sábado, 24 de agosto de 2013 187 comentários

CABOCLA JUREMA.






CONHECENDO A CABOCLA JUREMA.


Nesse texto falaremos um pouco da Cabocla Jurema, Cabocla linda, tão
conhecida e tão sagrada para nós umbandistas, que até existe um culto
com seu nome.

    Acredita-se até que a árvore da Jurema é sagrada onde reside os
Orixás, e é desta árvore que se faz a base do chá chamado "Daime".

 Esta Cabocla linda é a Rainha das Matas, filha mais velha do Caboclo
Tupinambá. Ela teve mais duas irmãs chamadas: Jupira e Jandira, que da
mesma forma que a Cabocla Jurema, são poderosas Entidades de Luz, e
tem seus trabalhos dentro da Umbanda muito bem vistos e respeitados.

    A Cabocla Jurema presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de
Umbanda. Faz isso somente por caridade, não admitindo de forma alguma
cobranças pela consulta ou trabalhos. Sua legião é constituída de
grandes Entidades Espirituais, espíritos puros que amparam os
sofredores, utilizando o processo de curas através de passes
magnéticos, ervas e suas vibrações espirituais.

 Normalmente a Divina Entidade Cabocla Jurema, quando está
trabalhando, atrai as vibrações de todas as caboclas Juremas, ou seja,
Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema das Matas, ou de todas as
vibrações que se enquadram nessa força espiritual.

    Na realidade todas são uma única vibração que trabalham com
ambientes da natureza, como por exemplo: Lua, Sol, Mata, Chuva, Vento
e todas as vibrações naturais.

 A Cabocla Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa,
transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e
conforto para aqueles que sofrem de enfermidades, sejam enfermidades
físicas ou mentais.

 Essa linda Cabocla nos ensina a entender as dificuldades e nos dá
coragem para suportá-las. Em qualquer lugar onde você esteja, quando o
desespero tomar conta, e a coragem lhe faltar, chame com fé pela
Cabocla Jurema, e sentirá sua força lhe protegendo e lhe amparando.

A Cabocla Jurema, sendo igualmente uma entidade espiritual que
trabalha na linha de Oxossi, é uma "cabocla", ou divindade evocada no
Catimbó, cultos Afro-brasileiros e mais prestigiada e respeitada na
Umbanda.

 Sendo Entidade Guia Chefe da Linha de Oxossi, ela trabalha na legião
constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que
amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de
passes e curas através das ervas e pontos riscados. Chame pela Jurema
nas horas de dificuldade, pois essa cabocla sempre estará ali para
ajudar seus filhos de Fé.

    Existem várias dissidências dessa Entidade. Sabendo que a maioria
dos aparelhos de ação da Cabocla Jurema serem filhos e filhas ligados
a Iansã, pois é sua vibração Original, existem ainda outros tipos de
irradiação constituída em vibrações de outros Orixás, fazendo sua
ligação vibratória com Caboclos da mesma linha, conforme relação
abaixo:

Cabocla Jurema da Praia.
Ligação com a Orixá: Iemanjá.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Pedreiras.

Cabocla Jurema da Cachoeira.
Ligação com a Orixá: Oxum.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Lírio.

Cabocla Jurema da Mata.
Ligação com o Orixá: Oxossi.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Rompe Mato.

Cabocla Jurema Flecheira.
Ligação com o Orixá: Xangô.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Flechas.

Cabocla Jurema do Oriente.
Ligação com o Orixá: Ibeji.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Cobra Coral.

Cabocla Jurema Rainha.
Ligação com Orixá: Oxalá.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Girassol.

Cabocla Jurema Preta.
Ligação com o Orixá: Omulú/Obaluaiê.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Arranca Toco.

Cabocla Jurema da Lua.
Ligação com o Orixá: Ogum.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Montanhas.

Cabocla Jurema Mestra.
Ligação com a Orixá: Nanã Buruquê.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Araúna.

    Como já foi dito anteriormente, a Cabocla Jurema vem na maioria
das vezes com a vibração da Orixá Iansã, portanto não tem uma
especificação a essa Orixá como foi feito acima com os outros Orixás.


    A Umbanda tem em Jurema uma força suprema, um respeito digno de
uma rainha, um amor grandioso a essa maravilhosa e linda Cabocla.

Saravá a nossa Cabocla Jurema.

Oração à Cabocla Jurema.

Nossa querida chefe de terreiro! Saravá a Cabocla Jurema!

Jurema, recebi o teu recado
Aqui me tens atendendo o teu chamado
Diante de ti, de joelho a teus pés,
Rainha da Mata Virgem
Jurema, eu sei que és.
Irmã de Oxalá,
Filha de Tupã,
Da linha de Oxossi,
E da legião de Utubatã.
Jupira, Jandira, Janaina e Iracema.
É a falange suprema.
Da linda cabocla Jurema.
Eu encontrei em Jurema,
A redenção e a luz.
A beleza do poema,
Nas máximas de Jesus.
Amai vós tanto na vida,
tanto quanto eu vos amei
Nesta Umbanda querida
Esta é a nossa lei.
Quem nesta tenda chegou,
O nosso Mestre é o Senhor.
Esta mensagem é fraterna,
Esta mensagem é de amor.
Salve o reino de Oxossi,
Onde Jurema é rainha,
Pois um homem sem amor é um morto que caminha.

Saravá Cabocla Linda!

Okê Cabocla Jurema!

Carlos de Ogum.



sexta-feira, 16 de agosto de 2013 33 comentários

Obaluaiê- Omulú



Obaluaiê - Omulú

     Na Umbanda, o culto é feito a Obaluaiê, que se desdobra com o
nome de Omulú. Orixá originário do Daomé. É um Orixá sombrio, tido
entre os iorubanos como severo e terrível, caso não seja devidamente
cultuado, porém Pai bondoso e fraternal para aqueles que se tornam
merecedores, através de gestos humildes, honestos e leais.
     Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiê
estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que
será recebido no útero materno assim que alcançar o desenvolvimento
celular básico (órgãos físicos).
     Ambos os nomes surgem quando nos referimos à esta figura, seja
Omulú seja Obaluaiê. Para a maior parte dos devotos do Candomblé e da
Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis, referentes a um
mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade. Já para
alguns babalorixás, porém, há de se manter certa distância entre os
dois termos, uma vez que representam tipos diferentes do mesmo Orixá.
     São também comuns as variações gráficas Obaluaê e Abaluaê.
     Um dos mais temidos Orixás, comanda as doenças e,
consequentemente, a saúde. Assim como sua mãe Nanã, tem profunda
relação com a morte. Tem o rosto e o corpo cobertos de palha da costa,
em algumas lendas para esconder as marcas da varíola, em outras já
curado não poderia ser olhado de frente por ser o próprio brilho do
sol. Seu símbolo é o Xaxará - um feixe de ramos de palmeira enfeitado
com búzios.
       Em termos mais estritos, Obaluaiê é a forma jovem do Orixá
Xapanã, enquanto Omulú é sua forma velha. Como porém, Xapanã é um nome
proibido tanto no Candomblé como na Umbanda, não devendo ser
mencionado pois pode atrair a doença inesperadamente, a forma Obaluaiê
é a que mais se vê. Esta distinção se aproxima da que existe entre as
formas básicas de Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem
e Oxalufã a forma mais velha.

     A figura de Omulú/Obaluaiê, assim como seus mitos, é
completamente cercada de mistérios e dogmas indevassáveis. Em termos
gerais, a essa figura é atribuído o controle sobre todas as doenças,
especialmente as epidêmicas. Faria parte da essência básica vibratória
do Orixá tanto o poder de causar a doença como o de possibilitar a
cura do mesmo mal que criou.

     Em algumas narrativas mais tradicionalistas tentam apontar-se que
o conceito original da divindade se referia ao deus da varíola, tal
visão porém, é uma evidente limitação. A varíola não seria a única
doença sob seu controle, simplesmente era a epidemia mais devastadora
e perigosa que conheciam os habitantes da comunidade original
africana, onde surgiu Omulú/Obaluaiê, o Daomé.

     Assim, sombrio e grave como Iroco, Oxumarê (seus irmãos) e Nanã
(sua Mãe), Omulú/Obaluaiê é uma criatura da cultura jêje,
posteriormente assimilada pelos iorubás. Enquanto os Orixás iorubanos
são extrovertidos, de têmpera passional, alegres, humanos e cheios de
pequenas falhas que os identificam com os seres humanos, as figuras
daomeanas estão mais associadas a uma visão religiosa em que
distanciamento entre deuses e seres humanos é bem maior. Quando há
aproximação, há de se temer, pois alguma tragédia está para acontecer,
pois os Orixás do Daomé são austeros no comportamento mitológico,
graves e conseqüentes em suas ameaças.

     A visão de Omulú/Obaluaiê é a do castigo. Se um ser humano falta
com ele ou um filho-de-santo seu é ameaçado, o Orixá castiga com
violência e determinação, sendo difícil uma negociação ou um aplacar,
mais prováveis nos Orixás iorubás.
     Pierre Verger, nesse sentido, sustenta que a cultura do Daomé é
muito mais antiga que a iorubá, o que pode ser sentido em seus mitos:
A antigüidade dos cultos de Omulú/Obaluaiê e Nanã (Orixá feminino),
freqüentemente confundidos em certas partes da África, é indicada por
um detalhe do ritual dos sacrifícios de animais que lhe são feitos.
Este ritual é realizado sem o emprego de instrumentos de ferro,
indicando que essas duas divindades faziam parte de uma civilização
anterior à Idade do Ferro e à chegada de Ogum.

     Como parte do temor dos iorubás, eles passaram a enxergar a
divindade (Omulú/Obaluaiê) mais sombria dos dominados como fonte de
perigo e terror, entrando num processo que podemos chamar de
malignação de um Orixá do povo subjugado, que não encontrava
correspondente completo e exato (apesar da existência similar apenas
de Ossãe). Omulú/Obaluaiê seria o registro da passagem de doenças
epidêmicas, castigos sociais, já que atacariam toda uma comunidade de
cada vez.

Obaluaiê, o Rei da Terra, é filho de NANÃ, mas foi criado por IEMANJÁ
que o acolheu quando a mãe rejeitou-o por ser manco, feio e coberto de
feridas. É uma divindade da terra dura, seca e quente. É às vezes
chamado "o velho", com todo o prestígio e poder que a idade representa
no Candomblé. Está ligado ao Sol, propicia colheitas e
ambivalentemente detém a doença e a cura. Com seu Xaxará, cetro ritual
de palha da Costa, ele expulsa a peste e o mal. Mas a doença pode ser
também a marca dos eleitos, pelos quais Omulú quer ser servido. Quem
teve varíola é freqüentemente consagrado a Omulú, que é chamado
"médico dos pobres".

     Suas relações com os Orixás são marcadas pelas brigas com Xangô e
Ogum e pelo abandono que os Orixás femininos legaram-lhe. Rejeitado
primeiramente pela mãe, segue sendo abandonado por Oxum, por quem se
apaixonou, que, juntamente com Iansã, troca-o por Xangô. Finalmente
Obá, com quem se casou, foi roubada por Xangô.
     Existe uma grande variedade de tipos de Omulú/Obaluaiê, como
acontece praticamente com todos os Orixás. Existem formas guerreiras e
não guerreiras, de idades diferentes, etc., mas resumidos pelas duas
configurações básicas do velho e do moço. A diversidade de nomes pode
também nos levar a raciocinar que existem mitos semelhantes em
diferentes grupos tribais da mesma região, justificando que o Orixá é
também conhecido como Skapatá, Omulú Jagun, Quicongo, Sapatoi, Iximbó,
Igui.

