da natureza:
Rios e cachoeiras.

OXUPÁ: Lua.

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*LETRA P*

PADÊ: Despacho para Exú no início das sessões ou festas, constando
alimentos, bebidas, velas, flores e outras oferendas, a fim de que os
mesmos afastem as perturbações nas cerimônias.

PADRINHO: Nome usado para designar o Pai de Santo, ou para nomear o
apadrinhador do batismo do filho de Umbanda. Pai de Santo, Chefe do
Terreiro.

PAI PEQUENO: Responsável pelo andamento do terreiro assim como a Mãe Pequena. Um dos prováveis substitutos do Pai de Santo caso necessário.

PAI DE SANTO: Zelador do Santo, Chefe de Gira, Chefe de Mesa, Chefe do Terreiro. Médium e conhecedor perfeito de todos os detalhes para o bom andamento de uma sessão. O maior responsável por uma Gira, pelas Correntes, pelo trabalho espiritual. O feitor das Coroas dos filhos de Santo.

PALINÓ: Cântico ou poema em louvor a Iemanjá.

PÃO BENTO: Pão ázimo ou qualquer outro tipo de pão, ao qual se dota de forças místicas. É utilizado em inúmeros trabalhos para diversas finalidades.

PARAMENTO: Roupas e objetos utilizados em cerimônias do ritual religioso.

PATACORI: Saudação a Ogum. Se diz: Patacori Ogum. Se responde: Ogum Nhê.

PATUÁ: Amuleto que é colocado num saquitel (pedaço de pano costurado em forma de saquinho) e é pendurado no pescoço, ou se prende na roupa de uso. Objetos cruzados ou consagrados pelas guia chefe, utilizado para proteger o assistido, contra forças maléficas e energias negativas. Ele pode ser feito de sementes, cruzes, orações, figas, etc.

PAVIO: O mesmo que vela.

PAXORÔ: Instrumento simbólico de Oxalá usado pelos Pais de Santo em trabalhos.

PEDRA DE RAIO: Meteorito, instrumento de Xangô , itá.

PEJI: Gongá, Altar ou Congar. Também pode ser o Rocó.

PEMBA: Espécie de giz em forma cônico arredondada, em diversas cores, como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações.

PEPELÊ: Local onde ficam os atabaques.

PEPEYÉ: Pato.

PEREGUM: Folha muito utilizada em rituais de descarrego.

PERNA DE CALÇA: Também chamado pelos Pretos Velhos de Perna de Carça. O mesmo que homem, marido, esposo, namorado.

PIPOCA: Comida de Omulú/Obaluaiê. Grão de milho arrebentado na areia quente para ser utilizado em descarrego. Descarrego de Pipoca.

PIRIGUAIA: Variedade de búzio.

PITO: cachimbo, charuto, cigarro de palha ou cigarro.

POMBO GIRA: O mesmo que exu Pomba Gira. Denominação de Pomba Gira em Congo.

PONTEIRO: Pequeno punhal ou também pode ser feito de metal, utilizado em cima do terreiro como para-raio” feito para proteção pelos Guardiões.

PONTO CANTADO: O mesmo que curimba, músicas cantadas com energia positiva, entusiasmo e cadência nos trabalhos e giras. Os pontos cantados na Umbanda são preces e a invocação das falanges e Linhas, chamando-as ao convívio das reuniões e no auxilio dos que buscam caridade.

PONTO DE ABERTURA: Ponto ou curimba cantado na abertura das giras.

PONTO DE CHAMADA: Curimba cantada para evocar as entidades da linha do Orixá correspondente.

PONTO DE DEFUMAÇÃO: Curimba feita para o momento de defumação dos filhos.

PONTO RISCADO: São identificação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não se resume apenas a identificação de um guia, linha, falange ou Orixá; ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se aproxime. Desenho cabalístico de figuras feito pela entidade para firmar o ponto com uma pemba, feito na firmeza da corrente do Orixá correspondente.

PORTEIRA: Entrada de terreiro o mesmo que Tronqueira.

POVO DE ENCRUZA: Guardiões/ Exús.

POVO DE RUA: O mesmo que Povo de Encruza, se engloba nos Exús e nos
Guardiões

PRECEITO: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos
fiéis.

PUXAR O PONTO: Iniciar a curimba.

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*LETRA Q*

QUARÔ: Flor chamada Resedá, possuidora de notáveis virtudes mágicas e grandemente empregada em banhos e defumações.

QUARTINHA: Vaso pequeno de barro OU PORCELANA, utilizado para colocar água de descarrego do ambiente. Servindo também para o firmamento de Anjos de Guarda, firmamentos e assentamentos do terreiro.

QUEBRA DE QUIZILA: Quebra de demanda.

QUEBRANTO: Mau olhado, feitiço, coisa feita. Normalmente atinge mais crianças pagãs, mas pode atingir também crianças batizadas e adultos. O quebranto é cortado com benzimento.