     Esta Grande Potência Astral Inteligente, quando relacionado à
vida e à cura, recebe o nome de Obaluaiê. Tem sob seu comando
incontáveis legiões de espíritos que atuam nesta Irradiação ou Linha,
trabalhadores do Grande Laboratório do Espaço e verdadeiros
cientistas, médicos, enfermeiros etc., que preparam os espíritos para
uma nova encarnação, além de promoverem a cura das nossas doenças.
     Atuam também no plano físico, junto aos profissionais de saúde,
trazendo o bálsamo necessário para o alívio das dores daqueles que
sofrem.

     O Senhor da Vida é também Guardião das Almas que ainda não se
libertaram da matéria. Assim, na hora do desencarne, são eles, os
falangeiros de Omulú, que vêm nos ajudar a desatar nossos fios de
agregação astral-físico (cordão de prata), que ligam o perispírito ao
corpo material. Os comandados de Omulú, dentre outras funções, são
diretamente responsáveis pelos sítios pré e pós morte física
(Hospitais, Cemitérios, Necrotérios etc.), envolvendo estes lugares
com poderoso campo de força fluidíco-magnético, a fim de não deixarem
que os vampiros astrais (kiumbas desqualificados) sorvam energias do
duplo etérico daqueles que estão em vias de falecerem ou falecidos.



CARACTERÍSTICAS:

Cor:
Preto e branco.

Fio de Contas:
Contas e Miçangas Pretas e Brancas leitosas.

Ervas:
Erva de Bicho, Erva de Passarinho, Barba de Milho, Barba de Velho,
Cinco Chagas, Fortuna, Hera. (cuféia -sete sangrias,
erva-de-passarinho, canela de velho, quitoco, Zínia)

Símbolo:
Cruz.

Pontos da Natureza:
Cemitério, grutas, praia.

Flores:
Monsenhor branco.

Essências:
Cravo e Menta.

Pedras:
Obsidiana, Ônix, Olho-de-gato.

Metal:
Chumbo.

Saúde:
Todas as partes do corpo (É o Orixá da Saúde).

Planeta:
Saturno.

Dia da Semana:
Segunda-feira.

Elemento:
Terra.

Chakra:
Básico.

Saudação:
Atôtô (Significa "Silêncio, Respeito").

Bebida:
Água mineral, vinho tinto.

Animais:
Galinha d'angola, caranguejo e peixes de couro, cachorro.

Comidas:
Feijão preto, carne de porco, Deburú - pipoca, (Abadô - amendoim
pilado e torrado; latipá - folha de mostarda; e, Ibêrem - bolo de
milho envolvido na folha de bananeira).

Número:
3.

Data Comemorativa:
16 de Agosto e 17 de Dezembro.

Sincretismo:
São roque (São Lázaro).

Incompatibilidades:
Claridade, sapos.


ATRIBUIÇÕES:

     Muitos associam o divino Obaluaiê apenas com o Orixá curador, que
ele realmente é, pois cura mesmo! Mas Obaluaiê é muito mais do que já
o descreveram. Ele é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro,
de uma dimensão para outra, e mesmo do espírito para a carne e
vice-versa



AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OBALUAIÊ:

     Ao senhor da doença é relacionado um arquétipo psicológico
derivado de sua postura na dança: se nela Omulú/Obaluaiê esconde dos
espectadores suas chagas, não deixa de mostrar, pelos sofrimentos
implícitos em sua postura, a desgraça que o abate. No comportamento do
dia-a-dia, tal tendência se revela através de um caráter tipicamente
masoquista.

     Arquetipicamente, lega a seus filhos tendências ao masoquismo e à
autopunição, um austero código de conduta e possíveis problemas com os
membros inferiores, em geral, ou pequenos outros defeitos físicos.

     Pierre Verger define os filhos de Omulú como pessoas que são
incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre tranqüila
para elas. Podem até atingir situações materiais e rejeitar, um belo
dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários.
São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de se consagrar ao
bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios
interesses e necessidades vitais.
     No Candomblé, como na Umbanda, tal interpretação pode ser demais
restritiva. A marca mais forte de Omulú/Obaluaiê não é a exibição de
seu sofrimento, mas o convívio com ele. Ele se manifesta numa
tendência autopunitiva muito forte, que tanto pode revelar-se como uma
grande capacidade de somatização de problemas psicológicos (isto é, a
transformação de traumas emocionais em doenças físicas reais), como
numa elaboração de rígidos conceitos morais que afastam seus
filhos-de-santo do cotidiano, das outras pessoas em geral e
principalmente os prazeres. Sua insatisfação básica, portanto, não se
reservaria contra a vida, mas sim contra si próprio, uma vez que ele
foi estigmatizado pela marca da doença, já em si uma punição.

     Em outra forma de extravasar seu arquétipo, um filho do Orixá ,
menos negativista, pode apegar-se ao mundo material de forma sôfrega,
como se todos estivessem perigosamente contra ele, como se todas as
riquezas lhe fossem negadas, gerando um comportamento obsessivo em
torno da necessidade de enriquecer e ascender socialmente.
     Mesmo assim, um certo toque do recolhimento e da autopunição de
Omulú/Obaluaiê serão visíveis em seus casamentos: não raro se
apaixonam por figuras extrovertidas e sensuais (como a indomável
Iansã, a envolvente Oxum, o atirado Ogum) que ocupam naturalmente o
centro do palco, reservando ao cônjuge de Omulú/Obaluaiê um papel mais
discreto. Gostam de ver seu amado brilhar, mas o invejam, e ficam
vivendo com muita insegurança, pois julgam o outro, fonte de paixão e
interesse de todos.
     Assim como Ossãe, as pessoas desse tipo são basicamente
solitárias. Mesmo tendo um grande círculo de amizades, freqüentando o
mundo social, seu comportamento seria superficialmente aberto e
intimamente fechado, mantendo um relacionamento superficial com o
mundo e guardando sua intimidade para si própria. O filho do Orixá
oculta sua individualidade com uma máscara de austeridade, mantendo
até uma aura de respeito e de imposição, de certo medo aos outros.
Pela experiência inerente a um Orixá velho, são pessoas irônicas. Seus
comentários porém não são prolixos e superficiais, mas secos e
diretos, o que colabora para a imagem de terrível que forma de si
próprio.

     Entretanto, podem ser humildes, simpáticos e caridosos. Assim é
que na Umbanda este Orixá toma a personalidade da caridade na cura das
doenças, sendo considerado o "Orixá da Saúde".

     O tipo psicológico dos filhos de Omulú é fechado, desajeitado,
rústico, desprovido de elegância ou de charme. Pode ser um doente
marcado pela varíola ou por alguma doença de pele e é freqüentemente
hipocondríaco. Tem considerável força de resistência e é capaz de
prolongados esforços. Geralmente é um pessimista, com tendências
autodestrutivas que o prejudicam na vida. Amargo, melancólico,
torna-se solitário. Mas quando tem seus objetivos determinados, é
combativo e obstinado em alcançar suas metas. Quando desiludido,
reprime suas ambições, adotando uma vida de humildade, de pobreza
voluntária, de mortificação.
     É lento, porém perseverante. Firme como uma rocha. Falta-lhe
espontaneidade e capacidade de adaptação, e por isso não aceita
mudanças. É vingativo, cruel e impiedoso quando ofendido ou humilhado.
     Essencialmente viril, por ser Orixá fundamentalmente masculino,
falta-lhe um toque de sedução e sobra apenas um brutal solteirão.
Fenômeno semelhante parece ocorrer no caso de Nanã: quanto mais
poderosa e mais acentuada é a feminilidade, mais perigosa ela se torna
e, paradoxalmente, perde a sedução.


COZINHA RITUALÍSTICA:

Feijão Preto:

Cozinha-se o feijão preto, só em água, e depois refoga-se cebola
ralada, camarão seco e Azeite-de-Dendê, misturando ao feijão.

Olubajé  (Olu-aquele que, ba-aceita, jé-comer ; ou ainda
aquele-que-come):

     O Olubajé, não é uma comida específica, mas sim um banquete
oferecido à Obaluaiê.
     São oferecidos pratos de aberém (milho cozido enrolado em folha
de bananeira), carne de bode e pipocas.
     Seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem
as mesmas aos convidados/assistentes desta festa.
     É uma oferenda coletiva para os Orixás da Terra e suas ligações -
Omulú/Obaluaiê, Nanã e Oxumarê, é aguardada durante todo o ano com
muito entusiasmo, pois é nesta oferenda que os iniciados ou
simpatizantes irão agradecer por mais um ano que passaram livre de
doenças e pedir por mais um período de saúde, paz e prosperidade.

     A celebração oferece aos participantes um vasto cardápio de
"comidas de santo", e, após todos comerem, participam de uma limpeza
espiritual, que evoca a proteção destas divindades por mais um ano na
vida de cada um.

     É uma das cerimônias mais importantes do Candomblé, e relembra a
lenda da festa que ocorria na terra de Obaluaiê, com todos os Orixás,
na qual ele não podia entrar. (ver lenda mais abaixo).



LENDAS DE OBALUAIÊ:

Orixá da cura, continuidade e da existência !!!

     Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Obaluaiê viu que estava
acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás. Obaluaiê não
podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou
espreitando pelas frestas do terreiro. Ogum, ao perceber a angústia do
Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu
rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos
festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaiê entrou, mas ninguém se
aproximava dele. Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela
compreendia a triste situação de Obaluaiê e dele se compadecia. Iansã
esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê (festa,
dança, brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com
suas ekedes. Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de
palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas
de Obaluaiê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas,
que se espalharam brancas pelo barracão. Obaluaiê, o deus das doenças,
transformara-se num jovem belo e encantador. Obaluaiê e Iansã Igbalé
tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos
espíritos dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper
as demandas dos mortos sobre os homens.

Xapanã, rei de Nupê.

     Xapanã, originário de Tapa, leva seus guerreiros para uma
expedição aos quatro cantos da terra. Uma pessoa ferida por suas
flechas ficava cega, surda ou manca, Obaluaê-Xapanã chega ao
território de Mahi no norte de Daomé, matando e dizimando todos os
seus inimigos e começa a destruir tudo o que encontra a sua frente. Os
Mahis foram consultar um Babalaô e o mesmo ensinou-os como fazer para
acalmar Xapanã. O Babalaô diz que estes deveriam tratá-lo com pipocas,
que isso iria tranqüiliza-lo, e foi o que aconteceu. Xapanã tornou-se
dócil. Xapanã contente com as atenções recebidas mandou construir um
palácio onde foi viver e não mais voltou ao país Empê. O Mahi
prosperou e tudo se acalmou.

As Duas Mães de Obaluaiê:

     Filho de Oxalá e Nanã, nasceu com chagas, uma doença de pele que
fedia e causava medo aos outros, sua mãe Nanã morria de medo da
varíola, que já havia matado muita gente no mundo. Por esse motivo
Nanã, o abandonou na beira do mar. Ao sair em seu passeio pelas areias
que cercavam o seu reino, Iemanjá encontrou um cesto contendo uma
criança. Reconhecendo-a como sendo filho de Nanã, pegou-a em seus
braços e a criou como seu filho em seus seios lacrimosos. O tempo foi
passando e a criança cresceu e tornou um grande guerreiro, feiticeiro
e caçador. Se cobria com palha da costa, não para esconder as chagas
com a qual nasceu, e sim porque seu corpo brilhava como a luz do sol.
Um dia Iemanjá chamou Nanã e apresentou-a a seu filho Xapanã, dizendo:
Xapanã, meu filho receba Nanã sua mãe de sangue. Nanã, este é Xapanã
nosso filho. E assim Nanã foi perdoada por Omulú e este passou a
conviver com suas duas mães.

Atotô meu Obaluaiê/Omulú! Atotô meu Velho Pai! Atotô Rei da Terra!
Atotô Babá! Atotô Obaluaê/Omulú, atotô babá atotô Obaluaê/Omulú atotô
é Orixá!


Saravá poderoso Pai, saravá Senhor Obaluaiê/Omulú!!!

Carlos de Ogum



Oração a Obaluaiê/Omulú.

Divino Pai da Geração, eu Vos peço que abençoe a minha vida, os meus
sete corpos, os meus sete campos vibratórios e os meus sete sentidos.

Que a Vossa Bênção paralise toda e qualquer negatividade que pretenda
fazer adoecer a minha vida e o meu caminhar.

Que a Vossa Proteção mantenha viva e saudável a morada da minha alma e
do meu coração, para que nenhum pensamento, sentimento, palavra ou
ação negativa tenha força na minha existência.

Divino Pai Obaluaiê/Omulú, eu Vos peço que me purifique e me ampare,
que ampare a minha família, o meu lar e o meu trabalho material e
espiritual, e que ampare os meus amigos, para que a Luz Divina esteja
sempre viva em nós e em torno de nós.

Sagrado Pai Obaluaiê/Omulú, peço também a Vossa Bênção para os meus
adversários encarnados e desencarnados, para que neles seja paralisado
qualquer sentimento negativo em relação a mim, à minha família ou aos
meus amigos. E que, assim, possam eles igualmente manter acesa a Luz
Divina Sustentadora da Vida, evoluindo sempre.

Amado Pai Obaluaiê/Omulú, eu Vos peço que semeie dentro de mim as
Sementes da Vida Verdadeira, para que eu me comporte como filho de
DEUS e compreenda a Presença Divina em mim e nos meus semelhantes.

Sagrado Orixá Obaluaiê/Omulú, eu reverencio o Vosso Poder, a Vossa
Força e a Vossa Atuação na minha vida e na vida de todos os seres.

Obrigada, meu Pai!

Que o Vosso Nome seja sempre lembrado com reverência e amor, por todos
os filhos da Terra.

Que assim seja, e assim será!


Atotô Meu Pai Obaluaiê/Omulú.



terça-feira, 13 de agosto de 2013 8 comentários

Oxumarê

Oxumarê



     Oxumarê, filho mais novo e preferido de Nanã, irmão de Omulu. É
uma entidade branca muito antiga, participou da criação do mundo
enrolando-se ao redor da terra, reunindo a matéria e dando forma ao
Mundo. Sustenta o Universo, controla e põe os astros e o oceano em
movimento. Rastejando pelo Mundo, desenhou seus vales e rios. É a
grande cobra que morde a cauda, representando a continuidade do
movimento e do ciclo vital. A cobra é dele e é por isso que no
Candomblé não se mata cobra. Sua essência é o movimento, a
fertilidade, a continuidade da vida.

     A comunicação entre o céu e a terra é garantida por Oxumarê. Leva
a água dos mares, para o céu, para que a chuva possa formar-se - é o
arco-íris, a grande cobra colorida. Assegura comunicação entre o mundo
sobrenatural, os antepassados e os homens e por isso à associa do ao
cordão umbilical.

     Oxumarê é um Orixá bastante cultuado no Brasil, apesar de
existirem muitas confusões a respeito dele, principalmente nos
sincretismos e nos cultos mais afastados do Candomblé tradicional
africano como a Umbanda. A confusão começa a partir do próprio nome,
já que parte dele também é igual ao nome do Orixá feminino Oxum, a
senhora da água doce. Algumas correntes da Umbanda, inclusive,
costumam dizer que Oxumarê é uma das diferentes formas e tipos de
Oxum, mas no Candomblé tradicional tal associação é absolutamente
rejeitada. São divindades distintas, inclusive quanto aos cultos e à
origem.

Em relação a Oxumarê, qualquer definição mais rígida é difícil e
arriscada. Não se pode nem dizer que seja um Orixá masculino ou
feminino, pois ele é as duas coisas ao mesmo tempo; metade do ano é
macho, a outra metade é fêmea. Por isso mesmo a dualidade é o conceito
básico associado a seus mitos e a seu arquétipo.
     Essa dualidade onipresente faz com que Oxumarê carregue todos os
opostos e todos os antônimos básicos dentro de si: bem e mal, dia e
noite, macho e fêmea, doce e amargo, etc.
     Nos seis meses em que é uma divindade masculina, é representado
pelo arco-íris, sendo atribuído a Oxumarê o poder de regular as chuvas
e as secas, já que, enquanto o arco-íris brilha, não pode chover. Ao
mesmo tempo, a própria existência do arco-íris é a prova de que a água
está sendo levada para os céus em forma de vapor, onde se aglutinará
em forma de nuvem, passará por nova transformação química recuperando
o estado líquido e voltará à terra sob essa forma, recomeçando tudo de
novo: a evaporação da água, novas nuvens, novas chuvas, etc.
     Nos seis meses subseqüentes, o Orixá assume forma feminina e se
aproxima de todos os opostos do que representou no semestre anterior.
É então, uma cobra, obrigado a se arrastar agilmente tanto na terra
como na água, deixando as alturas para viver sempre junto ao chão,
perdendo em transcendência e ganhando em materialismo. Sob essa forma,
segundo alguns mitos, Oxumarê encarna sua figura mais negativa,
provocando tudo que é mau e perigoso.
     Não podemos nos esquecer de que tanto na África, como
especialmente no Brasil, a população negra, foi continuamente
assediada pela colonização branca. Uma das formas mais utilizadas por
jesuítas para convencer os negros, era a repressão física, mas para
alguns, não bastava o medo de apanhar. Eles queriam a crença
verdadeira e, para isso, tentaram explicar e codificar a religião do
Orixás segundo pontos de vista cristãos, adaptando divindades,
introduzindo a noção de que os Orixás, seriam santos como os da Igreja
Católica. Essa busca objetiva do sincretismo sem dúvida foi esbarrar
em Oxumarê e na cobra - e não há animal mais peçonhento, perigoso e
pecador do que ela na mitologia católica.
     Por isso, não seria difícil para um jesuíta que acreditasse
sinceramente nos símbolos de sua visão teológica. Reconhecer na cobra
mais um sinal da presença dos símbolos católicos na religião do Orixás
e nele reconhecer uma figura que só poderia trazer o mal.
     Na verdade, o que se pode abstrair de contradições como as que
apresenta Oxumarê é que este é o Orixá do movimento, da ação, da
eterna transformação, do contínuo oscilar entre um caminho e outro que
norteia a vida humana. É o Orixá da tese e da antítese. Por isso, seu
domínio se estende a todos os movimentos regulares, que não podem
parar, como a alternância entre chuva e bom tempo, dia e noite,
positivo e negativo. Conta-se sobre ele que, como cobra, pode ser
bastante agressivo e violento, o que o leva a morder a própria cauda.
Isso gera um movimento moto-contínuo pois, enquanto não largar o
próprio rabo, não parará de girar, sem controle. Esse movimento
representa a rotação da Terra, seu translado em torno do Sol, sempre
repetitivo- todos os movimentos dos planetas e astros do universo,
regulados pela força da gravidade e por princípios que fazem esses
processos parecerem imutáveis, eternos, ou pelo menos muito duradouros
se comparados com o tempo de vida médio da criatura humana sobre a
terra, não só em termos de espécie, mas principalmente em termos da
existência de uma só pessoa. Se essa ação terminasse de repente, o
universo como o entendemos deixaria de existir, sendo substituído
imediatamente pelo caos. Esse mesmo conceito justifica um preceito
tradicional do Candomblé que diz que é necessário alimentar e cuidar
de Oxumarê muito bem pois, se ele perder suas forças e morrer, a
conseqüência será nada menos que o fim da vida no mundo.
     Seu domínio se estende a todos os movimentos regulares que não
podem parar, como a alternância entre o dia e a noite, o bom e o mal
tempo (chuvas) e entre o bem e o mal (positivo e negativo).
     Enquanto o arco-íris traz a boa notícia do fim da tempestade, da
volta do sol, da possibilidade de movimentação livre e confortável, a
cobra é particularmente perigosa para uma civilização das selvas, já
que ela está em seu habitat característico, podendo realizar rápidas
incertas.
     Pierre Verger acrescenta que Oxumarê está associado ao
misterioso, a tudo que implica o conceito de determinação além dos
poderes dos homens, do destino, enfim: É o senhor de tudo o que é
alongado. O cordão umbilical, que está sob seu controle, é enterrado
geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade
do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa
árvore.



CARACTERÍSTICAS:

Cor:
Verde e amarelo (cores do arco-íris, ou, amarelo rajado de preto).

Fio de Contas:
Verde e amarelo.

Ervas:
Colônia, Macaçá, Oriri, Santa Luzia, Oripepê, Pingo D'água, Agrião,
Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula,Narciso; Vassourinha,
Erva de Santa Luzia, e Jasmim (Estas últimas três não servem para
banhos) (Em algumas casas: Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica,
Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro, Manjericona, Erva Sta. Maria).

Símbolo:
Cobra e Arco-Íris.

Pontos da Natureza:
Próximo da queda da cachoeira.

Flores:
Amarelas.

Pedras:
Ágata. (Topázio, esmeralda, diamante).

Metal:
Latão (Ouro e Prata mesclados).

Saúde:
pressão baixa, vertigens, problemas de nervos, problemas alérgicos e
de pele

Dia da Semana:
Terça-feira.

Elemento:
Água.

Chakra:
Laringe.

Saudação:
Arrobobô.

Bebida:
Água Mineral.

Animais:
Cobra.

Comidas:
Batata doce em formato de cobra, bertalha com ovos.

Número:
14.

Data Comemorativa:
24 de agosto.

Sincretismo:
São Bartolomeu.

Incompatibilidades:
sal, água salgada.


ATRIBUIÇÕES:

     Oxumarê, é a renovação contínua, mas em todos os aspectos e em
todos os sentidos da vida de um ser. É a renovação do amor na vida dos
seres. E onde o amor cedeu lugar à paixão, ou foi substituído pelo
ciúme, então cessa a irradiação de Oxum e inicia-se a dele, que é
diluidora tanto da paixão como do ciúme. Ele dilui a religiosidade já
estabelecida na mente de um ser e o conduz, emocionalmente, a outra
religião, cuja doutrina o auxiliará a evoluir no caminho reto.


LENDAS DE OXUMARÊ:

Como Oxumarê Se Tornou Rico.

     Oxumarê era o babalaô da corte de um rei que, embora fosse rico e
poderoso, não pagava bem seu sacerdote, que vivia na pobreza. certo
dia, Oxumarê perguntou a ifá o que fazer para ter mais dinheiro; ifá
disse que, se ele lhe fizesse uma oferenda, ele o tornaria muito rico.
Oxumarê preparou tudo como devia mas, no meio do ritual, foi chamado
ao palácio. não podendo interromper o ritual, ele não foi; então, o
rei suspendeu seu pagamento. quando Oxumarê pensava que ia morrer de
fome, a rainha do reino vizinho chamou-o para tratar seu filho doente
e, como Oxumarê o salvou, a rainha pagou-o muito bem. com medo de
perder o adivinho, o rei lhe deu ainda mais riquezas, e assim se
cumpriu a promessa de ifá.