QUEBRAR DEMANDA: O mesmo que Quebrar as forças, ou Quebrar Demanda, ou seja anular, desmanchar o efeito de um trabalho para prejudicar ou perturbar uma pessoa. Neutralizar, desmanchar maus feitiços feitos pelas trevas. Somente com o respaldo do Guardiões uma demanda pode ser quebrada. Somente os guardiões tem o poder de neutralizar as forças

QUEBRAR PRECEITO: Desrespeitar as regras e hábitos estabelecidos no ritual do desenvolvimento ou dos trabalhos.

QUIMBANDA ou QUIBANDA: No termo, significa KIM gênio do mal (para BANDA lado), ou seja, Kimbanda ou Kibanda significa o Lado do Mal. Também conhecida como magia negra, trabalhos e feitiços feitos pelas trevas para fazer o mal e sacrifícios de animais.

QUIUMBA: Espírito obsessor e perturbador. Zombeteiro.

QUIZILA: Estado em que o filho de santo se encontra totalmente
irradiado por um determinado Zombeteiro, que acaba por “encobrir” a
irradiação do Orixá de Ori verdadeiro que rege a cabeça do filho.
Termo usado também para Briga, maledicência, fofoca.

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*LETRA R*

RABO DE SAIA: Termo designado às mulheres.

RAÚRA: O mesmo que Cambono. Auxiliar nos trabalhos do terreiro.

RECEBER O SANTO: Incorporar. Entrar em estado de transe com a Entidade de Luz.

REDENTOR: Jesus Cristo.

REINOS: Uma das divisões dos mundos espirituais. Domínios dos Orixás. Alguns exemplos : Juremá, Pedreiras, Fundo do Mar, Humaitá, etc.

RESPONSO: Oração em latim para determinado santo para se conseguir uma graça.

RITUAL: Equivalente a raspagem de cabeça no Candomblé.. Trabalhos rotineiros na Umbanda.

ROÇA: Terreiro, Centro, Tenda.

ROCÓ ou PEJI: Quarto onde ficam os assentamentos, ou seja, local da personificação dos Orixás onde são guardados seus símbolos e colocados suas oferendas. Funciona como uma espécie de santuário.

RODA DE FOGO: O mesmo que fundanga, feito com pólvora somente pelos Guardiões.

RUM: O maior dos Atabaques.

RUMPI: O Atabaque de tamanho médio.

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*LETRA S*

SACUDIMENTO: Ato de realizar limpeza, lavagem e varredura do terreiro e em seus filhos. Descarrego poderoso.

SAÍDA de IAÔ: Cerimônia de iniciação do filho de santo no Candomblé ou no culto Omolocô.

SAL GROSSO: Empregado sob diversas modalidades nos terreiros, principalmente como banho de descarrego. Ou como descarrego do local com um copo de água e sal atrás da porta.

SALUBA: Saudação a Nanã.

SALVE O POVO DA BAHIA: Saudação aos Baianos.

SANTERIA: Nome da religião na América Latina. Religião irmã do
Candomblé.

SARAVÁ: Saudação umbandista que corresponde a: Salve! Viva!

SEREIA DO MAR: Janaína, princesa d´água. Pode representar também como Iemanjá dentro de um contexto. Entidade da linha dos Encantados, vindas na irradiação das águas, podendo ser de Iemanjá ou Oxum, ou seja dos mares ou rios.

SESSÃO ESPIRITUAL: O mesmo que sessão de Umbanda, trabalho espiritual iniciado no terreiro pelos nossos amigos benfeitores.

SINCRETISMO: Fenômeno de identificação dos orixás com os Santos Católicos.

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*LETRA T*

TARIMBA: Cama.

TAUARI: Cigarro de palha.

TENDA: Centro, terreiro, casa de Umbanda..

TOCO: Vela.

TOMAR PASSE: Receber das Mãos dos médiuns em transe vibrações da
Entidade de Luz, as quais retiram do corpo da pessoa os males
provocados por vibrações negativas, provenientes de mau olhado,
encosto, castigo.

TRONQUEIRA: O mesmo que Porteira, Casa da Guarda, Casa de Exús.
Entrada de terreiro, onde se firma as proteções dos Exús.

TUIA: Pólvora.

TUMBA: Sepultura.

TUPI: Tribo indígena.

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*LETRA U*

UMBÓ: Cultuar.

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*LETRA V*

VUNGI: Orixás crianças (nação de Angola).

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*LETRA X*

XAMAM: Deus dos indígenas.

XANGÔ: Orixá masculino senhor da Justiça e da inteligência. Força da
natureza: Pedreiras.

XETRUÁ: Saudação aos Boiadeiros.

XETRUÊ: Saudação aos Boiadeiros.

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*LETRA Z*

ZAMBI: O mesmo que Deus.

ZIRI: Comida estragada.

ZULU: Tribo africana.

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    E assim terminamos nosso dicionário de Umbanda, espero que todos
tenham apreciado essa bela curiosidade.

    Grande axé a todos os irmãos!

                                             
                                  

Carlos de Ogum
 
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