Orixá do arco-íris !!!

     Certa vez, Xangô viu Oxumarê passar, com todas as cores de seu
traje e todo o brilho de seu ouro. Xangô conhecia a fama de Oxumarê
não deixar ninguém dele se aproximar. Preparou então uma armadilha
para capturar Oxumarê. Mandou uma audiência em seu palácio e, quando
Oxumarê entrou na sala do trono, os soldados chamaram para a presença
de Xangô e fecharam todas as janelas e portas, aprisionando Oxumarê
junto com Xangô. Oxumarê ficou desesperado e tentou fugir, mas todas
as saídas estavam trancadas pelo lado de fora.
     Xangô tentava tomar Oxumarê nos braços e Oxumarê escapava,
correndo de um canto para outro. Não vendo como se livrar, Oxumarê
pediu a Olorum e Olorum ouviu sua súplica. No momento em que Xangô
imobilizava Oxumarê, Oxumarê foi transformado numa cobra, que Xangô
largou com nojo e medo.
     A cobra deslizou pelo chão em movimentos rápidos e sinuosos.
Havia uma pequena fresta entre a porta e o chão da sala e foi por ali
que escapou a cobra, foi por ali que escapou Oxumarê.
     Assim livrou-se Oxumarê do assédio de Xangô. Quando Oxumarê e
Xangô foram feitos Orixás, Oxumarê foi encarregado de levar água da
Terra para o palácio de Xangô no Orum (céu), mas Xangô não pôde nunca
aproximar-se de Oxumarê.

Como Oxumarê Serve À Oxum e Xangô?

     Quando xangô e Oxum quiseram se casar, perceberam que seria
difícil viverem juntos, pois a casa de Oxum era no fundo do rio e
xangô morava por cima das nuvens. então, resolveram arranjar um criado
que facilitasse a comunicação entre os dois. falaram com Oxumarê, que
aceitou servir de mensageiro entre eles. só que, durante a metade do
ano em que é o arco- íris, Oxumarê levava as águas de Oxum para o céu;
não chovia e a terra ficava seca. por isso, Oxumarê resolveu que, nos
seis meses em que fosse cobra, deixaria o serviço. nesse período,
xangô precisa descer até Oxum, e então acontecem os temporais da
estação das chuvas.


O arco-íris anunciou a renovação Divina, foi Pai Oxumaré que anunciou
com sua Luz colorida e Cristalina.


Arrobobô Oxumaré Arrobobô. !!!

Carlos de Ogum




ORAÇÃO A OXUMARÊ

Oxumarê,
Divino arco-íris da Alegria,
Do Encantamento e da Renovação,
Toca meu coração magoado
De tristezas que ninguém vê
E liberta a minha alma
Do rancor e da desilusão
Que me prendem num passado
Sem paz e sem calma.
Serpente da Sabedoria
Das Águas de Ouro do Amor,
Toca meu pensamento intranquilo
E deposita em meu ser
Doces gotas de Alegria,
Num jato Renovador,
Diluindo tudo aquilo
Da dor antiga e sombria
Que eu teimo ainda em reter.
Pai das Águas lá dos Céus,
Onde moram as Sete Cores,
Toca e desfaz esses véus
E me faz novo, de novo,
Qual criança renascida
Que em paz descansa,
Mansa e sem temores,
Abençoada e nutrida
Pela Tua Coorte de Erês.
Abraça a Terra, Pai Divino,
Dilui em nós toda mágoa,
Renovando e despertando
Todos os filhos Teus
Com o Poder Celestino
Das Tuas Cores e Águas.
Sustenta-nos em Tuas Mãos
E nos eleva do chão
Ao Colo Sagrado de Deus.

Salve o nosso Pai Oxumarê, o Senhor do Arco-Íris! Arrobobô, meu Pai!







sábado, 3 de agosto de 2013 118 comentários

Aborto na Visão da VERDADEIRA UMBANDA

    Antes de prosseguir com esse texto, gostaria de esclarecer o seu
título, e o porque friso o "VERDADEIRA UMBANDA".

    Como é sabido, dentro de todas as classes ou religiões encontramos
pessoas que realmente vivem o ato de ser, de fazer parte dessas
determinadas classes ou religiões, e encontramos também os que apenas
usam o nome delas para alguns fins de causa própria, como por exemplo,
usar o nome de uma determinada religião para conseguir satisfação numa
melhoria econômica ou social.

    Para melhor entendimento, vamos entrar com a nomenclatura de
"umbandista", assim poderemos demonstrar com mais exatidão o que é
"verdadeira Umbanda".

    Temos dois tipos de religiosos, o "SER UMBANDISTA," e o "ESTAR
UMBANDISTA". E a diferença de um para o outro é simples, o "ser
umbandista" segue as leis e regras espirituais da Umbanda, independente
se essas leis possam de alguma forma não dar uma vantagem esperada
ou dar uma sensação de justiça para satisfazer o ego de quem
usando o nome da Umbanda tenta fazê-las.
   Como por exemplo, dentro da lei da Umbanda usamos de fazer a
caridade e lutar de todas as formas para que o bem seja sempre o
caminho a ser seguido.
    Para demonstrar essas duas regras do "ser umbandista", o cobrar
por trabalhos espirituais dentro de uma gira de Umbanda, ou o pedir o
mal de seu semelhante a alguma Entidade de Luz, está totalmente fora
de cogitação para a verdadeira Umbanda, enquanto que para o "estar
umbandista", que se utiliza do nome da religião, isso é algo do cotidiano.
Então essa é a diferença da "VERDADEIRA UMBANDA" para a
Umbanda mentirosa que os farsantes pregam para seus interesses
particulares.

    Voltando ao tema principal, vamos ver como o aborto é visto dentro
da verdadeira Umbanda.

    Os umbandistas que realmente vivem as leis da maravilhosa Umbanda,
aprendem com nossas Entidades de Luz, que estamos constantemente em
evolução espiritual, que estamos seguindo por várias reencarnações,
que a cada passo dentro dessas reencarnações estamos aprendendo
lições, e que a cada lição aprendida nos eleva um degrau a mais para
nosso melhoramento e logicamente a evolução como ser.

    Se estamos nessa evolução espiritual, logicamente todos os seres
estão, e se estão temos a necessidade de reencarnar, de sermos
gerados, de nascermos, de crescermos, evoluirmos, amadurecermos,
envelhecermos até desencarnarmos para que assim um novo ciclo volte a
acontecer e novamente fazermos toda a caminhada evolutiva, para que
assim chegarmos a uma evolução determinada por Deus.

    E então, com todo esse ciclo preparado, já tão aguardado pelo
espírito, é interrompido de uma forma covarde, brusca e totalmente
radical por intermédio do aborto, feito por uma mulher, na maioria das
vezes com aval de um homem, no qual chegaram a essa situação pelo
simples fato de se entregarem a um prazer carnal de alguns minutos.
Então para entendimento, reduzindo, se aniquila a possibilidade de
anos e anos de lições e  evolução espiritual de um ser gerado, pela
falta de responsabilidade de um casal sem estrutura, que sem a menor
culpa assassinou um futuro ser, ser esse que tem o nome sagrado de
filho.


   Abaixo descrevo a visão espírita dessa ação perversa e covarde:

O Espírito Emmanuel nos fala deste hediondo crime:

"O aborto provocado, mesmo diante de regulamentos humanos que o
permitem, é um crime perante as Leis de Deus."
Emmanuel (Leis de Amor , Cap. XI)

 "A insensibilidade humana na prática do aborto cruel mostra quanto
estamos distantes das Leis Divinas, ainda mais quando as instituições
dos códigos humanos criam leis aprovando o direito à mulher de negar a
continuidade da vida a um ser que está desenvolvendo-se dentro de seu
próprio organismo."

" O aborto provocado destrói não somente o corpo do bebê, mas também o
santuário divino das formas humanas na mulher."

"As consequências imediatas do aborto delituoso logicamente se
refletem, primeiro e em maior grau, no organismo fisiopsicossomático
da mulher, pois abortar é arrancar violentamente um ser vivo do
claustro materno."


    O centro genésico, que é o santuário das energias criadoras do
sexo e tem sua contraparte na organização perispiritual da mulher, com
a prática do aborto condenável sofre desequilíbrios profundos, ainda
desconhecidos da ciência terrena. O Espírito André Luiz em seu livro
"Evolução em Dois Mundos" descreve os resultados no mundo psíquico da
mulher que comete o aborto delituoso. Conforme descrito abaixo:

" É dessa forma que a mulher e o homem,  acumpliciados nas
ocorrências do aborto delituoso, mas principalmente a
mulher, cujo grau de responsabilidade as faltas dessa
natureza é muito maior, à frente da  vida que ela prometeu
honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as
energias psicossomáticas, com mais penetrante  desequilíbrio
do centro genésico, implantando nos tecidos  da própria alma
a sementeira de males que frutescerão,  mais tarde, em regime
de produção a tempo certo."
(Evolução em Dois Mundos, Cap. XIV - Parte II).

O crime do aborto não é simplesmente o de destruir um corpo que está
se formando, mas também o de interferir no direito do Espírito
reencarnante que realmente está dando vida ao feto, pois a partir do
momento da concepção, o Espírito passa a atuar profundamente no
crescimento do embrião.

    Para entendimento e esclarecimento sobre a falácia de algumas
pessoas que tentam demonstrar que um ser recém concebido não é
considerado um ser com alma, e sendo assim não teria gravidades
espirituais ao ser expulso do ventre de sua genitora, analisemos o que
nos esclarecem os Espíritos Superiores em "O Livro dos Espíritos" , na
Questão 344:

"Em que momento a alma se une ao corpo?

A união começa na concepção mas só é completa por ocasião do
nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para
habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez
mais se vai apertando até o instante em que a criança vê a luz. O
grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número
dos vivos e dos servos de Deus."


    Como na organização fetal existe um Espírito administrando o seu
crescimento em simbiose mental com a mãe, em realidade já é o dono
desse corpo em formação, e em sã consciência a mulher gestante não
poderá dizer que é dona do feto e faz dele o que lhe aprouver, pois
ela já está trabalhando em parceria com um Espírito, filho de Deus
como ela mesma, e com os mesmos direitos de possuir um corpo e de
voltar à Terra.

    A mulher que cometeu aborto delituoso passa a sofrer consequências
desagradáveis imediatas em seu próprio organismo, seja pelo surgimento
de enfermidades variadas ou pelos processos sombrios da obsessão, em
virtude da antipatia nascida no Espírito reencarnante, que vê seu
tentame frustrado. Meditemos nas explicações de Emmanuel:


"O aborto oferece consequências dolorosas especiais para as mães?

Resposta - O aborto oferece funestas intercorrências para as mulheres
que a ele se submetem, impelindo-as à desencarnação prematura, seja
pelo câncer ou por outras moléstias de formação obscura, quando não se
anulam em aflitivos processos de obsessão." (Leis de Amor, Cap. IV)

    Deus nos deixa com o livre-arbítrio para decidirmos se cometeremos
ou não o hediondo crime do aborto, uma vez que somos responsáveis
pelos nossos próprios atos. Mas Deus não dá a ninguém o direito de
eliminar a vida de um ser que está em formação no organismo materno,
pois este direito somente Ele o possui. Quem está patrocinando o
renascimento de qualquer criança, antes de tudo, é DEUS.


    Podemos refletir, que além da covardia de estar assassinando um
ser, que além de estar interferindo na evolução de um espírito, que
além de estar atrasando a evolução de seu próprio espírito, que além
de estar declinando de uma das maiores bençãos de Deus que é de ter um
filho, ao interromper uma vida com o gesto cruel e imoral como o
aborto, a mulher e o homem, que em muitos casos são cúmplices nessa
ação assassina, estão arriscando a saúde física da própria genitora.

Vamos esclarecer:

    As consequências desagradáveis do aborto delituoso podem ser
imediatas e a longo prazo, principalmente para a mulher, seja no seu
corpo físico, na atual existência, seja na vida espiritual após a morte,
e também na próxima reencarnação. Já analisamos o problema da
obsessão por parte do Espírito reencarnante que não pôde ser um filho
na Terra.

    Vejamos agora as enfermidades na organização física da mulher,
tendo como causa a prática do aborto. Esses desequilíbrios, que têm
começo nesta existência, seguirão por muito tempo na organização
psicossomática da mulher que engendrou o aborto cruel. Os
desajustamentos do centro genésico no penspírito da mulher irão
refletir-se em enfermidades graves do corpo físico, ao longo da
existência terrena:

  Arrancar uma criança ao materno seio é infanticídio confesso. A
mulher que o promove ou que venha a cometer semelhante delito é
constrangida, por leis irrevogáveis, a sofrer alterações deprimentes
no centro genésico de sua alma, predispondo-se geralmente a dolorosas
enfermidades, quais sejam a metrite, o vaginismo, a metralgia, o
enfarte uterino, a tumoração cancerosa, flagelos estes com os quais
muitas vezes, desencarna, demandando o Além para responder, perante a
Justiça Divina, pelo crime praticado. E, então, que se reconhece
rediviva, mas doente e infeliz, porque, pela incessante recapitulação
mental do ato abominável, através do remorso, reterá por tempo longo a
degenerescência das forças genitais."
Ação e Reação, Cap. XV)

       Na vida corpórea, dificilmente percebemos que nossas
enfermidades são resultados positivos de nossos deslizes diante da Lei
Divina, mas na Vida Espiritual cada Espírito vê, sente e vive em si
mesmo os reflexos negativos de seus pensamentos enfermiços, emoções
inferiores e ações criminosas, praticadas na existência humana
irresponsável. A miséria moral se estampa perfeitamente no mundo
mental e tem como consequência a desorganização e a deformidade do
corpo espiritual. E o que acontece com as mulheres que praticaram o
aborto com plena liberdade e consciência do que estavam fazendo,
segundo as declarações de André Luiz:

" O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se
matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual,
tantas vezes quantas se repetir o delito de lesa-maternidade
mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis,
além da morte, de vez que, por mais extensas se lhes façam as
gratificações e os obséquios dos Espíritos Amigos e Benfeitores que
lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas
moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz,
assim como alguém indebitamente admitido num festim brilhante
carregando uma chaga que a todo instante se denuncia."
(Evolução em Dois Mundos, Cap. XIV - Parte II)

    Para a mulher que praticou o aborto, injustificadamente, os
sofrimentos continuarão na próxima encarnação, através dos
desequilíbrios psíquicos diversos, enfermidades do útero e a grande
frustração pela impossibilidade de gerar filhos. Mesmo a mulher que
praticou o aborto, após já ter concebido o primeiro ou o segundo
filho, receberá, na próxima encarnação; os sintomas perturbatórios de
seu crime, justamente depois do primeiro ou do segundo filho, período
exato em que praticou o aborto na existência anterior. Diversos
problemas que sofrem hoje as mulheres no exercício da maternidade têm
suas causas profundas nos deslizes do passado, que hoje surgem no
corpo físico como reflexo positivo da desorganização perispirítica.

    Em razão disso, nem sempre a mulher recupera a saúde, afetada por
esses transtornos, somente com o uso de medicamentos e hábeis
cirurgias da medicina terrestre, pois há que resgatar em si mesma, à
custa de muitos sofrimentos, suportados com fé e abnegação, os crimes
do ontem, para aprender a valorizar, respeitar e amparar a vida dos
filhos que Deus temporariamente lhe entrega nas mãos.

    Todos aqueles que induzem ou auxiliam a mulher na eliminação do
nascituro possuem também a sua culpabilidade no ato criminoso: maridos
ou namorados que obrigam as esposas, médicos que estimulam e o
realizam, enfermeiras e parteiras inconscientes. Para a justiça humana,
não há crime, nem processo, nem punição, na maioria dos casos,
mas para a JUSTIÇA DIVINA todos os envolvidos no ato criminoso
sofrerão as consequências sombrias, imediatas ou a longo prazo, de
acordo com o seu grau de culpabilidade.

Emmanuel nos esclarece bem isso:

 " O aborto oferece consequências dolorosas especiais para os pais?

Resposta: Os pais que cooperam nos delitos do aborto, tanto quanto os
ginecologistas que o favorecem, vêm a sofrer os resultados da
crueldade que praticam, atraindo sobre as próprias cabeças os
sofrimentos e os desesperos das próprias vítimas, relegadas por eles
aos percalços e sombras da vida espiritual de esferas inferiores."


    Então nenhum dos envolvidos nesse assassinato inconsequente
estarão livres de uma cobrança divina, contudo tanto a Umbanda como
qualquer outra designação espiritualista, não interfere em algo que
todos os seres humanos tem, que é o livre arbítrio. Portanto a
reflexão extrema antes de tomar uma decisão deve ser profunda, pois
mesmo tendo o livre arbítrio de seguir o caminho desejado, sendo ele
bom ou ruim, todos nós devemos estar preparados para futuras
cobranças, pois de forma nenhuma ao tomar a decisão de assassinar um
inocente, ainda em formação no ventre de sua genitora, esse ato sairá
impune.


    As Entidades de Luz nos ensinam que temos que ser caridosos, que
de forma nenhuma poderemos subtrair a vida de um semelhante, pregam o
amor e a compreensão, a luta pela vida e o acolhimento e a proteção de
nossos filhos. Nos lembram constantemente das mulheres negras
escravizadas, que tinham seus filhos retirados de seus braços após o
nascimento, e o quanto elas sofriam por isso. Nos lembram quantas
mulheres incapacitadas de terem filhos, choram pela grande vontade de
serem mães, de alimentar seus filhos em seus seios, de darem e
receberem carinho de um pequeno ser que pelos laços do amor seriam
gerados em seu ventre.

    Enquanto tudo isso é lembrado pelas nossas Entidades divinas,
mulheres capacitadas a dar a luz, que podem ter a felicidade de ter em
seus braços a extensão de um relacionamento de amor, que tem a seu
alcance a possibilidade de acompanhar o desenvolvimento de um novo ser
que busca a evolução espiritual, matam sem culpa através do aborto
seus filhos, que julgados e condenados por essas mesmas assassinas
irresponsáveis, que exterminam a chance desse ser que acabaram de
serem concebidos, a busca de uma nova vida e evolução.

    Aborto é crime!

    E para a mulher que acha isso um tanto normal, reflita, e rogue a
Deus que sua pena não seja tão dolorida quanto a dor desse pequeno
ser que foi arrancado do seu ventre.

    Para concluir, deixo uma mensagem do saudoso e tão iluminado
Francisco Cândido Xavier, o nosso instrutor das leis divinas:

"ABORTO DELITUOSO.

    Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que
agitam a opinião. Homicídios que convulsionam a imprensa e mobilizam
largas equipes policiais... Furtos espetaculares que inspiram vastas
medidas de vigilância... Assassínios, conflitos, ludíbrios e assaltos
de todo jaez criam a guerra de nervos, em toda parte; e, para coibir
semelhantes fecundações de ignorância e delinquência, erguem-se
cárceres e fundem-se algemas, organiza-se o trabalho forçado e em
algumas nações a própria lapidação de infelizes é praticada na rua,
sem qualquer laivo de compaixão. Todavia, um crime existe mais
doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio
do santuário doméstico ou no regaço da Natureza... Crime estarrecedor,
porque a vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços
robustos com que se confie aos movimentos da reação. Referimo-nos ao
aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam a morte dos
próprios filhos, asfixiando-lhes a existência, antes que possam sorrir
para a bênção da luz. Homens da Terra, e sobretudo vós, corações
maternos chamados à exaltação do amor e da vida, abstende-vos de
semelhante ação que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho!
Fugi do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio seio,
porque os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da Providência,
assomando no lar em vosso próprio socorro, e, se não há legislação
humana que vos assinale a torpitude do infanticídio, nos recintos
familiares ou na sombra da noite, os olhos divinos de Nosso Pai vos
contemplam do Céu, chamando-vos, em silêncio, às provas do reajuste, a
fim de que se vos expurgue da consciência a falta indesculpável que
perpetrastes.

Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier


    Volto a afirmar: A Umbanda é totalmente contra a ação do aborto.
O umbandista verdadeiro jamais se utilizará, apoiará  e incentivará esse
ato criminoso.

    As mulheres que pregam a liberação do aborto por alegarem que seus
corpos são de sua propriedade, e elas podem fazer deles o que bem
desejarem. Afirmo que sim, seus corpos realmente são seus, e
logicamente poderão fazer deles o que bem entender, mas para reflexão,
os seres gerados em seus ventres não fazem parte de seu corpo,
portanto não são de vossa propriedade, sendo assim, não poderão
simplesmente eliminá-los.

Se permitirmos que uma mãe mate seu filho no próprio ventre, como
dizer às pessoas que não matem umas às outras? (Madre Teresa de
Calcutá)

Aborto é a mais alta falta de amor ao próximo. Umbanda condena
totalmente o aborto.

Reflita: Antes da concepção já estão designados os Orixás de proteção,
as Entidades de cada ser e a vontade de Deus. O Aborto mata tudo isso.


    Gostaria de dedicar esse texto as mães verdadeiras, mães que lutam
bravamente pela vida de seus filhos, mães como a genitora do pequeno
Jorge Renan de Araújo, que nasceu com insuficiência renal, e após 3
meses de luta contínua, desencarnou, ou como a mãe das gêmeas, Sara e
Esther, que após ficar os últimos 3 meses internada em estado crítico,
com sua gravidez de risco, continua agora ao lado das pequenas no
hospital, implorando a Deus que com sua benevolência, restaure a saúde
de suas pequenas princesas.


Carlos de Ogum




 


quarta-feira, 24 de julho de 2013 51 comentários

Saudação a Nanã Buruquê No Seu Dia




NANÃ BURUQUÊ.

    A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à
lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. O único
Orixá que não reconheceu a soberania de Ogum por ser o dono dos
metais. É tanto reverenciada como sendo a divindade da vida, como da
morte. Seu símbolo é o Íbíri - um feixe de ramos de folha de palmeira
com a ponta curvada e enfeitado com búzios.
     Nana é a chuva e a garoa. O banho de chuva é uma lavagem do corpo
no seu elemento, uma limpeza de grande força, uma homenagem a este grande
orixá.

     Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus.
Ela é o ponto de contato da terra com as águas, a separação entre o
que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo portanto
também sua criação simultânea a da criação do mundo.

1. Com a junção da água e a terra surgiu o Barro.
2. O Barro com o Sopro Divino representa Movimento.
3. O Movimento adquire Estrutura.
4. Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem.

     Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com
Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento Barro,
que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra,
e da continuação da existência humana e também da morte, passando por
uma transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca.

     Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora
perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores
poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente
ressentido.
     Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição,
indiscrição, nem roubo. Por ser Orixá muito discreto e gostar de se
esconder, suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do
dela. Por exemplo, ninguém desconfiará que uma dengosa e vaidosa
aparente filha de Oxum seria uma filha de Nanã "escondida".
     Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem
reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo
real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o
acesso a esse território do desconhecido.
     A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que
recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre,
da vida intra-uterina.
É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos
praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade que os
Orixás mais extrovertidos como Ogum e Xangô, por exemplo.

     Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela
entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer
novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a
nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino -
e a responsável por esse período é justamente Nanã.

    Ela é considerada pelas comunidades da Umbanda e do Candomblé,
como uma figura austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma
brincadeira ou então de alguma forma de explosão emocional. Por isso
está sempre presente como testemunha fidedigna das lendas. Jurar por
Nanã, por parte de alguém do culto, implica um compromisso muito sério
e inquebrantável, pois o Orixá exige de seus filhos-de-santo e de quem
a invoca em geral sempre a mesma relação austera que mantém com o
mundo.

     Nanã forma par com Obaluaiê. E enquanto ela atua na decantação
emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar, ele atua na
passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve
em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do
feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao
qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação.

     Este mistério divino que reduz o espírito, é regido por nosso
amado pai Obaluaiê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para
outro.
     Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em
uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim
como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne,
onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã
é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se
esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal.

     Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos
seres. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos
do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para
toda uma encarnação.

     Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio
desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está
Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando
tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.

     Esta grande Orixá, mãe e avó, é protetora dos homens e criaturas
idosas, padroeira da família, tem o domínio sobre as enchentes, as
chuvas, bem como o lodo produzido por essas águas.

     Quando dança no Candomblé, ela faz com os braços como se
estivesse embalando uma criança. Sua festa é realizada próximo do dia
de Santana, e a cerimônia se chama Dança dos Pratos.


Origem:

     Nanã, é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado
há séculos pela mitologia iorubá, quando o povo Nagô conquistou o povo
do Daomé (atual Republica do Benin) , assimilando sua cultura e
incorporando alguns Orixás dos dominados à sua mitologia já
estabelecida.

     Resumindo esse processo cultural, Oxalá (mito Iorubá ou Nagô)
continua sendo o pai e quase todos os Orixás. Iemanjá (mito igualmente
Iorubá) é a mãe de seus filhos (Nagô) e Nanã (mito Jeje) assume a
figura de mãe dos filhos daomeanos, nunca se questionando a
paternidade de Oxalá sobre estes também, paternidade essa que não é
original da criação das primeiras lendas do Daomé, onde Oxalá
obviamente não existia. Os mitos daomeanos eram mais antigos que os
Nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à
descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a
colocação de Nanã e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores
ao encontro de Oxalá e Iemanjá.



CARACTERÍSTICAS:

Cor:
Roxa ou Lilás (Em algumas casas: branco e o azul).

Fio de Contas:
Contas, firmas e miçangas de cristal lilás.

Ervas:
Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de
Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá.
(Em algumas casas: assa peixe, cipreste, erva macaé, dália vermelho
escura, folha de berinjela, folha de limoeiro, manacá, rosa vermelho
escura, tradescância).

Símbolo:
Chuva.

Pontos da Natureza:
Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.

Flores:
Todas as flores roxas.

Essências:
Lírio, Orquídea, limão, narciso, dália.

Pedras:
Ametista, cacoxenita, tanzanita.

Metal:
Latão ou Níquel.

Saúde:
Dor de cabeça e Problemas Intestino.

Planeta:
Lua e Mercúrio.

Dia da Semana:
Sábado (Em algumas casas: Segunda).

Elemento:
Água.

Chakra:
Frontal e Cervical.

Saudação:
Saluba Nanã.

Bebida:
Champanhe.

Animais:
Cabra, Galinha ou Pata. (Brancas).

Comidas:
Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá.

Numero:
13.

Data Comemorativa:
26 de julho.

Sincretismo:
Nossa Senhora Santana.

Incompatibilidades:
Lâminas, multidões..

Qualidades:
Ologbo, Borokun, Biodun, Asainán, Elegbe, Susure

ATRIBUIÇÕES:

     A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de
atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e
preparando-os para uma nova "vida", já mais equilibrada .

AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ:

     Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça, pode levar em
conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em
excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também ranzinza,
preocupada com detalhes, com forte tendência a sair censurando os
outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz valorizar demais
pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes
dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do
ser humano, como se fosse muito mais velha do que sua própria
existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo
para quem está sofrendo é uma habilidade natural. Nanã, através de
seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando
realizar as vontades e necessidades dos outros.
     Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não
obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem
certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um
filho de Nanã são evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que
não consegue compreender direito as opiniões alheias, nem aceitar que
nem todos pensem da mesma forma que ela.

     Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões,
mantém-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.
     Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um
pouco mais conservadores que o restante da sociedade, desejarem a
volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem
um mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles
que reclamam das viagens espaciais, dos novos costumes, da nova
moralidade, etc.

     Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente em
alguns casos, aparentando mais idade do que realmente têm, com exceção
as que tenham também Oxum ou Iansã na coroa.

     Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com
dignidade e gentileza. São pessoas lentas no exercício de seus
afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar
uma eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e
excesso de mansidão, possuindo tendência a se comportar com a
indulgência das avós. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de
suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça,
com segurança e majestade.

     O tipo psicológico dos filhos de NANÃ à introvertido e calmo. Seu
temperamento é severo e austero. Rabugento, é mais temido do que
amado. Pouco feminina, não tem maiores atrativos e à muito afastada da
sexualidade. Por medo de amar e de ser abandonada e sofrer, ela dedica
sua vida ao trabalho, à vocação, à ambição social.

COZINHA RITUALÍSTICA:

Canjica branca:

Canjica branca cozida, leite de coco. Colocar a canjica em tigela de
louça branca, despejando mel por cima, e uvas brancas, se desejar.

Berinjela com inhame:

Berinjela aferventada e cortada verticalmente em 4 partes; Inhames
cozidos em água pura, com casca, e cortados em rodelas.; Arrumados em
um alguidar vidrado, regado com mel.

Sarapatel:

Lava-se miúdos de porco com água e limão. Corta-se em pedaços pequenos
e tempera-se com coentro, louro, pimenta do reino, cravos da índia,
caldo de limão e sal. Cozinha-se tudo no fogo. Quando tudo estiver
macio, junta-se sangue de porco e ferve-se. Sirve-se, acompanhado de
farinha de mandioca torrada ou arroz branco.

Paçoca de amendoim:

Amendoins torrados e moídos misturados com farinha de mandioca crua,
açúcar e uma pitada de sal.

Efó:

Ferve-se 1 maço bem grande de língua de vaca, espinafre ou beterraba.
Depois amassar até virar um purê; Passa-se por uma peneira e espalhe a
massa para evaporar toda a água; Depois de seca, coloca-se numa
panela, junto com azeite de dendê, camarões secos, pimenta do reino,
cebola, alho e sal. Cozinha-se com a panela tampada e em fogo baixo; É
servido com arroz branco.

Aberum:

Milho torrado e pilado.

Obs. Nanã também recebe:Calda de ameixa ou de figo; melancia, uva,
figo, ameixa e melão, tudo depositado à beira de um lago ou mangue.


LENDAS DE NANÃ.

Como Nanã Ajudou na Criação do Homem:

     Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e
modelar o ser humano, o Orixá tentou vários caminhos. Tentou fazer o
homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu.
Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a
tentativa foi pior. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite,
água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu
socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava
ela, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o homem, o modelou
no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixá
povoou a Terra. Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo
tem que voltar à terra, voltar à natureza de Nanã. Nanã deu a matéria
no começo mas quer de volta no final tudo o que é seu.




Nanã é a Senhora dos segredos, dos mistérios, do mundo oculto da magia
e das esferas subterrâneas do Planeta.

Nanã é mãe dos Orixás. Está na terra e na cachoeira e está no mar. Eu
vou pedir à boa Nanã que abençoe os filhos seus.

Nanã Orixá da sabedoria, conselheira e encaminhadora de espíritos.
Saluba a vovó!

Nanã simboliza a maturidade, a ciência e a razão, é uma mãe divina,
atua no trono da evolução. Proteção a todos nós minha Senhora!

Nanã, dainos vossa proteção! Valeinos avó de Aruanda, valeinos com sua
benção, com sua estrela bendita, livrainos das horas aflitas.


    Sua Benção nobre senhora dos Orixás.

Saluba Nanã Buruquê!!!

Carlos de Ogum.








 ORAÇÃO NANÃ BURUQUÊ.

A minha mãe Nanã, eu peço a benção e proteção para todos os passos de
minha vida. A minha mãe Nanã, eu peço que abençoe o meu coração, minha
cabeça, meu espírito e corpo. Que aos poderes dados somente à Senhora
das Senhoras, sejam caridosos e benevolentes, e me escondam de meus
inimigos ocultos e poderosos. Minha querida Mãe e Senhora, tenha
piedade de meu coração. Minha querida Mãe e Senhora, faça com que eu
seja puro de coração para merecer a sua proteção e caridade. À minha
mãe Nanã, eu lhe devoto minha fé e minhas palavras.

Saluba Nanã Buruquê!!








 Oração a Nanã Buruquê.

Saluba, Senhora dos Pântanos. Rainha das profundezas, mãe de tudo que
é ancestral. Nós, que carinhosamente a chamamos de vovó, pedimos sua
bênção e proteção. Eu venho particularmente pedir-lhe (faça o pedido).
Que a Senhora dê a mim o que for do meu merecimento. Acima de tudo
Proteja-me! Dê-me a consciência de que eu sou a continuação de tudo o
que já existe, de que eu tenho a força dos meus ancestrais e por isso
vencerei. Não deixe mãe e avó, que o mal e as pragas cheguem até mim.
Pelo seu Santo nome, Senhora de Santana, que assim seja!




Oração a Nanã Buruquê.

Que a sabedoria de Nanã nos dê outra perspectiva de vida, mostrando
que cada nova existência que temos, seja aqui na terra ou em outros
mundos, gera a bagagem que nos dá meios para atingir a evolução, e não
uma forma de punição sem fim como julgam os insensatos. Saluba, Nanã!





sexta-feira, 12 de julho de 2013 83 comentários

Conceito e Tipos de Mediunidades

Mediunidade - Conceito :

    Lamartine Palhano Jr. em seu "Dicionário de Filosofia Espírita",
conceitua mediunidade como sendo uma faculdade inerente ao homem que
permite a ele a percepção, em um grau qualquer, da influência dos
Espíritos. Não constitui privilégio exclusivo de uma ou outra pessoa,
pois, sendo uma possibilidade orgânica, depende de um organismo mais
ou menos sensitivo.

Mediunismo :

    Alexander Aksakof, em 1.890, empregou o termo mediunismo para
designar o uso das faculdades mediúnicas. A prática do mediunismo não
significa que haja prática de Espiritismo propriamente dito, visto que
a mediunidade não é propriedade do Espiritismo.

Médium :

    (Do latim: médium = meio; intermediário; medianeiro). Pessoa que
pode servir de intermediário entre os Espíritos e os homens; aquele
que em um grau qualquer sente a influência dos Espíritos de modo
ostensivo. Como já foi mencionado, todo aquele que sente, num grau
qualquer, a influência dos Espíritos, é, por esse fato, médium. Essa
faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, privilégio
exclusivo, donde se segue que poucos são os que não possuem um
rudimento dessa faculdade. Pode-se, pois, dizer que todos são, mais ou
menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em
que a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por
efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma
organização mais ou menos sensitiva.

Os Tipos de Mediunidade

A mediunidade é um compromisso que o espírito assume ao reencarnar, de
exercer um trabalho constante em favor da idéia da imortalidade da
alma, o exercício da caridade ao próximo, e incluindo o dever de
melhorar a sua própria graduação espiritual. Este intercâmbio
exerce-se de diversas maneiras, pois há vários tipos de mediunidade e
de médiuns. Tratando-se de médiuns, existem os médiuns naturais e
médiuns de prova.

MÉDIUNS NATURAIS: são espíritos que já atingiram um alto grau moral, e
ao encarnarem ligam-se naturalmente ao Astral Superior, pela
sensibilidade adquirida através do próprio aprimoramento espiritual.
São espíritos abençoados com o dom da intuição pura, como por
exemplo, Antúlio, Rama, Chrisna, Buda, Jesus, etc.

MÉDIUNS DE PROVA: são os que recebem a faculdade mediúnica como
empréstimo, proporcionando-lhes a oportunidade de resgate de suas
dividas cármicas. Através de processos ainda desconhecidos por nós, os
técnicos do astral hipersensibilizam o perispírito daqueles que ainda
precisam encarnar com a obrigação de trabalhar mediunicamente,
acelerando determinados centros energéticos vitais do seu perispírito,
despertando-lhe provisoriamente a sensibilidade psíquica para maior
percepção dos fenômenos mediúnicos enquanto encarnados. Entre médiuns
de prova, temos médiuns conscientes, semi inconsciente e
inconscientes.


Fases da Comunicação Mediúnica.

O conjunto fenomênico envolve algumas fases, dentre muitos fatos
acessórios que influenciam no resultado final: a Consumação da
Comunicação.

São elas:

Atração, Aproximação e Envolvimento

ATRAÇÃO - quando o desejo coloca o comunicante e o médium em condições
harmônicas. Quando isto ocorre, o comunicante é atraído,não importando
onde se encontre, para a linha de força ( frequência) correspondente,
existente no campo de possibilidades Mento-Magnéticas do Médium.

Como se dá a ATRAÇÃO?

Nos Universos existe uma poderosa força o PENSAMENTO. Ele é a força
maravilhosa responsável por tudo quanto existe. Tal o ser pensante,
tal a obra. Entretanto, para que o pensamento como força geratriz de
algum cometimento possa ser acionado, é necessário o uso da alavanca
do DESEJO, que é representado pela AÇÃO. O pensamento sem o desejo da
Ação, se transforma apenas em sonho. Dito isto, completemos: a atração
se dá, quando o pensamento é acionado pelo desejo da comunicação de
ambos os participantes do fenômeno, médium e espírito.

APROXIMAÇÃO - com a presença do comunicante nas proximidades do campo
de possibilidades do médium, onde suas primeiras emoções já se fazem
sentir, de maneira pouco perceptível, mas reais.

ENVOLVIMENTO - é quando completa-se o fenômeno. As linhas energéticas
harmônicas do comunicante e do campo de possibilidades do médium se
encontram, proporcionando a evidência do fenômeno de forma
indiscutível, assumindo o comunicante o comando relativo das ações
variando de influência mental ao domínio total do físico e quase total
da mente, guardando o médium, entretanto, o domínio das últimas
decisões.

Para melhor entendimento classificaremos a Mediunidade Em graus de
conhecimento, a saber:

Mediunidade Positiva.

Sinônimo de faculdade espiritual.

O médium controla seus sentidos, a mente, a consciência, dominando
tudo através da razão e do sentimento. Através dela, reconhece seus
Guias Espirituais, e Mentores de Alto Nível, seu Mestre de Luz, o
verdadeiro instrutor da sua alma, O médium, é um canal consciente, não
se prestando a manipulações.

Mediunidade Negativa.

Determinados tipos de Mediunidade são originários de problemas nos
Centros de força (Chacras) que estão espalhados pelo corpo e funcionam
como filtros, que protegem a entrada dessas energias. Algumas células
sensitivas do cérebro, ou grupo de células, os neurotransmissores
recebem e transmitem as energias que percorrem por nossa rede nervosa.
São ultrassensíveis, captando energias que vão muito além daquelas que
a ciência lhes atribui. Quando há uma sobrecarga de energias
negativas, tanto astral emocional, quanto mental, podem surgir
inversões dentro dos neurônios, neste caso, há uma predisposição
natural ao desordenamento dessa mediunidade podendo apresentar-se como
falsa mediunidade ou mediunidade negativa, visto que capta mais forças
negativas do que positivas. Normalmente é inconsciente. Sua frequência
vibratória é muito baixa e o médium, está sujeito a perder o controle
para Entidades Espirituais de nível inferior, fazendo-se passar por
Espíritos de Luz, enganando e influenciando o consciente individual e
coletivo. O médium, não está em condições de distinguir a verdade da
mentira, o que vem de fora ou o que vem da alma. Como não há
discernimento, julga esses atos provenientes de um ser superior.

Mediunidade Consciente:

Alguns médiuns ao assumirem suas faculdades espirituais, ou sua
mediunidade, elevam sua sensibilidade e podem, temporariamente, passar
por processos inconscientes devido ao seu desenvolvimento ou preparo
espiritual. Gradualmente essa mediunidade vai se estabilizando até
tornar-se positiva, ativa e consciente. Quando um médium trabalha, com
seus verdadeiros Guias Espirituais, percebe a sua evolução. Tem um
controle melhor da parte emocional, psíquica e mental, assim como o
aumento da sua sensitividade.
Os médiuns CONSCIENTE são aqueles que, apesar da incorporação, guardam
total percepção de tudo que se passa ao seu redor, de tudo que sua
entidade está fazendo. O espírito e o perispírito afastam-se da
matéria, dando a oportunidade da entidade comunicante ligar-se a ela,
mas permanecem ao seu lado. Daí terem consciência de tudo o que está
se passando. Ter mediunidade consciente traz ao médium muita
responsabilidade, pois o médium precisa conhecer bastante a doutrina,
para não atrapalhar manifestação e serviço da entidade com seu mental.
Os médiuns SEMI CONSCIENTE são os que têm momentos de lucidez, de
lembranças, e momentos que sua mente se apaga, eles não se lembram de
nada que aconteceu.

Mediunidade Inconsciente:

O pensamento é dominado por forças externas. As mensagens e os
ensinamentos que vem de seres que servem a Divina Luz, não deixam
margem às dúvidas, eles sempre serão direcionados pelo amor,
sabedoria, fraternidade, paz, justiça, e buscam ajudar a todos a
caminhar para a Luz, e a se tornar verdadeiramente livres.
Os médiuns INCONSCIENTE são os portadores de mediunidade de maior
resgate, e por isto tem que dar mais de si. Então as entidades atuam
com maior intensidade.

Mistificação

Mistificadores existem em toda a parte, dentro da ciência, da
religião, da política, da economia e no espiritismo também. Temos tido
muitos exemplos, pois não é pelo fato de estarem desencarnados que
lhes conferimos credibilidade e confiabilidade ou grau evolutivo, sem
comprovação. Do outro lado da vida, muitos, pouco evoluídos, continuam
a mistificar e enganar pessoas de boa vontade, que só querem servir e
ajudar aos seus semelhantes. A mediunidade pode se tornar um grande
problema se não for tratada adequadamente e com consciência, se não
houver um embasamento seguro com métodos corretos para o médium saber
o que se passa realmente em sua mente e como se proteger dos “Campos
de Força Negativos”. Os estudiosos, desenvolvedores do conhecimento
sobre esta matéria, já classificaram mais de cem (100) tipos de
mediunidade. Dentro deste universo, vamos exemplificar as mais
conhecidas.

Quanto a mediunidade , há várias maneiras de o médium efetuar o
intercâmbio com o Astral. Há então a mediunidade INTUITIVA,
INCORPORAÇÃO, VIDÊNCIA, AUDIÇÃO, PSICOGRAFIA, DESDOBRAMENTO,TRANSPORTE, EFEITOS FÍSICOS, PSICOMETRIA
E CURA

.Mediunidade Intuitiva:

Considerada a mais comum. Existe em um grande número de pessoas.
médiuns, desenvolvidos ou não. Determinados impulsos vibratórios em
sua consciência coordenam e compreendem as mensagens recebidas, para
transmiti-las a terceiros. Médiuns intuitivos são aqueles que captam
os pensamentos dos espíritos.[intuição] Como os outros médiuns, os
intuitivos também servem aos espíritos para suas comunicações.
Prestam-se muito para a direção das sessões espíritas e para a
doutrinação dos espíritos sofredores, porque instantaneamente sabem
quais os pontos a tocar para o esclarecimento deles. Entretanto, dado
a facilidade com que chegam a perceber os pensamentos dos espíritos,
as pessoas dotadas da mediunidade intuitiva precisam ser calmas e
muito ponderadas. Calmas, para não agirem precipitadamente, ao sabor
de qualquer idéia que lhes aflore ao cérebro. Ponderadas, para
analisarem muito bem as intuições que recebem.
Ela é a mediunidade através da qual o médium ouve, sente ou recebe o
pensamento dos desencarnados, mas o faz de modo consciente. O espírito
desencarnado age diretamente no cérebro perispiritual do médium
intuitivo, que depois transmite as idéias do seu comunicante ao mundo
material, servindo-se de seu vocabulário próprio. O médium é então um
receptor telepático das entidades.

Mediunidade de Incorporação:

Quando uma entidade espiritual elevada aproxima-se voluntária ou
involuntariamente para manifestar a sua ação de irradiação de sua Luz
Divina, ao médium, voluntariamente. Compulsória Quando a entidade
espiritual vem cumprir sua missão, independentemente do chamado do
médium.
Na mediunidade de incorporação inconsciente e semi inconsciente, o
perispírito do médium afastam-se da matéria, deixando-a sob o comando
total do desencarnado comunicante. Já o consciente, o espírito do
médium posta-se ao lado da sua matéria, para dar o comando da mesma ao
espírito comunicante. Não é porque seu espírito está ao lado ele
conserva a consciência de tudo que se passa, que ele não está
incorporado. Embora o espírito do médium abandone temporariamente a
matéria, fica a ele ligado pelo cordão fluídico. No inicio de
desenvolvimento de incorporação,a entidade não toma a matéria mais sim
irradia seus fluidos a ela, aumentando gradativamente a sua atuação,
até que a matéria do médium acostuma-se com seus fluidos, dando-se
então a incorporação total.

Mediunidade Voluntária:

Quando a Entidade vem cumprir sua missão atendendo ao chamado do Médium.

Mediunidade de Cura Pelas Mãos (Magnetismo):

Quando, por uma sensibilidade psíquica, ocorre uma evasão ou retração
fluídica pelas mãos ou ponta dos dedos. É como um magnetismo
possibilitando os mais variados tipos de cura pela imposição das mãos
sobre um determinado corpo, para equilibrar suas energias, vitalizá-las
ou para cura de partes materiais ou espirituais, doentias.
Na mediunidade de cura, o médium é um espírito com pesados débitos
a resgatar, e por isso tem que dar muito de si, de sua matéria, para
beneficio do próximo. Este desgaste é relativo, e não significa que
encurta a vida do médium. Pode também proceder as curas pela simples
imposição das mãos, que através de passes, incorporando ou não. Neste
caso, o médium não será necessariamente inconsciente.

Mediunidade de Comunicação:

São os diversos graus de irradiação entre o Plano Astral Superior e o
plano material. O médium se comunica telepaticamente recebendo,
transmitindo e repassando mensagens.

Clarividência: é a visão mediúnica, quando se vê o mundo astral.

Vidência: visão mediúnica com imagens que se formam mentalmente
e que tem algum contexto com a realidade ou o mundo astral.
A vidência é o tipo de mediunidade que permite ver as entidades, as
irradiações.
Nela se permite ao médium ver o mundo astral, através dos olhos
perispirituais. É por isso que dizem que os cegos podem ver os
espíritos, pois não dependem da visão material dos olhos para fazê-lo.
O médium, sem auxilio dos cinco sentidos ou do raciocínio, percebe
coisas e fatos que se desenrolam em torno de si, no mundo astral. O
médium pode nascer vidente, e então a sua vidência será chamada de
astralina direta, ou então, através do desenvolvimento mediúnico e
aprimoramento espiritual, torna-se um médium de vidência mental
indireta. Tanto uma como a outra, dependem da maior ou menor
sensibilidade psíquica da criatura, mas sua segurança, exatidão e
proveito, subordinam-se a graduação espiritual do ser.

O médium pode ver as entidades de quatro maneiras diferentes:

Vidência 1. Projeção , o médium vê apenas um facho de luz, uma
coloração que depende da vibração atuante. Não vê forma humana, nem
identifica a entidade.

Vidência 2. Parcial , o médium percebe uma forma humana ao lado de
quem está trabalhando espiritualmente, mas ainda não dá uma perfeita
identificação. Vê somente o contorno, a forma.

Vidência 3. Acavalamento , o médium vê a entidade por cima dos ombros
de outro médium. Já percebe se é masculina ou feminina, se é caboclo
ou preto-velho ou outro falangeiro qualquer, se os cabelos são longos
ou curtos, etc. Muitos médiuns que tiveram esse tipo de vidência
afirmam, por desconhecimento, que as entidades vistas possuíam mais de
dois metros de altura, não percebendo que a entidade, vista acima dos
ombros de outro médium, produziu uma falsa impressão de altura.

Vidência 4. Encamisamento , o médium vê a entidade toda, perfeita.
Isso acontece na incorporação integral, quando a entidade toma conta
do corpo de um outro médium.

Mediunidade de Audiência:

Clariaudiência: audição mediúnica, dom de ouvir a voz dos espíritos.

Há duas espécies de médiuns audientes:
1. Os que ouvem a voz dos espíritos, como se estivessem ouvindo a voz
de uma pessoa.
2. Os que ouvem a voz dos espíritos dentro de si mesmos.

No primeiro caso, os espíritos impressionam os nervos auditivos do
médium.
Isto se deve ao aumento da escala auditiva, normalmente o ouvido
humano percebe vibrações de 16 a 20.000 ciclos por segundo. No médium
audiente, esta percepção vai de 80 a 180.000 ciclos por segundo.

No segundo, o perispírito do médium recebe o pensamento dos espíritos
e o médium o sente como se fosse uma voz interior.
 Um médium audiente pode ouvir a voz dos espíritos, das duas maneiras
ou apenas de uma. Conversa com os espíritos e transmite o que eles
querem dizer aos encarnados.

Mediunidade de Transporte:

 É a capacidade de visitar espiritualmente outros lugares, enquanto o
corpo físico permanece repousando tranquilamente; o espírito se
desliga do corpo e vai para o espaço. Esse transporte pode ser
voluntário ou involuntário.

 No transporte voluntário, o médium se predispõe a realizá-lo. Ele se
concentra e se projeta espiritualmente a outros lugares, tomando
conhecimento do que vê e do que ouve.  O transporte involuntário
ocorre durante o sono. Todos nós nos desligamos do corpo físico
durante o sono e entramos em contato com pessoas e lugares dos quais
não nos recordamos ao acordar. Às vezes,  recebemos nesses transportes
soluções para os nossos problemas que, mais tarde, nos parecerão
idéias próprias. A respeito, diz um ditado popular: "Para a solução de
um grande problema, nada melhor que uma boa noite de sono".

Desdobramento:

Desdobramento é um transporte em que o espírito do médium fica visível
à outra pessoa. O corpo físico fica repousando, o espírito do médium
se transporta a outro ambiente e, nesse ambiente, torna-se visível.
Sonambúlico : Médiuns de Desdobramento: são capazes de se afastarem de
seu corpo físico e desenvolverem atividades espirituais
Neste caso, o perispírito do médium se afasta do corpo físico, podendo
efetuar viagens. O desdobramento pode ser involuntário (quando se
efetua espontaneamente sem a vontade do médium), voluntário (quando o
médium prepara-se, concentra-se para efetuá-lo segundo sua vontade) e
provocado (quando há interferência de uma pessoa, ou de uma corrente
de pessoas para efetuá-lo, por exemplo, a hipnose). Durante o
desdobramento, o médium guarda lembrança variável, mais ou menos
acentuada desta viagem astral, pois ele se conserva consciente o tempo
todo.


Mediunidade Psicográfica:

Tipo de mediunidade muito comum, podendo ser Intuitiva, Semimecânica
ou Mecânica. É a capacidade de receber comunicações pela escrita.
O espírito coloca-se atrás ou do lado do médium, e através da ligação
de seus fios fluídicos ao perispírito do médium, ele adquire o comando
dos movimentos dos braços, antebraços, mãos e dedos dos médiuns, que
passa então a obedecer o comando do espírito comunicante, na
transmissão de mensagens e pinturas.

Psicografia Intuitiva, o médium recebe as mensagens na mente e as
passa para o papel. É pura intuição.

Psicografia Semimecânica, o médium, à medida que vai escrevendo, vai
também tomando conhecimento do que escreve. O espírito atua,
simultaneamente, na mente e na mão do médium.

Psicografia Mecânica, o espírito atua somente na mão do médium, que
escreve sem tomar conhecimento da mensagem recebida.

Quando, ao invés de escrever, o espírito utiliza a mão do médium para
pintar, esse tipo de mediunidade é chamado de psicopictografia. No
Brasil, entre os diversos médiuns que se destacam nessa área em
particular, citam-se os nomes de Luiz Antonio Gasparetto, José
Medrado, Marilusa Moreira Vasconcelos e Florencio Anton, entre outros.


Mediunidade de Efeitos Físicos:

É uma característica que permite ao Médium liberar energias
ectoplasmáticas para exercer uma ação sobre a matéria (movimento) e
promover sua consequente manifestação (apagar ou acender luzes),
podendo se caracterizar de forma consciente ou inconsciente, chamada
de Telecinesia. Esses médiuns são particularmente aptos a produzir
fenômenos materiais, como os movimentos de corpos inertes ou ruídos,
materialização de Espíritos, etc. Foram muito comuns no passado e
tinham a finalidade de chamar a atenção para os fenômenos espíritas,
mas hoje, são cada vez menos frequentes.
Nesta mediunidade , o médium é doador potencial de ectoplasma, como já
foi dito, que manipulados pelas entidades resultam em materializações,
ruídos, levitações, etc. Este ectoplasma é também utilizado nas
operações espirituais. Apenas com a presença do doador de ectoplasma,
muitas vezes sem nem ele saber que é médium, processam-se os fenômenos
ou os benefícios nas operações.

Materialização de pessoas ou objetos acontece com médiuns que tem o
dom de doar muito ectoplasma o mesmo vai recobrindo o corpo
perispiritual até que se veja nitidamente sua presença no mundo físico
material (ficou muito conhecida através do médium Peixotinho, de Macaé
– RJ, que as realizou na década de 50; Chico Xavier também realizou
algumas sessões com seu grupo e outras junto com o próprio
Peixotinho.). Existe ainda a materialização por transporte de objetos,
um pouco diferente de plasmar, quando o médium tem o dom de
desmaterializar algo em algum local físico e materializar em outro
local. Muito conhecida através do médium Adelarzil (faz
materializações no algodão).

Xenoglossia:

É o ato de falar em outras línguas.

    Essa forma de mediunidade é um tanto mal usada por pessoas que
tentam enganar seus consulentes ou fiéis, pois dentro de religiões que
se utilizam deste dom, a regra sempre é que quando se envia alguma
mensagem, e se é dita em línguas diferenciadas, tem que se dar a
tradução por obrigação.

Psicofonia:

Psicofonia (do grego psyké, alma e phoné, som, voz), de acordo com a
Doutrina Espírita, é o fenômeno mediúnico no qual um espírito se
comunica através da voz de um médium. A Doutrina Espírita identifica
duas classe principais de psicofonia: [Psicofonia]   - a  consciente
- quando o médium afirma ter percebido mentalmente ou escutado uma
fala proveniente de um espírito que desejava se comunicar, tendo-a
reproduzido com o seu aparelho fonador; e   - a  inconsciente  ou
sonambúlica  - quando o médium afirma não saber o que disse, fazendo
entender, neste caso, que o espírito comunicante ter-se-ia utilizado
diretamente de seu aparelho fonador, por estar ele, médium,
inconsciente. Como se verifica em toda classificação espírita, esta
deve ser entendida como didática, sabendo-se haver uma diversidade de
nuances entre uma e outra classe.

Psicometria:

    Através dela, certos médiuns pelo contato de algum objeto, relatam
minuciosamente não só a origem e a historia desse objeto, como também
de seus possuidores. O psicometra desarticula, de maneira acelerada e
automática, a visão e audição perispiritual, acompanhando o mapa de
ações que lhe é traçado no espaço e tempo pelas entidades, obtendo
assim, as informações e impressões que procura.

Absorção:

    A mediunidade de absorção é aquela em que o médium puxa ou pega
para si alguns males de outras pessoas ou ambientes carregados com
sentimentos ruins, como inveja, maledicência, rancor, ódio, etc.
Podendo-se também ser obsessores, espíritos sem luz, no qual esses
males podem trazer complicações para um médium sem desenvolvimento
mediúnico e espiritual.


Mediunidade é a faculdade que dota o homem de sensibilidade permitindo
a percepção e interação com o mundo espiritual.

Mediunidade é coisa séria. Uns a tomam como benção, outros como
maldição. Não importa. Deus nos dá a oportunidade de evolução.

Mediunidade é darma em ação, resgatando carmas antigos e fazendo novas
flores desabrocharem na atmosfera física e espiritual do mundo.

Mediunidade é escutar com o coração, tudo aquilo que não é dito; é por
vezes falar, sem palavras; é amar.

Mediunidade é oportunidade de evoluir acima de tudo, trabalho de
assistência e auto conhecimento íntimo e espiritual.

Mediunidade não é brincadeira, . É um exercício que deve ser levado a
sério, independente de local, idade ou situação financeira.

Médiuns são seres humanos como outros, mas desempenhando seus
trabalhos com mais responsabilidade, amor e fé em Deus, nos Guias e
Orixás.

Carlos de Ogum

Gostaria de fazer um agradecimento especial a amiga Talita Sousa pela
sua ajuda na elaboração desse texto. Obrigado de coração.
 
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